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"Tipos" de pessoas

por Cá coisas minhas, em 31.05.16

Existem muito tipos de pessoas.

Os que fazem. E os que vêem fazer.

Os que vivem. E os que vêem os outros viver.

Os que ultrapassam as situações. E os que gostam de as remoer.

Os que se colocam no lugar do outro. E os que se sentem superiores ao outro.

Os que apreciam a felicidade dos outros. E os que olham para isso de lado.

Os que lutam. E os que se resignam e se deixam estar.

Os que dizem “está tudo bem”, e os que respondem “vai-se andando”.

Os que enfrentam os seus problemas e os que colocam a culpa no outro.

Os que se riem de si próprios. E os que não aceitam uma crítica.

Os confiantes e os inseguros. Os felizes e os tristes. Os companheiros e os adversários . Os que te mandam para cima e os que te mandam para baixo. Os te querem bem, e os que não interessam para nada.

Entre outras.

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… Que cada um deve fazer o que lhe apetece.

Não considero que a escola pública seja um filme de terror (até porque foi sempre lá que andei). Mas também não considero que os colégios privados sejam um bando de betinhos, que não sabem o que é a vida.

Mas sei o que a escola pública oferece. Conheço de perto as dificuldades que os professores têm em trabalhar com turmas cada vez maiores, e a desmotivação que se alastra cada vez mais aos professores e aos alunos.

E por isso o que eu defendo no seu todo é a EDUCAÇÃO. Seja ela pública, privada ou mista (ou lá como lhe queiram chamar). Apoios. Novas políticas. Intervenções do Estado. Turmas pequenas. Respeito pela profissão de professores e educadores. 

Acredito na Democracia. E no Estado Social. Mas também acredito na vontade própria. Na capacidade de decisão de cada pai, sobre o futuro dos seus filhos.

E se somos todos obrigados a pagar os nossos impostos, também devemos poder escolher onde “gastar” a nossa parte.

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I.R.M.A.O.S.

por Cá coisas minhas, em 30.05.16

Imensamente amigos.

Rir à gargalhada, com aquelas coisas que só a nós mete graça.

Manter-se presente.

Apoiar. Ajudar.

Ouvir-te, tudo e mais alguma coisa, o que “interessa” e o que “não interessa”

Sacudir-te. Surpreender-te.

[Extraordinários. Divertidos. Generosos.]

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Expectativas. Sonhos. Projecções. Ambições.

Não sei bem o que lhe hei-de chamar. São a mesma coisa? Por um lado sim, por outro lado, não. Se formos ao dicionário, os significados são diferentes. No entanto, a ideia base é semelhante. Aquilo que queremos, que desejamos ou pensamos que vai acontecer (ou que gostaríamos que acontecesse, vá. Sim, continuo a divagar).

O que é certo, é que temos sempre expectativas em relação às pessoas, as situações e também, sem sombra de dúvida, para a nossa vida.

É engraçado, que com o desenrolar dos anos, as nossas expectativas vão mudando. Vamos percebendo o que recebemos em troca, e vamos ajustando os esforços que empreendemos nas nossas tentativas de alcançar algo.

Imaginava (lá longe no passado), que a minha vida seria esta hoje? Não. Não interessa agora, se melhor ou pior. Estou onde me levei.

Já criei expectativas positivas relativamente a pessoas, que depois agiram exactamente de modo contrário? Sim. Mas e depois? Também não terei eu feito o mesmo, relativamente a algumas? Com certeza, sim.

As expectativas comandam a nossa vida? Sinceramente, acho que não. Mas auxiliam no caminho. Se eu não esperar nada das coisas, das pessoas, das situações, para que é que eu me meto nelas?

Depois, vamos fazendo a selecção natural, e guardando só o que interessa. 

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Coisas da miúda #08

por Cá coisas minhas, em 27.05.16

Numa conversa sobre não irmos comprar nada, mas irmos apenas passear os três, eu digo: “Vamos passear, porque o importante é estarmos junto, não é? Irmos passear os três, é bom, não é filha?” Ela diz: “Sim. Sabes mãe, nós as vezes esquecemo-nos de Jesus na nossa vida”

????????????????????????????

Raça da miúda. Deixou-me “abananada”.

[E o que esta frase já me fez pensar…]

 

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Dia Europeu dos Vizinhos

por Cá coisas minhas, em 27.05.16

Hoje é dia europeu dos vizinhos.

Tenho para mim, que não haverá muita gente por aí que tenha coisas boas para dizer sobre os vizinhos. Muitos, não terão nada para dizer, pois mal os conhecem. Outros a ter algo para dizer, será mau. E haverá com certeza, quem tenha algo de bem para dizer (será?).

Eu tenho muito pouco para dizer dos meus. Vivo naquele prédio á cerca de um ano, e de vez em quando ainda me surpreendo com caras que nunca vi. Não conheço nem 80% das pessoas. E depois, tenho queixas, relativamente aos vizinhos de cima. Porque fazem barulho e isso incomoda-me. Haverá com certeza muita gente, nas mesmas circunstancias do que eu.

É normal. Os ritmos são acelerados. Saímos de manhã. Só voltamos ao final do dia. E ao final do dia, arrelia-nos que nos estejam a “atormentar” [dizemos nós, irritados, quando ao fim e ao cabo as pessoas só estão é a viver a vida delas], quando mais queremos é estar sossegados. E é isto.

Mas antes não era assim. Não sei se os horários dos pais eram mais curtos. Mas sei que sabia todas as pessoas que moravam em cada prédio da minha rua. Também sei que muitas mães não trabalhavam, e que muitos ficavam com os avós. E aí, os vizinhos tinham um papel na nossa vida. Aí já tínhamos mais coisas para dizer sobre eles, seja bom ou mau. Toda a gente se conhecia. O que permitia que pudéssemos andar todo o dia na rua, pois havia sempre alguém para “tomar” conta. Os nossos amigos, eram os nossos vizinhos. Hoje, são os colegas da escola. Era com os vizinhos que se partilhavam as preocupações e as alegrias do dia a dia. Hoje, é com os colegas do trabalho.

Não há tempo para fazer vizinhança. E a maior parte das pessoas julga que cada um deve meter-se na sua vida, e pronto. Gosto pouco que saibam da minha vida, também. Mas gosto de saber o nome das pessoas. Gosto de “colocar” cada cara, numa porta. Dizer bom dia, fazer conversas de circunstância. O importante é não olhar para aquelas pessoas como estranhos e vice-versa.

Lá está. Coisas minhas (ou manias, como queiram chamar)

Seja como for, BOM DIA DOS VIZINHOS.

 

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Memórias... [das boas]

por Cá coisas minhas, em 26.05.16

As memórias da minha infância são (entre outras coisas) feitas de sabores e sons.

Lembro-me da cozinha da minha avó. Lembro-me da hora das refeições em casa dos meus avós.

Éramos muitos (miúdos). Eu, os meus irmãos, primas, e outros que os meus avós sempre acarinharam e que também os chamavam de avós.  O barulho á mesa era uma constante. E o meu avô, todos os dias a tentar ouvir as notícias. As notícias na telefonia, sempre. Lembro-me também, de ouvir os “parodiantes de Lisboa”. Sempre a seguir ao almoço.

As pequenas iguarias que ela cozinhava, mais ninguém consegue fazer. Eu própria, que vi tantas vezes e que a ajudei, não consigo que fique igual. O segredo, era o tempo. Havia tempo para cozinhar. Aliás, havia tempo para tudo. Até para brincar connosco. São os avós.

O meu avô era talvez dos únicos, que toda a gente na rua, sabia de quem era avô.

Os meus avós não sabiam ler, nem escrever. Não eram ricos, mas também não eram pobres. E tinham uma capacidade, com muito valor: de envolver. [Estive que tempos a pensar na palavra, nenhuma me parecia suficientemente esclarecedora. Mas é isto mesmo.] Não havia ninguém que não gostasse de estar ao pé deles. Desde miúdos, a graúdos. Quando estavam (ou quando chegavam), estavam com tudo. Estendendo aos outros, aquilo que “era deles”.

E são também estes sons que tenho nas minhas memórias. Eles com os outros. E o sentido de humor deles. E a carne assada. E as filhoses. E as idas à praia, enquanto eles ficavam no pinhal. E as almôndegas. E a tv ligada a dar o Benfica, sem som, pois ele queria ouvir o relato na telefonia. E ele a apoiar a nossa cara, enquanto um de nós contava, e os outros se escondiam. E ir lanchar ao café, com ela e as suas amigas.

E as saudades. Caramba. As saudades.

 

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Coisas que eu gosto #01

por Cá coisas minhas, em 25.05.16

Gosto de gente pragmática. Resolvida.

Gosto de gente que procura a solução, não olha só para o problema.

Gosto de gente com sentido de humor. Gosto de gente com a capacidade de se rir de si própria.

Gosto de gente que se ri das contrariedades do dia.

Gosto de gente que gosta de si. Gosto de gente que se coloca no lugar do outro.

Gosto de gente que gosta de falar. Gosto de gente que ouve.

Gosto de gente que se chateia por não conseguir aquilo que quer. Gosto de gente que corre para o conseguir.

Gosto de gente que partilha.

Gosto de gente que dá. Gosto de gente que recebe.

Gosto de gente que gosta de mim.

Gosto de ti, de ti, e de ti (e de alguns outros mais…)

 

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Coisas da miúda #07 [Conversas no carro - parte 2]

por Cá coisas minhas, em 24.05.16

Agora falando sobre a mãe:

Eu: A mãe é grande ou pequena?

Miúda: Pequena.

Eu: Qual é a cor dos olhos da mamã?

Miúda: Brancos.

Eu: Qual é a cor do cabelo da mamã?

Miúda: Preto.

Eu: Qual é a coisa que mais gostas na mamã?

Miúda: Fazer pinturas.

Eu: Quando o mãe, não está a brincar contigo, o que é que ela está a fazer?

Miúda: A tomar banho.

Eu: E mais?

Miúda: E a preparar o almoço para amanhã.

Eu: O que é que gostas mais de fazer com o mãe?

Miúda: Douradinhos (sim, ela trocou as respostas, nos dois casos, mais foi assim que foi a conversa, é assim que eu a reproduzo)

Eu: Quando a mãe chega ao pé de ti, o que diz?

Miúda: Olá M….

[Conclusão: somos muito asseados lá em casa. O pai é grande e a mãe é pequena. E claro, com esta miúda, esta conversa tinha que ir parar à comida]

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Coisas da miúda #06 [Conversas no carro - parte I]

por Cá coisas minhas, em 24.05.16

As nossas conversas no carro são sempre muito esclarecedoras. Desta vez, resolvi fazer-lhe umas questões, para perceber como ela vê e interioriza as coisas mais básicas do nosso dia a dia.

Eu: O pai é grande ou pequeno?

Miúda: Grande.

Eu: Qual é a cor dos olhos do papá?

Miúda: Brancos.

Eu: Qual é a cor do cabelo do papá?

Miúda: Preto.

Eu: O papá tem muito ou pouco cabelo.

Miúda: Pouco. É careca.

Eu: Qual é a coisa que mais gostas no papá?

Miúda: Fazer jogos.

Eu: Quando o pai, não está a brincar contigo, o que é que ele está a fazer?

Miúda: A tomar banho.

Eu: E mais?

Miúda: E a cortar a barba.

Eu: O que é que gostas mais de fazer com o papá?

Miúda: "Ovo omolete" e "ovo tété”

Eu: Quando o pai chega ao pé de ti, o que diz?

Miúda: Dá beijinho.

Eu: E mais?

Miúda: Diz “olá pimpas”

[Depois já vos conto, o que ela diz da mãe]

 

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