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Coisas que ando a ler #01 [Siddhartha]

por Cá coisas minhas, em 16.05.16

Estou a ler o livro Siddhartha de Herman Hesse.

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Este livro é de uma imensidão, que até os mais cépticos (eu julgo ser um deles, ou então a idade mudou-me) ficam a pensar.

Porque na verdade, o que se lê naquelas palavras, preenche-nos de uma forma difícil de explicar. Siddhartha tem a capacidade de tornar o que para o cidadão comum é o mais complicado e ao mesmo tempo, o mais importante na sua vida, em o mais simples e o mais fácil. E o contrário também se aplica.

Várias reflexões tenho tido com a sua leitura. [São estes livros que são bons. Aqueles que nos fazem ir muito mais longe do aquilo que estamos a ler.]

Hoje reflito sobre as palavras e o significado das mesmas.

“Tudo isto são coisas, coisas que nós podemos amar. Mas não posso amar palavras. É por isso que não aprecio as doutrinas, não têm dureza ou moleza, não têm cores, não têm arestas, não têm cheiro, não têm gosto, nada têm senão palavras. Talvez seja isto que impede de encontrares a paz, talvez sejam as palavras em excesso. Porque também libertação e virtude, também Samsara e Nirvana são meras palavras. Nada existe que seja o Nirvana; apenas existe a palavra Nirvana.” (citação do livro Siddhartha de Herman Hesse)

As palavras. O que são as as palavas?

Diz a infopédia “unidade linguística dotada de sentido, constituída por fonemas organizados numa determinada ordem, que pertence a uma (ou mais)categoria(s) sintática(s) e que, na escrita, é delimitada por espaços brancos;termo, vocábulo”.

Eu diria mais coisas sobre as palavras. É aquilo que dá expressão aos pensamentos. É aquilo que classifica os sentimentos.

Mas as palavras não são mais do que isso. Um veículo. Por onde circula as nossas ideias, os nossos sentimentos. As nossas vontades. As nossas opiniões. Só isso. Palavras.

Saiem de dentro de nós. E entram dentro de nós.

Surgem sob a forma escrita. Sob a forma “dita”. Mas onde está a força das mesmas? O significado delas?

Está em nós. Dentro de nós.

É claro para mim o seguinte: há o significado de quem as diz e o significado de quem as ouve. Por isso, só há palavras negativas, se nos lhes dermos esse significado, essa conotação. Podemos também sempre “fechar” os nossos ouvidos, para aquilo que não queremos ouvir. Podemos (devemos) selecionar aquilo que ouvimos.

Muitas pessoas dizem: “pensa bem antes de falares”, “vê bem o que vais dizer”.

Pois eu acrescento: escolhe as palavras que queres ouvir. E as que ouvires, confere-lhes significado. O teu significado. Aquele que constrói algo em ti. Se não, é lixo. Por isso, apaga-as.

 

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