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José Saramago é o meu autor favorito. E o “Ensaio sobre a Cegueira”, é o meu preferido dos preferidos.

A obra é intemporal (aliás, como todas as obras que conheço dele). A metáfora à sociedade actual, e à condição do ser humano é do mais bem construído que já alguma vez li. [Que eu li, note-se. Não sou propriamente uma super entendida no assunto]

 

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“- Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.” (SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira.)

 

Nesta “história” Saramago relata-nos a “história” de um “país” onde todos, à excepção de uma pessoa, ficam cegos. Faz lembrar a ideia de um lúcido, no meio de loucos. Quem é o louco afinal? E quem é o cego? Aqueles que não vêem, ou aqueles que vendo, não conseguem ver o que todos os outros não vêem?

Está confuso não está?

O que eu quero dizer é o seguinte: a tendência actual, é vermos o mundo, com os olhos dos outros (internet, tv, comunicação social, no geral), e aquilo que nos chega (que vemos), é aquilo que estes órgãos escolhem mostrar (ou aquilo que eles próprios vêem). Ao não escolhermos as nossas fontes de informação (ou diversificá-las, vá), não vemos aquilo que estes (que escolhem o que nos querem mostrar) não vêem.

E é isto que somos. Formatados.

 

 

[E depois, aqueles que não são cegos, que vêem aquilo que querem e com os seus próprios olhos, é que são os cegos, que não querem ver o que toda a gente vê (os loucos, portanto)]

 

 

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