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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

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22
Mar17

O pai da minha filha

Ana

[Não este post não vem atrasado, porque “Dia do Pai é quando a gente quiser” ]

O pai da minha filha não é um pai perfeito para mim, mas é um pai perfeito para ela.

O pai da minha filha não lhe dá banho todos os dias, não se levantou todas as noites para ir ter com ela. Mas o pai da minha filha, vai sempre ter com ela quando ele a chama. O pai da minha filha, dá-lhe banhos demorados cheios de “mergulhos” e gargalhadas.

O pai da minha filha não se zanga com ela quando é hora de acabar a brincadeira e ir para a cama, mas ela insiste em continuar a brincar. O pai da minha filha convence-a a ir para a cama [mesmo que isso demora uma eternidade].

O pai da minha filha, não arruma os brinquedos quando ambos acabam de brincar. O pai da minha filha alinha na brincadeira preferida dela - espalhar tudo.

O pai da minha filha ficha “chateado” quando na creche pedem para ele lá ir participar em alguma actividade. Mas o pai da minha filha, sai do trabalho já em cima da hora, corre para lá, e está com ela.

O pai da minha filha insiste em proteger e dizer “tem cuidado”, “não caias”. Mas o pai da minha filha fica radiante [embora aflito] quando vê que ela o desafia e mostra que é capaz.

O pai da minha filha não é beijoqueiro como eu. Mas o pai da minha filha adora cada beijinho que a filha lhe dá.

O pai da minha filha é “chatinho” nas brincadeiras e irrita-a quando ele não faz o que ela quer. Mas o pai da minha filha, ri-se quando a vê assim todo irritadinha.

O pai da minha filha faz macacadas e ri-se à gargalhada quando ela, perante tal cenário acena a cabeça e diz “ai, este pai”.

O pai da minha filha demora muito tempo a contar a história da noite [comigo a insistir a toda a hora, “despachem-se já são horas de dormir”]. Porque o pai da minha filha conta uma, duas, três histórias…

O pai da minha filha não cumpre com as regras que eu estipulo lá em casa. Porque o pai da minha filha inventa as suas próprias regras [e das quais se esquece com frequência].

O pai da minha filha enerva-se comigo quando ela não quer tomar o antibiótico e eu quero dar-lhe à força. O pai da minha filha, conta toda uma história com a seringa do antibiótico na mão, para a convencer a tomar [apesar dela o vomitar todo na mesma].

O pai da minha filha conta-lhe histórias, brinca aos supermercados, brinca aos restaurantes, faz de pai das filhas dela, faz-lhe cócegas, “inventa” uma tenda, faz corridas, brinca às bruxas e ao lobo mau, ouve o que ela diz, abraça-a quando ela quer o mimo dele, ralha com ela quando as birras ficam muito “altas”, explica-lhe tudo aquilo que ela quer saber.

Enfim, o pai da minha filha não sou eu. É ele. E com todos os “defeitos” que eu possa identificar é sem sombra de dúvida o MELHOR PAI DO MUNDO.

 

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