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Desde que “me lembro de mim”, sempre escrevi. Coisas para mim, acima de tudo.

 

Lembro-me de ter um diário - daqueles com chaves e tudo. Recebi o mesmo, ainda andava na primária. E lá escrevia as minhas coisinhas - amores e desamores. Já não me lembro muito bem, dos primeiros textos, mas sei que foram continuando até ao início da adolescência. Sempre tive muita dificuldade em falar, em exprimir aquilo que sentia. Mas nunca senti isso como um problema, porque eu escrevia, eu falava para mim mesma. Desde muito cedo que me habituei a dar conselhos, soluções, a mim própria. Depois, o meu avô faleceu e eu iniciei outro diário, onde imaginava que escrevia para ele. Onde lhe ia dando conta das coisas que me aconteciam. Não sei quando parei de escrever nele.

 

A par disso, ia escrevendo outras coisas. “Poemas” que inventava. Histórias que criava. Concorria a pequenos concursos que surgiam na escola. Nunca ganhei nada assim em grande, mas lembro-me de ter sido escolhida uma vez para representar a escola num concurso dos correios (no Natal). No Natal, todos os anos, recebia “A minha agenda”, onde ia escrevendo a “síntese” dos meus dias, e outros “eventos” importantes. Até letras de músicas eu gostava de “transcrever”. Ouvia as cassetes, e ia pondo na pausa para conseguir escrever a letra.

 

Sempre gostei de cadernos novos. Sempre gostei de canetas.

 

 

A certa altura da minha vida, iniciei-me na troca de correspondência - com colegas que tinham mudado de escola, por exemplo, e tive até uma “amiga por correspondência”, que “conheci” naquelas revistas teenagers que havia na altura.

 

 

Fico entusiasmada quando inicio um projecto novo, e tenho que elaborar uma proposta. Quando inicio a escrita, fico sempre atrapalhada. Faltam-me as ideias. Depois, começo a estruturar, e as palavras vão fluindo. Posso estar uma semana, sem conseguir produzir nada, mas depois numa assentada, numa manhã, escrevo sete páginas, por exemplo.

 

Gosto de ler o que escrevo. Relia muitas vezes, esses meus diários. E todos os outros textos que escrevia.

 

Ora, o mundo dos blogs já existe há tanto tempo, que pergunto-me como demorei tanto tempo aqui a chegar. Ao fim e ao cabo, eu sei a resposta. Porque na maior parte das vezes, eu gosto de escrever é para mim. Aliás, porque a maior parte das coisas que escrevo são mesmo só para mim. Por isso, muitos são os textos que ficam guardados apenas no pc. Mas depois, acontecem aqueles que começo a escrever só para mim, e acabo por publicar. Como este por exemplo, que começou por ser apenas um “exercício” de libertação da mente. Não que este (como todos aliás), tenha algum interesse  específico para alguém, mas porque simplesmente me apetece.

 

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