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Quem nunca... #02

por Cá coisas minhas, em 14.08.17

 

quem nunca 2.jpg

 … fala, e logo de seguida pensa: “mas porque é que eu não fiquei caladinha?

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Quem nunca... #01

por Cá coisas minhas, em 07.08.17

quem nunca 1.jpg

 … vai às compras para comprar uma coisa, e só depois de estar na caixa com tudo já pago, se lembra que não trouxe aquilo que tinha ido buscar?

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Coisinhas que me irritam

por Cá coisas minhas, em 26.06.17

Entrar no elevador para descer 4 pisos.

Parar logo no piso a seguir para entrar alguém, e esse mesmo alguém parar logo no piso imediatamente a seguir para sair.

[Mas porque raio para descer um piso, é preciso ir de elevador?????]

 

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Precariedade no empenho

por Cá coisas minhas, em 04.06.17

Comecei a minha vida de precária em 2003. Estamos em 2017. Tenho 36 anos. E continuo precária. Não tive sempre a mesma função. Já participei em vários projectos. Já fiz muitas coisas. Conheci muita gente. Mas “estabilidade profissional” é coisa que não conheço [espero ansiosamente algum dia saber como é]. O que é certo, é que independentemente da situação precária em que me fui encontrando, sempre gostei daquilo que fiz, e sempre o fiz com rigor, paixão e vontade de fazer o melhor.

 

Isto tudo, para chegar onde? Choca-me esta falta de vontade que me vai passando pelos olhos, quando encontro pessoas a trabalhar. Este ar “estou aqui a fazer isto, mas podia estar a fazer outra coisa qualquer, desde que me paguem”. Pior, por acharem que já têm um contrato, julgarem que não têm que se preocupar com mais nada.

 

Sempre tive que dar o litro. Ansiar por um feedback positivo do outro lado, pois sempre foi isso que me foi garantido algum trabalho (mesmo que precário, é trabalho). E depois, uma pessoa vê alminhas que pouca experiência têm, não tiveram que lutar grande coisa para terem o que têm, e mesmo assim acharem que “desde que não me chateiam, eu estou aqui e faço o que vocês acharem que eu devo fazer”.

 

Zero autonomia. Zero iniciativa. Zero desenrascanço.

 

Não quero transformar este post numa questão de conflito de gerações, mas o que é certo é que estas camada mais jovens que estão a chegar ao mercado de trabalho são assustadoras. Acredito, que também existam situações contrárias a esta. De qualquer das formas, esta ideia generalizada “eu posso tudo, e não preciso de fazer grande coisa para o ter” é algo que começa a estar enraizada já na mentalidade desta malta.

 

Ora, isso faz-me imensa confusão. Pois, se eu acabei o curso numa altura má (diziam os meus professores), esta malta que acabou os cursos no meio da crise também não teve muita sorte. Por isso, donde vem este desprendimento todo? Esta sensação que têm que são os maiores, e que as oportunidades não se procuram, que elas aparecem?

 

E depois quando encontram alguma coisa é isto:

desinteresse político.jpg

Não ouvem nada do que devem ouvir. Escolhem apenas aquilo que querem ouvir.

Ver, só vêem o que está a frente dos olhos. O resto, está quieto.

Falar, esquece. "Mas alguém me perguntou alguma coisa? "Ai, eu não sei"

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Os Amigos do Gaspar

por Cá coisas minhas, em 03.06.17

Quem se lembra de ver isto?

 

Lembro de ver isto ao fim de semana perto da hora de almoço e de não gostar. Irritava-me. Não sei porquê. Mas nunca mais me esqueci destes bonecos e de ouvir “soio toio”. É irritante. Mas inesquecível.

 

PS.: Se escreverem estas palavras (soio toio) no youtube, vão ter a estes vídeos.

 

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Coisas em introspectiva #05

por Cá coisas minhas, em 03.05.17

Há coisas que acontecem, que se ouvem, que se vivem e que das duas uma: ou sempre existiram e tu nunca lhes deste importância (e ás tantas agora, depois de se repetirem tanto, começas a dar), ou só começam a surgir agora porque de repente resolveram chatear-te a mona…

Não sei. Na certa, acontecem de ambas a toda a gente. E também muitas vezes, acontecem ao mesmo tempo. Não sei.

Mas sei que (verdade de la palice), as coisas só têm a importância que nós lhe damos. A sabedoria de gerir emoções, é mesmo essa: escolher aquilo a que havemos de dar importância.

Tenho para mim que o amadurecimento emocional, não é grande amigo disto. Porque há cada vez mais coisas que me “moem o juízo”. Eu bem tento ignorar, não dar importância. Mas é difícil.

Terei o meu mau feitio mais apurado?

Ou estou cada vez mais sensível à falta de educação bom senso dos outros?

Ou o meu conceito de bom senso é assim tão diferente?

Estarei assim tão intolerante às críticas só porque sim?

Ou sou eu que vejo crítica onde não há?

Estarei a dar assim tanta importância à educação que considero básica?

Ou são as pessoas que estão cada vez mais a borrifar-se para tudo?

[Se calhar é isto tudo junto]

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Há um centro comercial na linha de Cascais (não vou referir nomes para não ferir susceptibilidades, mas é o mais antigo de todos), onde gosto muito de passear, sempre gostei. Gostos das lojas, gosto dos corredores amplos. Mas sem dúvida nenhuma, ao fim de semana de manhã, porque da parte da tarde, o caos instala-se.

Mas o assunto que vos trago, são as pessoas que por ali se passeiam. Sim,”há de tudo”, claro, como em todos os sítios. Mas há por ali uma espécie de gente, que me causa náuseas: aquela malta da linha, que se acha melhor que os outros todos - uns que falam alto como se fossem da barraca, mas todos vestidinhos a primor, e outros a falar muito baixinho, arrogantes como o raio, a não dar confiança a ninguém.

Relato agora as duas situações que observei:

  • Primeira situação: um grupo enorme (dois ou três casais, não percebi bem), como uma quantidade enorme de miúdos - os miúdos queriam levar coisas, e oiço uma delas a dizer “eu cedo sempre, para não os estar a aturar”, e depois em alto e bom som, falavam dos preços “escolhe outro” “nem penses que levo isso”, “não abras isso, já te disse, isto não é como o continente que vocês abrem tudo antes de chegar à caixa”, e os putos aos gritos, claro e a quererem abrir tudo. Afastam-se da zona, aparentemente para ir “á bilheteira, ver dos bilhetes para o disney on ice, e espectáculos para os miúdos” (há uma que ainda diz, “ah, eu vou ver se os consigo arranjar”);
  • Segunda situação: três crianças a brincar na zona infantil, na mesa de jogos, a rir, a conversar, nada de extraordinário - há uma quarta criança que vê e pede a mãe para também ali brincar; a mãe diz que sim, e fica a ver a loja por ali; de repente, o pai vê que a sua querida filha estava ao pé daquele grupo “barulhento” e chama-a para ao pé de si, não permitindo que ela se misture com a ralé.

E é isto. E gente a “pedinchar” nas lojas. Também se vê muito por ali.

 

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Coisas que me deixam para lá de passada

por Cá coisas minhas, em 04.08.16

Aproveitar a hora de almoço para ir a uma grande superfície comprar umas “coisitas” que preciso, e entrar numa série de lojas e não encontrar NADA que me agrade.

Ou é curto, ou não há o meu número, ou é caro, ou a cor é horrível…

“Ca nervos…”

 

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Coisas de mulher [Ser mulher também é isto...]

por Cá coisas minhas, em 28.06.16

Andar de sandálias altas de cunha nas pedras da calçada é um autêntico exercício de malabarismo: como manter o equilíbrio sem esbardalhar-me no meio do chão.

 

 

 

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Não consigo deixar de me indignar com estas coisas. Neste fim de semana, vivenciei duas situações de atendimento ao público, que me deixaram estupefacta com a falta de profissionalismo.

Primeiro, numa gelataria num centro comercial, sou atendida por uma senhora que durante todo o atendimento - desde o pré-pagamento até ao momento em que me entregou três gelados para a mão - as únicas palavras que soletrou (e com uns modos de fugir) foi, “quais são os sabores”, e ainda soprou enquanto eu (que chata sou) pensava qual o sabor que me apetecia.

Segundo, numa sapataria. Enquanto via uns sapatos, peguei neles e vem logo uma funcionária ter comigo, muito agradável, cheia de sorrisos, disponibilizando meias descartáveis para eu experimentar os sapatos. Como os achei muito altos, estava na dúvida se os devia levar ou não. Ela manteve-se um pouco ao pé de mim. Mas quando eu disse, “tenho que pensar melhor”, ela lá entendeu que comigo já era tempo perdido, e foi à vida dela, ter com outros clientes. Eu ainda pensei, “vai buscar outros sapatos, para me sugerir”. Qual quê? Já não quis saber mais de mim, foi ter com outros “possíveis futuros clientes”. A sério. Fiquei de boca aberta.

 

Mas  será que ninguém ensinou estas jovens a trabalhar? Mas será que elas não percebem qual é papel delas? A primeira, dá uma imagem horrível ao estabelecimento, afastando os clientes dali. Certamente esta é uma daquelas que pensa, “deixa-me lá estar aqui, cumprir o meu horário e receber o meu ordenado”. Mas esquece-se obviamente que ao afastar os clientes, não vende e depois o patrão não tem dinheiro para lhe pagar o ordenado. A segunda perdeu claramente uma venda, pois bastava uma atitude mais assertiva do lado dela, para me conseguir vender os sapatos, até porque eu gostei deles.

O mais triste disto tudo, é que muito provavelmente estas duas jovens até tiveram formação. Mas não quiseram saber de nada do que lhes foi transmitido. Limitam-se a cumprir o horário, a estar ali, e a responder aquilo que os clientes perguntam. Criar empatia com o cliente, sugerir uma venda, são coisas que para elas, nem sequer lhes passa pela cabeça.

 

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