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Quem nunca... #02

por Cá coisas minhas, em 14.08.17

 

quem nunca 2.jpg

 … fala, e logo de seguida pensa: “mas porque é que eu não fiquei caladinha?

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Este meu cão...

por Cá coisas minhas, em 10.08.17

Estávamos a jantar.

Começo a ouvir um barulho que me parecia chuva.

Digo para o meu marido: “Parece que está a chover”.

Ele ignora.

Olho para a janela, não vejo chuva.

Mas o barulho continua. Resolvo ignorar.

A campainha toca. Espreito e vejo que era a vizinha do lado.

Que será agora”, penso eu.

Chego ao portão.

Torneira da rua aberta.

Quintal cheio de água. Rua cheia de água.

Diz a vizinha “Estava a ouvir um barulho estranho e não sabia de onde vinha. Vim cá fora e vi o seu cão debaixo da torneira, aberta

Pois que este meu cão, abriu a torneira e estava a banhar-se…

 

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Coisas que me acontecem #06

por Cá coisas minhas, em 09.08.17

Precisei de ir lavar o motor do carro.

Com algumas dificuldades acabei por encontrar um sítio.

Marquei por telefone. “Pode ser hoje às 18h?

Resposta: “Ok, está marcado

Eu: “E não precisa de nome, matricula, nada?"

Resposta: “Sim, sim, qual é o carro?

Disse. E eu já a pensar “Isto vai ser bom…

Lá fui.

E pronto. Enfim.

Chego lá. “Ah, sim sim… Ou não sei quantos, recolhe aí os dados da senhora

E lá vem ele: caneta e folha branca.

Ele: “...” (Não percebi o que disse, pensei "deve ser o nome")

Digo, primeiro e último nome.

Ele: “Ah, basta o primeiro

E fica a olhar para mim. Eu a olhar para ele.

Silêncio.

Até que ele diz: “O seu número de telefone?

E foi só isto, a dita recolha de dados.

Aguardei na salinha de espera.

Dona para aqui. Dona para ali.

E no fim. “Pronto, dona já está.” Diz isto, enquanto levanta a camisola para lavar a cara e vejo as calças quase ao pé dos joelhos, e os boxers, claro.

 “Quanto é?”, pergunto eu.

“20 euros.”

Adeus e obrigado.

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A aldeia onde eu vivo #12

por Cá coisas minhas, em 08.08.17

Viver na aldeia também tem destas coisas.

Tendo em conta que os autocarros só passam ali 3 a 4 vezes ao dia, e apercebendo-me que uma senhora apanhava o dito às vezes às 7h15 para ir à localidade mais próxima, disse-lhe um dia destes:

Se algum dia precisar de ir de manhã, em vez de apanhar a camioneta, venha connosco. Nós de caminho passamos sempre por lá, e sempre é uma viagem que poupa. Nós saímos por volta das 07h30. Fale connosco de véspera, que nós assim nesse dia já sabemos

A senhora ficou muito agradecida.

Agora, com miúda e pai da miúda de férias, já não preciso de sair tão cedo de casa.

A semana passada, acordo um dia com a campainha.

Olho para o relógio: 06h35.

Não posso

Campainha toca outra vez.

Levanto-me.

Quem era?

A vizinha.

Diz a senhora: “Hoje pode levar-me?

Respondo: “Sim, posso. Mas hoje vou mais tarde?

Vizinha: “Mais tarde? A que horas?

Eu: “Aí, por volta das 08h15

Vizinha: “08h15? A camioneta passa as 07h15. Eu vou pensar. Se não estiver aqui é porque já fui

Eu: “OK

E voltei para a cama.

Fiquei despachada antes das 08h15. Mas tinha combinado com a senhora.

Aguardei no carro. Nada.

Eu já a pensar “Mas porquê que eu me meti nisto?

08h16 arranquei com o carro.

Sozinha.

Chego à localidade vizinha.

Entro no café. Quem lá estava? Pois. Exato.

[Quem me manda a mim ser boa pessoa, simpática e prestável]

 

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Quem nunca... #01

por Cá coisas minhas, em 07.08.17

quem nunca 1.jpg

 … vai às compras para comprar uma coisa, e só depois de estar na caixa com tudo já pago, se lembra que não trouxe aquilo que tinha ido buscar?

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Ai ai. Só a mim.

por Cá coisas minhas, em 06.07.17

Qual é a pessoa que deixa as janelas do carro abertas à noite, deixando entrar chuva e consequentemente ficando os bancos todos molhados?

Eu, pois claro.

E ainda, julgando que é coisa pouca, sento-me nos mesmos, sem por algo por cima. 

E faço o percurso casa trabalho, nestes "preparos".

Digamos que estou "fresquinha".

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“Vai força, rapariga nova”

por Cá coisas minhas, em 22.05.17

Este fim de semana, voltei a levantar-me cedinho com o objectivo de fazer uma corrida grande. Voltei a superar-me: 13,3 km.

Mas foi um treino cheio de aventuras.

Primeiro, tinha definido um percurso no mapa. No entanto, como nunca o tinha feito, acabei por ir parar a outro lado. De qualquer das formas, o percurso foi magnífico, pois a paisagem valia a pena. Ainda fiz um bocado fora de estrada e tudo.

IMG_20170520_081211.jpg

Segundo, enquanto subia uma rampa bem puxadinha, passo por um senhor que estava a ir para a horta [pelo menos a indumentária e ferramentas que levava na mão, assim o indicavam. Ora esse senhor diz-me o quê? “Vai força, rapariga nova”. Acho que nunca mais me vou esquecer desta frase. Acho que vai ser a minha fonte inspiradora.

 

Terceiro, e mais assustador. Estava tão entretida com os meus pensamentos e de repente está um cão em cima de mim a ladrar intensamente. Tive mesmo de parar. Ele veio directo a mim. Recuava alguns centímetros e voltava a ladrar. As tantas, mordeu-me as calças. Fiquei mesmo assustada. O cão era pequeno, mas não recuava. Eu dizia “sai, sai”. Só passado uns 2 minutos é que oiço uma voz (que vinha de uma casa que tinha o portão aberto) a dizer “anda cá”. A sério, as pessoas fazem com cada coisa mais estúpida. Deixar os cães andar assim à solta, é um perigo tão grande. Bom, mas depois recuperei do susto e lá continuei.

 

E foi isto. Muito calor, também. Cara bem queimada, quando cheguei a casa.

 

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Um destes dias, num hipermercado de cor essencialmente vermelha, vi-me confrontada com a seguinte situação.

Estava na fila da caixa para pagar, e como sempre que estou com pressa, escolho a caixa mais lenta.

mercado4.jpg

Quando chega a minha vez, ao passar as minhas compras, chega a hora de passar umas pedras de higiene para os gatos.

E é então que a operadora de caixa diz:

Uma pessoa habitua-se às pedras do “X” [outra superfície comercial de cor essencialmente verde]”

E eu penso: “Ok, está explicado. Trabalhava lá antes e veio agora para aqui. E a minha experiência nesse sítio diz-me que lá os empregados são todos lentos.”

Pois, mas não. Ela continuou.

Tenho dois gatos, e aquelas pedras é que são mesmo boas. São um bocadinho mais caras, mas são muito boas. São umas que eles têm lá ao preço X,...” (e lá continuou a falar de todas as vantagens do produto que ela gostava muito)

E eu fiquei: Hã?!?!

Quer dizer, qualquer pessoa é consumidor e pode dar a opinião que bem entender dos produtos que quer. Mas ela ali, não estava como cliente. Mas sim como representante de uma outra marca.  

Se calhar quis ser minha “amiga” e dar-me uns conselhos. Mas o que ela se revelou para mim foi uma péssima profissional: faladora em demasia, demasiado lenta na tarefa que estava a realizar, e com uma falta de sentido comercial terrível.

Esta incompetência deixa-me completamente banzada.

Seja lá qual for a função que a pessoa desempenha, devia-a a fazer com brio, com foco no local em que está, na defesa dos interesses da organização em que está.

Mas o que cada vez mais se encontra por aí, é pessoas a fazerem aquilo só porque sim, a estar ali só porque sim, porque se não fosse ali seria noutro sítio qualquer.

E é isto.

 

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Coisas que me apoquentam #01

por Cá coisas minhas, em 17.11.16

Não sou fundamentalista em relação a nada, e cada vez menos vezes digo que nunca faria. A vida tem sido muito engraçada comigo, e já fiz coisas que nunca imaginei fazer, e gosto actualmente de coisas, que afirmava a pés juntos, que nunca iria gostar.

No entanto, há algo ao qual não digo “nunca irei utilizar”, mas que digo “desejo verdadeiramente nunca vir a precisar, pois caso contrário, vou ficar realmente aflita”. O quê? Carrinhas de transporte escolar. Enquanto mera espectadora, já assisti a cenas, que se eu soubesse que a minha filha lá estaria dentro, nem sei o que fazia.

Ora vejam:

  • Ultrapassagens numa estrada nacional, com imenso trânsito nos dois sentidos - sim JURO, vi isto hoje, e com crianças lá dentro;
  • Uma carrinha parada em frente a um centro comercial, com crianças lá dentro e sem motorista - tinha saído para ir comprar o jornal, lá dentro - esta não vi, mas contaram-me e a fonte é segura;
  • Uma carrinha estacionada em segunda fila, no lado oposto ao do ATL, com umas passadeiras relativamente acima, e o que vejo - o motorista atravessa a estrada em direcção a carrinha, sem ir a passadeira, e as crianças seguem-no.

Aquilo que de alguma forma me acalenta é que isto de certeza não acontece nos colégios ou ATL’s bons, certificados e que seguem toda a legislação existente (?!?!?!?!?) Assim o espero.

 

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Frase cliché “o tempo corre”

por Cá coisas minhas, em 20.10.16

Aquele momento em que ouves alguém (que estudou na mesma faculdade e ao mesmo tempo que tu), virar-se para uma docente e dizer “a professora não se lembra, mas foi minha professora há 20 anos”.

Oi. O quê? Como? 20 anos? Já passaram 20 anos? Eu iniciei o meu curso superior há 20 anos?

Não pode ser. Fiz as contas e percebi que não foi há 20, mas sim há 18.

Mesmo assim, a sério. O tempo passa, corre, e nós nem nos apercebemos.

 

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