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Um dia, na tua vida

por Cá coisas minhas, em 23.02.17

"Foi para mim um dia memorável, pois exerceu sobre mim grandes mudanças. Mas o mesmo sucede em qualquer vida. Imagine eliminar-lhe um determinado dia e pense no quão diferente o seu curso teria sido. Detenha-se, você que lê isto, e pense por um longo momento nas longas cadeias de ferro ou ouro, de espinhos ou flores, que jamais o teriam aprisionado, não fosse a formação do seu primeiro elo nesse dia memorável"

Charles Dickens, Grandes Esperanças

 

Quando li estas palavras pensei: pois, realmente é verdade. Somo nós que fazemos o nosso percurso, portanto é óbvio que são esses momentos que vivemos que fazem o que somos hoje.

Normalmente, a maioria de nós já fez esse exercício n vezes. No entanto, também acho que o fazemos mais pela negativa. Ou seja, momentos que olhamos agora e pensamos, devia ter ido antes pelo outro lado, optado antes por aquela opção, escolhido antes aquela pessoa, não ter dito aquelas palavras, etc... etc…

Consigo identificar alguns momentos marcantes da minha vida, em que tive oportunidade de fazer algo que eu realmente queria muito, mas não fiz. Consigo também identificar fases da minha vida em que optei por viver de uma forma, e em que vejo hoje claramente que devia ter optado por outra. Também já disse muita coisa, que algum tempo depois me arrependi de ter dito.

Mas e o contrário? Raramente pensamos nisso. Ou seja, naqueles momentos em que fizemos exactamente aquilo que continuamos a achar que foi o certo. De facto, é uma tortura, pensarmos que se esse momento não tivesse existido, não tínhamos estas "coisas magníficas" que hoje consideramos que alcançamos.

Porém, talvez este exercício seja uma forma de valorizarmos aquilo de bom que conseguimos, em vez de estarmos sempre a pensar naquilo que poderíamos ter sido, tido ou feito, por “más opções que consideramos ter no passado”

Bem sei que há muita gente que diz “eu só me arrependo daquilo que não fiz”. Ou, “não me interessa aquilo que já passou, mas aquilo que sou hoje”. Não proponho uma reflexão sobre os passado de cada um. Apenas sugiro (a mim própria, acima de tudo) um exercício positivo sobre a vida que se tem hoje.

[Até porque sinceramente, estou tão cansada das advservidades, que tenho que começar a ignorar que elas surgem. Fartinha, fartinha.]

 

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As dietas

por Cá coisas minhas, em 23.02.17

Isto hoje em dia, é todo um cardápio de dietas e orientações alimentares, que uma pessoa perde o andamento da coisa.

É a dieta dos 21 dias do não sei quantos.

É a dieta dos 31 dias da outra.

É a dieta do paleo.

É a dieta low carb. É a dieta slow carb.

É a dieta mediterrânea.

É a dieta sem glúten.

É os “super alimento” isto e aquilo.

É a dieta rica em proteínas.

É a dieta detox.

É a dieta da sopa. A dieta da banana (?!?!?!?)

É muita dieta senhores. Até uma “dieta da avó” eu descobri. Escrevam no google dieta do … e vão ver a quantidade de coisas extraordinárias que aparecem. Num rasgo de parvoíce escrevi “dieta das coisas”, e pasmem-se. Há uma dieta que se chama “dieta das 7 coisas”.

Resultado de imagem para dietaEh lá... Se resulta, vamos a isso.

Isto é tudo para quê?

Para um vida mais saudável. Não, acho demasiado confuso.

Porque há pessoas intolerantes a alguns alimentos. Certo, ok, aceito, mas caramba… Algo exagerado isto tudo não?

Porque há nutricionistas muito criativos. Gosto desta.

Porque há por aí muito fundamentalista. Pois, como em tudo na vida, não é?

Porque para além de existirem centenas de maneiras de cozinhar bacalhau, também há centenas de formas de perder peso. Pois com certeza.

Porque há muito gente que em vez de fazer uma alimentação equilibrada, passa a vida a saltitar de dieta em dieta. Eh pá, não é querer ser mau feito, mas eu acho que é mais isto.

E mais não digo.

[Têm mais alguma dieta para me sugerir?]

 

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Coisas em introspectiva #02

por Cá coisas minhas, em 22.02.17

Tenho dias que gosto de falar, rir, escrever, ler, opinar sobre tudo e mais alguma coisa.

Tenho dias que a inspiração falta.

Tenho dias que me entusiasmam e me fazem ir ler e aprender sobre alguma coisa diferente.

Tenho dias em que leio coisas que só me fazem revirar os olhos.

Tenho dias que estou com gente gira, bonita e divertida - com uma boa conversa.

Tenho dias que estou com gente insossa, escura.

Tenho dias que oiço coisas que me fazem refletir.

Tenho dias que só ouço coisas que me fazem revirar os olhos.

Tenho dias em que dou gargalhadas às adversidades.

Tenho dias que me apetece chorar à mínima contrariedade.

Tenho dias em que quero estar sozinha. Tenho dias em que quero companhia.

Tenho dias que quero silêncio. Tenho dias que quero muito barulho à minha volta.

[Tenho dias. Como todas as pessoas têm. O problema é que os dias das pessoas não são sempre todos iguais. E gerir isso… caramba]

 

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Já me estou a mexer

por Cá coisas minhas, em 21.02.17

[Na saga deste post]

Finalmente.

Resolvi fazer frente a todas as desculpas que estavam na minha cabecinha e voltei ao exercício físico. Uma vez que durante o dia a dia não há tempo para grandes coisas, decidi deixar andar de elevador - desde a semana passada que só escadas.

O tempo este fim de semana também ajudou. E assim consegui fazer no sábado uma caminhada de 40 minutos e no Domingo 15 minutos de corrida mais 15 minutos de caminhada.

As minhas perninhas estão a queixar-se. Mas a minha motivação para as caminhadas/corridas voltou.

Verdade seja dita, a paisagem que me acompanha agora é bem mais interessante do que quando vivia no meio urbano.

IMG_20170218_094804.jpg

 

[Espero manter a motivação. A sensação de superação que senti quando consegui correr 15 minutos seguidos, para mim que sou uma verdadeira molenga, é muito muito boa]



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Outro dos nossos projectos.

Na escolinha pediram que ela fizesse com os pais um peixe. Pois com certeza. Aí está ele.

IMG_20170129_183348.jpg

Materiais:

  • Prato de papel
  • Tesoura e Cola
  • Tintas guache e Pincéis

Escolha das cores e pinturas, totalmente a cargo da miúda.

 

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A aldeia onde eu vivo #06

por Cá coisas minhas, em 17.02.17

Na aldeia sente-se mais o Inverno. Os dias negros, chuvosos, são silenciosos. Não se vê ninguém. Não se ouve nada - só chuva e vento. Assim que a chuva para, surgem grupos de pessoas. À espera de uma trégua na chuva para irem conversar. Tudo é pretexto para dois dedos de conversa. A viver na aldeia, passei a dar outro significado aos dias de sol. Ao sol de Inverno. As casa ficam cheias de luz. Na rua, há sons - vozes, risos de crianças, cães a ladrar para as pessoas que passam. Os estendais ficam cheios de roupa. As portas abertas.

Na aldeia, os dias de chuva são escuros e de solidão.

Na aldeia, os dias de sol vêm cheios de energia e de coisas positivas.

 

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O meu planeamento semanal [Refeições]

por Cá coisas minhas, em 16.02.17

Não sou, nem nunca fui, um exemplo de organização. Não gosto de planear, porque raramente cumpro aquilo que planeio.

Mas havia aqui uma coisa a irritar-me. Os finais de dia caóticos, sem tempo para nada, sempre a correr. Sentia que passava muito tempo na cozinha, o que me deixava chateada. [Também associado ao facto, da miúda estar numa fase terrível de birras e eu pensar “se calhar, também é culpa minha, porque não consigo passar tempo nenhum com ela”]

Comecei a ler dicas em tudo o que era lado. E experimentei (tentei, para ser mais verdadeira) várias. Mas comigo não funcionaram.

Eis algumas que experimentei.

1) Planear as refeições para a semana e fazer a lista de compras de acordo com a mesma.

Não resultou, porque:

  • nem sempre encontrei os ingredientes que precisava o que me fazia estar sempre a alterar;
  • continuava a ter que passar diariamente muito tempo na cozinha;
  • muitas vezes chegava tarde, e sem pachorra para cozinhar, acabava por comprar qualquer coisa pelo caminho ou fazer algo mais simples.

2) Durante a semana, nós (os adultos) jantarmos apenas sopa e petiscar pão, queijos e afins.

Não resultou, porque:

  • tinha que fazer jantar para a miúda;
  • tinha que fazer qualquer coisa para trazer na marmita para o almoço;
  • ou seja, continuava a passar imenso tempo na cozinha e já que é para cozinhar, cozinhasse para todos.

3) Fazer refeições dia sim dia não (entenda-se cozinhar, não comer; ou seja, cozinhava logo para dois dias).

Não resultou, porque:

  • cada dia que cozinhava passava muito tempo na cozinha;
  • como cozinhava mais, sujava mais loiça, logo perdia ainda mais tempo na cozinha;
  • o homem não gosta de “comida do dia anterior” e estava sempre com cara de esquisito (se bem que esta, enfim…)

4) Ao Domingo, ir 2h para a cozinha e fazer as refeições para a semana toda.

Esta nem tentei, por razões óbvias:

  • sem pachorra para tanto planeamento;
  • sem ideias para cozinhar tudo num único dia;
  • sem espaço no frigorífico para guardar tanta comida;
  • e o esquisitinho do homem.

E de repente, parece que encontrei a fórmula ideal. Esta não li em lado nenhum, veio da minha cabecinha.

Pois bem:

  • Faço as compras normais à semana - mercearias e frescos. Gostava de ir só uma vez por semana, mas isso, é que é mais complicadinho, estou sempre a precisar de ir comprar uma coisita, mas já vou menos vezes.
  • Ao Domingo, com base naquilo que tenho em casa, penso em 4 refeições da semana (2ª a 5ª):
    • anoto numa folhinha;
    • faço uma panela de sopa grande ou deixo já os legumes cortados e lavados para fazer a sopa na 2ª feira;
    • pré-preparo as bases das refeições que precisarão de estufar ou refogar alguma coisa: faço pequenos saquinhos com as misturas de legumes já cortadinhos e lavados, e congelo os mesmos;
    • na véspera de cada dia, tiro do congelador aquilo que já sei que vou precisar para o dia seguinte;
    • no próprio dia é só cozinhar.
  • Á 6ª feira, é dia de fazer piquenique e comer qualquer coisa prática.

É isto. Às vezes ao Domingo, dá-me a preguiça. Mas lá vou eu. E porquê? Porque ao fim e ao cabo, aquilo que faço na pré-preparação, não demora assim tanto tempo. E durante a semana, consigo ter refeições saborosas e rápidas. Estrago menos coisas no frigorífico, porque deixo já tudo cortado, lavado e congelado. Recorro menos vezes ao “vamos ali comprar qualquer coisa para despachar”. Posso-vos dizer que com isto, estou a dedicar no máximo 30 minutos do meu dia na cozinha - incluindo cozinhar, lavar e arrumar. [E não, não tenho robot de cozinha nem máquina de lavar loiça.]

 

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Coisas da miúda #35

por Cá coisas minhas, em 16.02.17

Uma destas noites acordou várias vezes a chorar.

No dia seguinte, perguntei-lhe o que se tinha passado, se estava a sonhar com alguma coisa.

“Sim, com um galo muito grande que tinha um bico grande e estava a estragar a porta da casa de banho nova, com o bico. E uma galinha que me queria dar um beijinho na boca”

Cruzes. Eu também chorava.

 

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IMG_20170211_171824.jpg

 

Assim que iniciei a leitura, percebi que me ia divertir com este livro. E de facto, já me ri.

Mas o livro não é só comédia. O tom sarcástico da personagem é engraçado. Mas a história da personagem é a história de muitas. Não exactamente igual à da personagem, porque nem todas somos esposas de maridos ricos e fazemos da nossa vida apenas cuidar do marido e filhas. Mas a questão é que grande parte de nós, trabalha, e trata da casa, das contas, do marido, dos filhos, da roupa para lavar e passar, do que fazer para o jantar, de pensar em actividades para fazer com as crianças.

É extenuante.

Como é que conseguimos fazer tanta coisa e ainda tratarmos de nós? É aí que quero chegar. É isso que estou sentir com a leitura do livro. Porque é que isto tudo é “naturalmente” exigido às mulheres? Porque é que se exige que as mulheres façam isto tudo, e tenham carreiras brilhantes, aspectos magníficos e sorrisos para todos. E paciência para lidar com tudo e com todos.

E por vocês próprias, o que têm feito?

Sim, bem sei que haverá quem se realize com o sorriso dos filhos, com o sucesso profissional, com a cozinha limpa e os armários da roupa todos organizadinhos. Mas e mais? Mais? Centrada em apenas em nós?

Reflictam lá nesta questão: Que tempo é que tenho verdadeiramente dedicado a mim própria?

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Modernices, mas nem tanto

por Cá coisas minhas, em 14.02.17

Este fim de semana tive que visitar uma oficina de automóveis, lá para os lados da minha aldeia.

Pensei que fosse encontrar uma oficina daquelas à moda antiga - tudo sujo, senhores sujos, mal humorados e com conversas duvidosas. Enganei-me redondamente.

A oficina estava bem limpinha. Os senhores que lá trabalham também. A recepção tinha uma decoração bem gira. E o jovem que me atendeu foi de uma simpatia muito profissional. Ajudou-me explicando qual o problema daquela luzinha que lá apareceu. Explicou-me que devia arranjar e quanto tempo poderia “aguentar” mais. Falámos do que era mais urgente e do que o carro precisava. Pedi-lhe um orçamento, e ele lá foi comigo. Sentou-se na secretária, ao computador e lá foi fazer o orçamento.

images.jpg

 E eu aguardei.

Aguardei.

Aguardei.

Muito tempo.

Ás tantas penso “bem, para estar a demorar tanto tempo, deve estar a fazer o orçamento no Word”. E ri para mim mesma, com este pensamento.

Até que a impressora começa a funcionar e orçamento lá surge.

Certo. Confere.

Lá surge uma folhinha A4 com três tabelas e com um cabeçalho todo bonito. Estava mesmo a fazer no Word.

 

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