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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

01
Fev18

Pensando na vida

Ana

Ontem, antes de adormecer, dei por mim a pensar na vida.

[O que normalmente não é boa ideia, porque "costuma" dar insónias. Desta vez não deu, porque eu devia ter realmente muito sono]

Influenciada certamente, sobre a frase que publiquei ontem sobre o destino.

E influenciada também por algo que li que alguém escreveu num outro blog.

Isto para dizer o quê?

Que, apesar de tal como muita gente, eu dizer "não me arrependo de nada do que fiz", ou "foi o caminho que fiz que me fez chegar aqui" e outras coisas do género, a verdade verdadinha é que há um período na minha vida que eu preferia mesmo não ter vivido. 

Ah, e tal, mas aprendeste com isso?

Sinceramente, não.

Olhando para trás, não vejo a minha pessoa durante aquele período.

Não sei o que andei ali a fazer.

E o que é certo, é que apesar de já terem passado quase 10 anos, continuo a ter presente em mim aquelas "coisas".

"Não era eu, que ali estava". É assim que me defendo.

Mas o que é certo é que estive. E a conclusão que eu chego sempre é: "Mas a fazer o quê?"

Nada de útil, bom ou assim assim.

E é por isso que eu digo, que aquele período (cerca de 4 anos), podia simplesmente não ter existido.

É certo que aprendi para o futuro: jamais permitir aquilo novamente.

No entanto, é daquelas aprendizagens que eu preferia não ter aprendido. Simplesmente, não tinha permitido e ponto final.

Enfim, coisas que já la vão. [Mas que ficam]

 

15
Dez17

Carta ao Pai Natal

Ana

Caro Pai Natal,

Serve a presente carta para fazer uma exposição contra algumas coisas que me estão a enervar um bocadinho.

 

Em primeiro lugar.

Arranje um telefone. E ande sempre com ele. O argumento que ao longo de quase 5 anos tenho vindo a utilizar com a minha filha “olha que eu ligo já ao Pai Natal…” já não está a surtir efeito pois ouço constantemente a resposta “o Pai Natal não tem telefone”. Por isso, é conveniente que passa a andar SEMPRE com um telemóvel consigo e que o mesmo seja VISÍVEL.

 

Segundo.

Quem é que o mandou confirmar diretamente com a miúda que ela vai receber um determinado presente??? Ela pediu-lhe UM. E o Sr. Pai Natal, disse que sim, sim senhora que já estava feito. E agora, como é que a pessoa descalça essa bota? [Por acaso, já descalcei, mas com muito esforço e pesquisa e imaginação. Quem tem que ter isso tudo é o Sr. Pai Natal, não eu]

 

Terceiro.

Faça qualquer coisa contra a publicidade de brinquedos no Natal. Peço-lhe por favor. Peço-lhe não. Exigo. A cada segundo, surge na cabeça da minha miúda um novo pedido. E depois eu vejo. E acho tudo tão giro, que por minha vontade vai tudo. A minha carteira é que não concorda nada.

 

Posto isto, a única forma de resolvermos estes litígios e eu não fazer queixa formal contra si é compensar-me. Sim, sim. Compensar-ME. E como? Segue abaixo uma lista de coisinhas que eu gostaria de receber ou que simplesmente acontecessem na minha vidinha. OK?

  • Roupa, Calçado e Acessórios. Eu sei que o Pai Natal conhece os meus gostos, por isso veja lá o que encontra por aí prontinho para me entregar.
  • Diminua a intensidade e ocorrência das birras da minha cria.
  • Faça o meu marido entender que eu não sou chatinha, eu faço é questão que tudo decorra conforme o planeado.
  • Elimine as pessoas chatas que andam à minha beira.
  • Dê-me discernimento para rir das coisinhas que me vão aparecendo e força muita força para lidar com outras tantas.
  • Mantenha aqueles de quem gosto felizes.
  • Aproxime-me mais e cada vez mais, de quem me traz conforto e me faz sentir EU.
  • Relembra-me TODOS OS DIAS, aquilo que é importante e abana-me quando estou a dar importância a coisas sem importância.

Acima de tudo, ajuda-me a manter a magia destes dias no brilho dos olhos da minha filha. Não me deixes perder a paciência e ir na onda daquilo que não me está a agradar. Tenho a certeza que isso fará de mim uma melhor pessoa [E só por isso, só por isso, não levarei as minhas queixas ao mais alto nível.]

 

Saudações natalícias,

Ana

 

10
Dez17

Adoro isto.

Ana

Adoro isto.

Escrever.

Escrever no blog.

Gosto desta forma de me exprimir.

Gosto de pensar numa ideia. E escrever sobre ela.

Escrever, para mim, sempre foi uma forma de pensar.

Coisas parvas que às vezes me vêem à cabeça.

Lembranças que recordo, e que fico com vontade de as reviver pela escrita.

Episódios que vou vivendo.

Palavras que nunca chego a dizer.

Por aqui, vou escrevendo a minha história.

Adoro isto.

07
Dez17

Eu era aquela pessoa

Ana

Eu era aquela pessoa…

… que dizia: “Eu? Andar de um lado para o outro, com os filhos para fazerem atividades? Nunca. Era o que mais faltava. Só vão, quando conseguirem ir pelo próprio pé”.

Tão parvinha que eu era.

[Mesmo assim, em minha defesa explico: só “andamos” em coisas que encaixam nos nossos horários/vidas]

 

Eu era aquela pessoa…

… que dizia: “Quero lá saber quando é que vai chover? Lavo a roupa quando me der jeito

Que boa vida que eu tinha.

[Agora se queres roupa todos os dias para vestir e vestir a restante família, é melhor que planeies mulher]

 

Eu era aquela pessoa…

… que adorava passar o fim de semana deitada no sofá com o comando na mão.

Continuo a querer ser.

[Mas não me deixam]

 

Eu era aquela pessoa…

… que comprava os presentes de Natal depois do dia 20 de dezembro e todos no mesmo dia e sítio.

Este ano não fui.

[É que descobri, que planeando e estando atenta às promoções, consegue-se poupar. Ganhei juízo]

 

Eu era aquela pessoa…

… que detestava as aulas de educação física.

Agora corro uma meia maratona.

[Mas o exercício físico no geral, continua a ser coisa que não me interessa muito]

 

Eu era aquela pessoa…

… que fazia tudo pelos outros e estava muitas vezes em sítios onde não me apetecia estar.

Agora só vou quando quero.

[Embora, por vezes, continue a fazer algumas coisas que preferia não fazer, mas das quais não dá para fugir]

 

Eu era aquela pessoa…

… que detestava conversas de circunstância e muito “fechada a gente desconhecida”

Agora percebo que há situações em que é melhor me começar a “enturmar”, pois há muito informação valiosa nos grupos informais.

[Embora, continue a passar muitas vezes por antipática. A verdade é que só sou simpática quando quero e com quem quero.]

 

Eu era muitas coisas que deixei de ser.

Eu sou hoje muitas coisas que nunca fui.

É verdade que tenho um feitio muito peculiar e que não é bem aceite por todos.

Mas uma coisa é certa: percebo muitas vezes que há coisas que preciso de mudar e chego cada vez mais vezes à conclusão que há coisas com as quais não vale a pena eu me preocupar.

E há ainda muitas coisas que tive que obrigatoriamente mudar, porque deixei de ser responsável apenas pela minha pessoa.



22
Nov17

Às vezes não dá

Ana

Há dias que acordo antes das 5h da manhã e vou correr. Às vezes não dá.

Há dias em que estou super motivada e cheia de ideias boas.  Às vezes não dá.

Há fins de semana em que faço múltiplas coisas: organizo a casa, roupa, comida, passeio, brinco, deito-me no sofá. Às vezes não dá.

Há semanas em que consigo ter tudo orientadinho ao minuto. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo sorrir genuinamente. Às vezes não dá.

Há dias que me sinto grata por tudo aquilo que tenho. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo antecipar uma birra da miúda e evitar a mesma. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo ignorar o choro da birra da miúda e perceber que aquilo é só cansaço. Às vezes não dá.

Há dias em que me sinto bem na minha pele. Às vezes não dá.

Há dias em que acordo cheia de energia. Às vezes não dá.

Há dias em que gostava de me levantar da cama e ir directa para o sofá e lá ficar até a energia surgir. Mas tantas vezes não dá.

Há dias em que me comparo com aquilo que já fui e fico substancialmente satisfeita com a diferença. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo encontrar-me e ser apenas Eu. Mas tantas vezes não dá.

Há dias em que planeio uma viagem. Mas depois concluo que não dá.

Há dias em que todas estas coisas dão. Mas outros tantos, em que não dá.



15
Nov17

Horas - o que fazemos com elas

Ana

O tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto o tempo tempo tem

 

E eu, ponho-me a pensar “realmente, o tempo é aquilo que nós fazemos com ele”.

Sim, de facto 1 hora tem 60 minutos. Para todos. Sempre. E em qualquer lugar.

No entanto, aquilo que cada um de nós consegue fazer em 1h varia. E muito.

Por isso, as horas são aquilo que nós fazemos delas.

 

Fiz em exercício rápido sobre o modo como gasto as minhas horas. E não gostei.

Ora vejamos.

 

  • 1h - Correr
  • 1h - Tomar banho. Vestir. Acordar a miúda. Ajuda-la a vestir. Fazer o pequeno almoço. Comer. Sair de casa.
  • 1h30 - Carro: deixar marido no trabalho. Deixar miúda na escola. Chegar ao trabalho
  • 8h30 - Trabalho: no qual se inclui 1h30 de almoço, a maior parte das vezes no local de trabalho
  • 1h30 - Carro: Chegar à escola da miúda. Chegar ao trabalho do marido. Chegar a casa
  • 1h - Dar uma geral na casa. Preparar jantar. Banho da miúda.
  • 1h - Jantar. Arrumar Cozinha. Deitar miúda.
  • 1h a 2h - Sofá a ver tv. As vezes, ler.  Na maior parte das vezes, adormeço.
  • 6h a 7h - Dormir

 

Façam lá vocês este exercício e digam-me a que conclusões chegam.

A minha: Isto é deprimente. Sou uma refém das horas.

O tempo é um recurso escasso.

E nós gastamos muito tempo, sempre nas mesmas coisas. Temos que ser muito criativos para o conseguir aproveitar da melhor forma.

 

Tenho alguns hábitos que fui adquirindo, por forma a conseguir ganhar mais tempo.

Aproveito o tempo no trânsito para: refletir sobre coisas da vida, ouvir música alto e cantar, falar muitas vezes comigo própria, por a conversa em dia com a minha irmã (por telefone).

Aproveito às vezes a hora de almoço, para fazer compras.

Tive que começar a madrugar, para conseguir fazer algum exercício físico.

Procuro ir fazendo algumas tarefas de casa, durante a semana, para ganhar tempo no fim de semana.

 

De qualquer das formas, quando paro pensar na forma como ando a “gastar” o meu tempo, não fico totalmente satisfeita.

 

E vocês? Quanto tempo têm as vossas horas?

 

09
Nov17

Hoje é 5ª feira...

Ana

... e à 5ª feira, gosto de começar a pensar no fim de semana.

Do que vou fazer.

Do que está por fazer.

No entanto, hoje constatei que HOJE É 5ª FEIRA.

E todas as tarefas que eu devia ir fazendo durante a semana, para conseguir um fim de semana mais tranquilo, ESTÃO POR FAZER.

Fazes hoje”.

Não faço nada.

Porque entretanto, o cérebro pensa “já é 5ª feira...

 

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