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Há passado que gostava de ter no presente

por Cá coisas minhas, em 23.05.17

Foi durante o ensino secundário que criei grande parte dos meus laços de amizade. Laços que julguei que ficariam para sempre. Afinal não ficaram. Quer dizer, eles ficaram. Porque o sentimento está lá. Mas a vivência desses laços foi-se dissipando. E não foi a chegada à vida adulta que fez isso. Porque eles foram ficando, mesmo depois disso. Foi a vida de cada um de nós que nos afastou. Cada um foi viver para um sítio diferente. Cada um foi trabalhar para um sítio diferente. E se antes de casarmos e/ou termos filhos, ainda conseguíamos manter isso, com os casamentos, com os filhos, com todos os compromissos pessoais e profissionais com que vamos enchendo as nossas agendas, o tempo para estarmos uns com os outros foi escasseando. Porque deixamos de definir isso como prioritário.

 

Confesso que sinto falta. Mas confesso também que nada faço para alterar isso. Porque lá está, estou sempre a adiar, face a tudo aquilo que vou definindo como prioritário.

 

No entanto, algum contacto vai surgindo. Seja pelas conversas on-line, seja por telefone. [Há uma dessas pessoas, que contraria essa tendência. E que me liga de vez em quando. E que não “cobra” a falta de notícias. É por isso que gosto tanto dele, e acho que este sim, vai ficar para sempre] E é quando surgem estes momentos, que me esqueço que já tenho mais de 35 anos, um trabalho, um marido, uma filha, uma casa para gerir. E me lembro de quando éramos só nós todos. Das coisas que fazíamos. Daquilo que nos fazia rir. Dos fins de semana prolongados que fazíamos questão em marcar juntos. Mas o que gosto mesmo é de me sentir assim, mas a partilhar o presente.

 

Tenho efectivamente muita pena, que não seja possível vivermos a vida de agora, uns com os outros. E não falo de encontros sazonais, porque o que se faz nesses encontros é reviver o passado. Gostava mesmo de tê-los ainda aqui no meu dia a dia. Saber das coisas deles, partilhar as minhas coisas.

 

Ainda o consigo fazer com um. Gostaria de o fazer com pelo menos mais três. Mas pronto, a vida é assim. E não há culpados aqui. Todos nós temos feito as nossas opções. E eu sei, que o casulo onde me meto às vezes, é difícil de lá conseguir entrar.

 

[Nem preciso de dizer nomes. Porque se este post for lido por algum de vós, claramente perceberá de quem eu falo. E não são reclamações. São constatações]

 

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1 comentário

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De C.S. a 23.05.2017 às 20:31

É verdade, nas nossas vidas entra e sai tanta gente que não conseguimos manter todos. Não é culpa de ninguém, a vida é mesmo assim. Mas fica sempre uma certa nostalgia.

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