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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

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07
Nov17

Como iniciei a prática de condução

Ana

Já tive medo de conduzir.

Muito medo.

A minha história com a condução é longa e “de doidos”.

 

Comecei a tirar a carta de condução no último ano do meu curso. Queria despachar ambas as coisas ao mesmo tempo.

Com o código, tudo OK.

 

As aulas de condução fiz no inverno. E com um instrutor que não me transmitia segurança nenhuma. Ia fazendo palavras cruzadas e de vez em quando proferia “ai Ana, Ana”. Muito bom, hã.

Ao fim das aulas obrigatórias, sugeriu que eu devia fazer mais 10. E eu fiz, claro.

 

Fiz exame de condução no dia 26 de Dezembro de 2001. Eu e outra senhora. O instrutor pediu-me que deixasse a outra senhora fazer o exame primeiro, pois já era repetente. Deixei. [O que me irrita, pois gosto de despachar logo o que há a despachar]. A outra senhora concluiu e passou. Fiz o exame de condução. Durante uma das manobras, atrapalhei-me lá com qualquer coisa. O MEU instrutor diz “É mesmo coisas à Ana”. O examinador disse-me apenas “Pare. O que quer fazer?” Eu parei. Pensei e fiz bem. Conclui o exame e passei.

 

Sem dinheiro para comprar carro. Sem pais com carro. Nunca mais conduzi desde esse dia.

 

Comprei carro em Setembro do ano 2003. Fiz uns treinos com amigos. Fiz uns treinos com irmão. Não conseguia conduzir sozinha.

Fiz aulas de condução para treino em Outubro de 2003. 5 aulas.

Não consegui na mesma conduzir sozinha.

E desisti.

 

Tinha um carro. Mas não o conduzia.

 

Em Junho de 2008 passei por uma crise pessoal chatinha. Que me deixou ir abaixo. E de repente senti que tinha que fazer algo por mim. Mas algo assim "á séria".

 

Fiz 10 aulas de condução. Com um instrutor espectacular. Que percebeu logo qual era o meu problema - falta de confiança.

E comecei a conduzir.

E já não parei mais.

A sensação de liberdade e superação que aquilo que me fazia sentir, fez-me sair daquela crise pessoal e sentir-me uma pessoa espectacular.

Ao início, ainda com muitos nervos. Planeava bem os caminhos, percursos para onde queria ir.

 

É verdade que mesmo hoje, há sítios e percursos que evito. Manobras que não gosto de fazer.

Mas vou a todo o lado onde preciso de ir.

Não vou mentir e dizer que “adoro conduzir”.

Mas gosto sobretudo de saber que superei o meu medo e fiz o que era preciso fazer.

 

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