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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

01
Fev18

Pensando na vida

Ana

Ontem, antes de adormecer, dei por mim a pensar na vida.

[O que normalmente não é boa ideia, porque "costuma" dar insónias. Desta vez não deu, porque eu devia ter realmente muito sono]

Influenciada certamente, sobre a frase que publiquei ontem sobre o destino.

E influenciada também por algo que li que alguém escreveu num outro blog.

Isto para dizer o quê?

Que, apesar de tal como muita gente, eu dizer "não me arrependo de nada do que fiz", ou "foi o caminho que fiz que me fez chegar aqui" e outras coisas do género, a verdade verdadinha é que há um período na minha vida que eu preferia mesmo não ter vivido. 

Ah, e tal, mas aprendeste com isso?

Sinceramente, não.

Olhando para trás, não vejo a minha pessoa durante aquele período.

Não sei o que andei ali a fazer.

E o que é certo, é que apesar de já terem passado quase 10 anos, continuo a ter presente em mim aquelas "coisas".

"Não era eu, que ali estava". É assim que me defendo.

Mas o que é certo é que estive. E a conclusão que eu chego sempre é: "Mas a fazer o quê?"

Nada de útil, bom ou assim assim.

E é por isso que eu digo, que aquele período (cerca de 4 anos), podia simplesmente não ter existido.

É certo que aprendi para o futuro: jamais permitir aquilo novamente.

No entanto, é daquelas aprendizagens que eu preferia não ter aprendido. Simplesmente, não tinha permitido e ponto final.

Enfim, coisas que já la vão. [Mas que ficam]

 

24
Jan18

Carpe diem

Ana

Resultado de imagem para nevoeiro

 

Levantei-me as 8h.

Abri a janela e lá fora nevoeiro.

Fiz café.

E panquecas. Com banana e canela.

Sentei-me na sala.

Lá fora, tudo envolto em nevoeiro. Silêncio.

Cá dentro. Silêncio. Conforto do café quente e do cheiro a canela.

 

Só que não.

Isso era o que eu queria.

O despertador tocou as 06h10. Mas fui suspendendo até as 06h45.

Já tarde. Vai de tomar banho à pressa. Preparar marmita. Preparar pequeno almoço. Acordar a miúda. Tomar o pequeno-almoço e sair de casa. Pelo caminho ainda tive que dar de comer a um cão e dois gatos.

 

Chego ao trabalho, e uma paisagem linda de nevoeiro a envolver o local. Penso, quero uma foto. É tão belo, isto é mesmo de apreciar. 

Só que não, outra vez. Já estou em cima da hora. Mexe-te mas é.

 

E é isto. 

Como seguir o "carpe diem"?

 

[A foto não é minha. Não houve tempo para isso. É do google mesmo.]

22
Jan18

Janeiro chatinho

Ana

Este mês de Janeiro está a ser verdadeiramente como o peixe espada: chato e comprido.

Nunca mais acaba.

E por aqui por esta pessoa, tem andado chatinho. Mortiço. Sem entusiasmo.

Diz-me a minha aplicação que corri 25 km, este mês. Eu até pensava que era menos.

Preguiça para levantar da cama.

Chego a casa, já é escuro e nada de energia para ir ao fim da tarde.

Sem grande entusiasmo para fazer coisas ao fim de semana.

Juro.

Não percebo o que se passa comigo.

Um profundo e pesado Cansaço. É só que sinto.

Ontem decidi: Chega disto. Amanhã inicio um desafio cá dos meus: 5 dias, 5 treinos.

Pois claro.

Ontem fui.

Hoje?

Tive uma noite péssima. Acordei cheia de dores de garganta/ouvidos/cabeça.

Portanto, desafio abortado.

É que isto não tem só a ver com a corrida.

É um cansaço que se instala no corpo de tal ordem, que deprime.

Põe-me a pensar na vida.

E depois, o quê? Sim, isso mesmo. Deprime-me.

Será a falta de sol? 

Será a ressaca de 2017?

Será uma "crise de idade?"

 

Não sei. Só sei o que sinto: Cansaço.

 

 

 

12
Jan18

Queixumes

Ana

O sono tem vencido.

Ou o frio.

Ou a falta de vontade.

Ou a falta de energia.

Ou....

 

O que é certo é que não tenho praticado exercício físico. 

E isso já começa a notar-se na minha disposição. Porque, começo a "pecar" mais na alimentação. Numa de "oh pá, é só hoje que isto não anda bem". E depois a má alimentação, leva à falta de energia e depois....

O sono, o frio, a falta de vontade, a falta de energia, todos ganham.

 

[E quem perde? Pois.]

04
Jan18

Um dia

Ana

 

Um dia, vou viajar pelo mundo.

Vou a um sítio longe.

Diferente de tudo a que estou acostumada: cheiros, sons, cores, pessoas, sabores.

 

Um dia, vou escrever uma história.

Uma história de gente.

Uma história com gente dentro.

 

Um dia, vou correr uma maratona.

Ou uma meia maratona. Noutro país.

 

Um dia, vou deixar de me preocupar com a história que os outros veêm.

Vou viver a minha história livre de opiniões alheias.

E vou mandar calar quando alguém me der uma opinião sem ser consultado.

 

Um dia vou dar um grito só porque sim.

Vou dar uma gargalhada sem controlo.

Vou deixar as lágrimas sairem sem as segurar.

 

Mas enquanto esse dia não chega, vou ficando por aqui.

E leio.

E sonho.

E perspectivo.

E organizo.

E converso.

E desejo.

E imagino.

E busco.

E treino.

E rio.

E choro.

 

Vivo. O presente.

Comigo.

[E com quem quiser estar "comigo"]

06
Dez17

O mais difícil não é errar

Ana

O mais difícil não é o erro.

O mais difícil é aquilo que se perde por termos errado.

Aquilo que deixamos de viver, enquanto vivíamos o erro.

As pessoas que perdemos, pelo erro que cometemos.

As qualidades que se nos desaparecem, com o erro.

Aquilo que deixamos de ser.

Aquilo que deixamos de ter.

 

Não é possível voltar atrás no tempo. Nem reescrever a nossa história.

O que não tem remédio, remediado está”.

É o que se diz.

Mas nunca é o que se sente.

 

22
Nov17

Às vezes não dá

Ana

Há dias que acordo antes das 5h da manhã e vou correr. Às vezes não dá.

Há dias em que estou super motivada e cheia de ideias boas.  Às vezes não dá.

Há fins de semana em que faço múltiplas coisas: organizo a casa, roupa, comida, passeio, brinco, deito-me no sofá. Às vezes não dá.

Há semanas em que consigo ter tudo orientadinho ao minuto. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo sorrir genuinamente. Às vezes não dá.

Há dias que me sinto grata por tudo aquilo que tenho. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo antecipar uma birra da miúda e evitar a mesma. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo ignorar o choro da birra da miúda e perceber que aquilo é só cansaço. Às vezes não dá.

Há dias em que me sinto bem na minha pele. Às vezes não dá.

Há dias em que acordo cheia de energia. Às vezes não dá.

Há dias em que gostava de me levantar da cama e ir directa para o sofá e lá ficar até a energia surgir. Mas tantas vezes não dá.

Há dias em que me comparo com aquilo que já fui e fico substancialmente satisfeita com a diferença. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo encontrar-me e ser apenas Eu. Mas tantas vezes não dá.

Há dias em que planeio uma viagem. Mas depois concluo que não dá.

Há dias em que todas estas coisas dão. Mas outros tantos, em que não dá.



09
Out17

Coisas em introspectiva #10

Ana

Desde sempre que gostei de “conversar” comigo própria.

De desabafar. Reflectir sobre as mais diversas coisas. Em voz alta. Sozinha.

Manias.

A questão é que desde sempre me considerei a minha melhor conselheira. Hoje em dia, já tenho as “minhas pessoas” a quem recorro em algumas situações.

Mas há situações (muitas) em que o que me interessa mesmo é apenas e só a minha opinião. E nessas alturas “falo” comigo própria.

Também me acontece às vezes, estar num grupo onde todos falam/debatem/partilham opiniões sobre um dado assunto, e eu apesar de não verbalizar nada, dou por mim a fazer essa mesma conversa mentalmente comigo própria.

Isto é o quê? Timidez? Arrogancia?

Há quem me considere uma coisa. Há quem me considere outra.

Há quem ainda me julge muito independente e “senhora das minhas opiniões”.

Há também quem ache “que tenho a mania”.

Sei que não é nada disto.

Mas também não sei bem porque sou assim.

O que eu sei é que isto me ajuda a raciocinar. A ver as coisas sobre várias perspectivas. A simplificar. A não me deixar ir na onda dos outros.

 

29
Set17

Coisas em introspectiva #09

Ana

Porque é que as minhas manhãs são sempre uma correria?

Porque é que assim que me levanto, começo logo a fazer uma série de coisas, sem dar tempo ainda aos meus olhos de abrirem e ao cérebro de processar?

Porque é que faço tudo a despachar, sem abrir as janelas sequer e ver como o dia amanheceu?

Porque é que estou sempre em stress?

Porque é que estou sempre a dizer “despacha-te”?

Porque é que não relaxo?

Porque é que não acordo devagar, abro as janelas, aprecio o que há minha volta, inspiro o ar da manhã para ganhar energias para o resto do dia?

Não, não é por acordar tarde. Acordo cedo. Mas provavelmente, se quero isto tudo, vou ter que acordar ainda mais cedo.

[Estes pensamentos vieram-me hoje à ideia, porque só quando me meti no carro é que vi a humidade que estava hoje lá na aldeia, com o nevoeiro cerrado da serra de Sintra. E a pessoa põe-se a pensar: “mulher, tu só vives, nem pensas”. E isto chateia um bocadinho]

 

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