Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Ai ai. Só a mim.

por Cá coisas minhas, em 06.07.17

Qual é a pessoa que deixa as janelas do carro abertas à noite, deixando entrar chuva e consequentemente ficando os bancos todos molhados?

Eu, pois claro.

E ainda, julgando que é coisa pouca, sento-me nos mesmos, sem por algo por cima. 

E faço o percurso casa trabalho, nestes "preparos".

Digamos que estou "fresquinha".

Autoria e outros dados (tags, etc)

Diversidade | Diferença | Heterogeneidade

por Cá coisas minhas, em 12.06.17

No outro dia a minha filha brincava no parque com uma menina da idade dela. Estavam ambas sentadas e a mãe da outra estava lá ao pé. Eu estava ligeiramente afastada, deixando-a brincar e conversar.

Primeiro, critiquei mentalmente a outra mãe. Pensei, “mas que mania que têm os adultos de se meteram no meio das crianças, assim nunca estão os miúdos totalmente à vontade para fazer novas amizades”. Tão errada que eu estava.

Passado um bocado, vi um aparelho daqueles que ajudam as crianças a andar lá encostado.

Uma outra miúda foi ter com elas e insistiu para que fossem brincar à apanhada. A minha levantou-se logo. De seguida, a mãe ajudou a outra menina a levantar-se. A minha primeiro disse “não consegues andar ou quê?”. A mãe, calmamente explicou que a “x” precisava daquilo para conseguir andar. A minha filha ouviu em silêncio e no minuto seguinte, já estavam as duas a correr e a jogar à apanhada. Gargalhadas daquelas mesmo boas. Não falou mais no assunto. No final da brincadeira, despediu-se dela, como sempre faz. A outra deu-lhe um abraço mesmo apertado.

E eu pus-me a pensar. A facilidade com que as crianças desta idade lidam com a diferença, é impressionante. Querem lá saber. Elas não sentem diferente. Elas brincam de igual forma. Riem das mesmas coisas.

Porque é que depois a diferença começa a ser notada e falada? Onde é que algures na nossa vida perdemos esta capacidade?

Não tenho dúvida nenhuma que são igualmente pessoas como aquela mãe, que fazem a diferença. Que não privam a filha de nada. Que a educam exactamente nos mesmos princípios que nós educamos os nossos. E que têm esta tranquilidade em explicar às outras crianças algo de forma tão natural.

A minha irmã teve vários e sérios problemas com a fala. Nunca fiz questão de intervir quando ela falava e não a entendiam. Sempre fiquei calada, à espera que ela se fizesse entender. Sempre foi muito social e despachada. A minha mãe sempre a deixou andar à solta e a incentivou à vida social. Hoje tem muito mais vida social do que eu.

Há cerca de uns 2 anos, descobri na creche da minha filha uma criança com as mesmas dificuldades. Um dia a mãe no meio de uma conversa diz-me “ele tem problemas”. Saí nesse dia de lá numa revolta que só visto. Problemas tem certamente a senhora. E aquele miúdo com aquela mãe também os terá. Mas não os que ela julga que ele tem.

Nesta creche onde ela está agora, está lá uma menina com síndrome de down. Se a minha filha nota alguma coisa de diferente naquela menina? Não. Perfeitamente autónoma e a fazer as mesmas coisas que os outros. Lá está, mais uma vez porque tem uns pais que incentivam isso mesmo.

A minha filha brinca diariamente com crianças com diferentes cores de pele. Com pais de diferentes países. Com culturas diferentes. Umas com cabelo louro. Outras castanho. Umas com óculos. Outras sem eles. Mas todas correm. Todas riem. Todas brincam. Todas fazem plasticinas. Todas cantam músicas. Todas fazem birras. Todas choram. Todas são diferentes e todas são iguais.

Volto a dizer. Não sei onde perdemos esta capacidade e quando começamos a complicar o que não tem complicação. Mas gostava muito que ela se mantivesse assim. Farei o que conseguir para isso.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

As memórias também são isto

por Cá coisas minhas, em 09.05.17

Há sabores que nos ficam guardados nas memórias.

As favas da minha avó. Nunca mais consegui gostar de favas. Ninguém faz igual a ela.

Os queques do café do Sr. António. Ir almoçar ao Sr. António e comer uma fatia de molotov.

As pizzas da telepizza que eu e minha irmã conseguíamos convencer a minha avó a encomendar. [Eu sei que ainda há telepizza, mas já não sabem como aquelas]

A mousse instantânea de chocolate.

Uns biscoitos pequeninos chamados beijinhos [Que agora a miúda adora, mas eu nem os consigo comer]

Os bolos que o meu padrinho trazia da pastelaria onde era pasteleiro - pasteis de nata para o meu irmão e bolas de berlim para mim.

Sopa de feijão verde da avó. Que eu não gostava. Continuo a não gostar. O cheiro daquela sopa era único e ficou gravado para sempre em mim.

O bolo de chocolate da minha tia.

O pêssego em lata da outra avó.

Tantos. Não recuperáveis. Impossíveis de os igualar. Mas se fosse possível os ir buscar, certamente me trariam conforto.

As memórias também são isto. Feitas disto. E não se esquecem. Ficam guardadas ali no cantinho das coisas boas. Coisas que quando vividas, julgávamos não ter importância nenhuma. E que no presente atingem o estatuto de porto seguro.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Escrever, para reviver

por Cá coisas minhas, em 02.05.17

Fim de semana dos bons.

Agitado. Cheio de emoções. Programa com adultos e crianças. Estar com amigos. Conversar. Beber um bom vinho com o sol a aquecer a cara. “Segunda geração” a conviver. Som de fundo: gargalhadas [de miúdos e graúdos] Aproveitar o dia todo. Sentir o sol. Passear. Conversar. Partilhar ideias, sentimentos, opiniões. Estar com quem se gosta de estar. Chegar a casa já de noite, com a miúda a dormir [rota, feliz, divertida]

Amanhecer com chuva. Decidir por um dia tranquilo. Ir à feira da vila. Comprar frutas. [Para fazer sumos, cheios de cor a lembrar a primavera e a ignorar a chuva]. Comprar “beijinhos” e ver lábios e mãos pequeninas amarelas e rosas. Tarde de sofá com chuva. Afinal a chuva vai embora. Correr 10 km. Superar-me mais uma vez. Fazer um bolo com mãos pequeninas. Lanchar. Jantar. Deitar a miúda. Deitar no sofá a ver um filme e adormecer quase quase no início. Acordar no fim. [Já é um clássico]

Começar o mês de maio com aniversário de sobrinho. 5 anos, caramba. O tempo passa mesmo a correr. Ver a alegria da miúda a entregar a prenda ao primo. Ver a alegria do sobrinho a abrir a prenda. Ver os primos a interagirem mais e cada vez mais. Ver o sobrinho a ficar crescido, mais comunicativo [os dinossauros são do antigamente, fui informada]. Chegar mais uma vez a casa com a miúda já a dormir [igualmente rota, feliz e divertida]

Ler. Adormecer. E acordar hoje as 05h10 para mais uma corrida.

Pois que a primavera se instale de vez. Que o verão chegue. Que os dias cheios de cor, risos, vozes e amigos se multipliquem. [Quero mais disto]

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Também tenho que falar disto

por Cá coisas minhas, em 20.04.17

Custa-me falar deste assunto, porque a dor que aqueles pais estão a sentir será demasiada, para ser enxovalhada como tem sido.

Depressa vieram as ofensas, as acusações. “Os cavaleiros da verdade”, cheios das suas sabedorias.

Sei, que seja porque motivo for, qualquer pai que decide não vacinar os filhos, o faz por achar que é a melhor opção para os seus filhos. Não concordo. E não vou dizer que aceito, porque também não é verdade.

As opções que cada um toma relativamente aos seus filhos, só a eles diz respeito, é certo. Mas no que diz respeito a este assunto, não diz respeito só a eles. Porque estão inseridos numa comunidade, e isto é o tipo de coisas que também afecta os outros. E de que maneira.

Há quem opte pela não vacinação, porque escolhem (segundo os próprios) uma alternativa de vida mais saudável, pura e limpa. Mas também há aqueles que, por uma reacção adversa de uma vacina, ficam com medo de outras reacções e não vacinam mais. Má informação. É a base disto. Correntes alternativas a divulgarem ideias falsas e perigosas. Pessoas aflitas, sem acesso a informação de qualidade, que as faz tomar decisões deste género.

É impressionante, como nos dias que correm, com a informação toda que há, se façam coisas deste género. Mas lá está, o perigo também está no excesso de informação. Porque hoje em dia, toda a gente sabe tudo. Toda a gente vai ao google e tem acesso a tudo. E depois, decidem por eles próprios. Não é esse o fim do desenvolvimento da informação, mas é o perigo que está lado a lado com ela.

A ciência tem evoluído muito. E com certeza vai evoluir mais. Doenças do passado que matavam, estão erradicadas dos dias de hoje. E porquê? Porque, graças à ciência, tomamos vacinas, tomamos antibióticos. Temos produtos mais processados? Temos. Mas se aí, faz sentido escolhermos e optarmos por aquilo que é mais favorável ao nosso organismo, há outras coisas com as quais as decisões não podem ser assim tão ligeiras. Pior ainda quando são coisas que não nos afectam só a nós, mas também os outros. Lá está, a nossa liberdade termina, quando começa o espaço do outro.

Posto isto, defendo a vacinação. E defendo, que nenhuma criança que não esteja vacinada, possa se inscrever numa creche, colégio, escola pública, jardim de infância, etc. Há coisas que têm que ser obrigatórias. Tudo o que diz respeito à vida, tem que ser obrigatório. E esta obrigatoriedade, vai fazer com que aqueles pais que optam pela não vacinação, tenham acesso a informação factual e de qualidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vidas Suspensas

por Cá coisas minhas, em 28.03.17

Estreou ontem na sic. Trata-se de um conjunto de reportagens sobre PESSOAS. Histórias reais, de pessoas reais, com obviamente “as vidas suspensas”, seja pelo motivo que for.

Gostei muito desta primeira reportagem. A história do Delfim. [O eterno criminoso. Será?!?!]

Não tenciono fazer qualquer tipo de comentário/julgamento sobre o entrevistado. E acho que não é mesmo esse o objectivo destas reportagens. É revelar as histórias, as gentes, as suas motivações, as suas formas de estar.

É extraordinário, como em todos os meios, mesmo os mais obscuros, se encontram pessoas com uma vida tão cheia. Eu gosto disto. De aprender assim. De conhecer outras realidades que me passam completamente ao lado. De conhecer “outras vidas”.

Se não tiveram oportunidade de ver, recomendo. Aqui.



 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ainda não sei como consegui isto…

por Cá coisas minhas, em 13.03.17

Mas o que é certo é que consegui. 7,2 km. 57 minutos a correr.

Inscrevi-me na mini meia maratona de Lisboa (7 km). Considerei que era a melhor forma de me motivar: ter um objectivo. E tenho andado a correr alguns km.

Este Domingo, preparei-me para fazer um treino maior. O máximo que tinha conseguido era 4,7 km (em 30 minutos), pelo que apontei para dois percursos: um com 5,7 km e outro com 6,2 km.

E lá fui eu.

Perdida nos meus pensamentos, acabei por me distrair e fazer outro percurso.

Cheguei a casa 1h depois: 4 minutos a andar e 57 minutos a correr. Foram 7,2 km. Só vi no fim. Não fui a monitorizar o tempo. Fiquei estupefacta. Tinha pensado que se conseguisse correr 40 minutos já era muito bom. Mas 57 minutos a correr, seguidos. Eu? Nunca pensei.

O mais extraordinário ainda é que eu ía bem. Só quando parei de correr e comecei a andar é que me apercebi que as pernas era como se nem lá estivessem. De resto, a respiração, o batimento cardíaco, estavam relativamente normais.

Por isso agora, olha. Acho que o “vírus” se instalou. E vou querer mais.

[Nem vale a pensa referir as dores que se foram instalando no meu corpo ao longo do dia. Isso não interessa nada. Hoje já foram quase todas embora]

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mexe-te. Está quieta. Mexe-te.

por Cá coisas minhas, em 20.01.17

Chego a um determinado sítio para ir correr e avisto um outro local, aparentemente junto ao rio. Volto a ir para o carro, pois penso, ali é mais agradável para treinar. Vou. Estaciono. E reparo que, afinal, o rio ainda está lá muito ao longe. Decido ficar por ali na mesma. Não vou mudar de sítio outra vez. Saio do carro. Começo a andar. Vejo um rapaz a dar um murro na barriga de uma rapariga. Fico sem saber o que fazer. Continuo a andar. Reparo que estou num bairro social. Hesito entre continuar ou voltar para o carro. Reparo que um conjunto de jovens começam a olhar uns para os outros e para mim. Resolvo voltar para o carro. E começo a andar, para não dar muito nas vistas. Reparo que eles estão a vir atrás de mim. Começo a andar cada vez mais depressa. Só quero chegar ao carro. E eles cada vez mais perto.

E eu acordo.

transferir.jpg

 

E só penso, num misto ainda de sentimentos entre o real e aquilo que estava a decorrer enquanto dormia: Caramba, ainda bem que acordei. Se não acordasse eles apanhavam-me mesmo. Desta vez não me escapava. Esta minha mania de me pôr em sítios estranhos, desta vez corria mal.

E depois acordei mesmo e vi que era apenas um pesadelo. Acalmei-me.

Um sonho/pesadelo parvo, sem dúvida. Porque nem é costume pegar no carro e ir correr para onde quer que seja.

[Mas é verdade que já dei por mim em sítios muito estranhos e em situações que enfim...]

Comento este sonho com o meu homem, e ele diz: “Moral da história: tens que treinar, porque se corresses mais depressa, eles não te apanhavam”. 

E é isto.

Eu tenho para mim que isto são as minhas vozinhas interiores a falarem comigo:

Vai correr.

Deixa-te estar.

Vai correr.

Mas está frio.

Vai correr.

Mas está escuro.

Estás gorda.

Pois estás.

Vai correr.

Se calhar devias fazer qualquer coisa.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Faz hoje precisamente 1 ano que iniciei o meu trabalho actual.

 

No final do ano de 2015 fechei as portas a uma vida profissional agitada, cheia de gente, de correria de um lado para o outro. Conheci muita gente. Aprendi muito. Desenvolvi competências muito diversificadas. Cresci, enquanto pessoa. Tornei-me mais comunicativa. Mais capaz. Mais confiante. Era trabalhadora independente. “Patroa” de mim própria. Geria o meu tempo conforme entendia. Tinha desafios diferentes ao longo do ano. Foram 13 anos, de uma profissão na qual eu me sentia bem a desempenhar. No entanto, era uma actividade muito inconstante. E a imprevisibilidade de trabalho, se até se faz bem, enquanto somos só dois, quando surgem os filhos, fica bem mais complicada. Além disso, a partir de certa altura, começou a ser “mais do mesmo”. Precisava de sair dali. De outro desafio. E ele chegou. No final de 2015, chegou.

 

E aqui estou eu agora. Ao fim de 1 ano, posso dizer que o balanço é muito positivo. Aquilo que me assustava era estar fechada num gabinete todo o dia. Não vou dizer que foi fácil ao início. Custou. Estava habituada a ser livre. Mas o que é certo, é que os projectos que fui desenvolvendo motivaram-me muito. E aos poucos e poucos, fui-me habituando ao trabalho de gabinete. Aqui, onde estou hoje, sinto precisamente que estou onde devo estar. Estou a trabalhar na minha área de formação. Tenho constantemente novos projectos para desenvolver. Tenho uma relação muito positiva com a minha chefia. Uma relação saudável, com os restantes colegas.

 

Não renego a minha vida profissional anterior. Aliás, considero que tudo faz parte do caminho. E a profissional que sou hoje, é fruto de todas as competências que desenvolvi anteriormente. E dos contributos que recebi de todas as pessoas que se cruzaram pelo meu caminho.

 

Mas o balanço que faço neste momento é: AINDA BEM QUE MUDEI. E sei, que também aqui, posso (e vou) crescer muito.

images.jpg

[Este brinde é para mim]

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A prenda que eu queria sempre

por Cá coisas minhas, em 03.01.17

transferir.jpg

 

Todos os anos no Natal, a minha mãe oferecia-me “A minha agenda de ”. E eu ficava tão, mas tão contente, que vocês nem imaginam.

Ao início, grande entusiasmo, e procurava detalhar lá os meus dias. Depois claro está, o entusiasmo desaparecia. Mas lembro-me que aquilo era giro, porque também tinha adivinhas, provérbios, e pequenas actividades (tudo associado a cada mês ou época).

Com o passar dos anos, perdi o interesse. Quando comecei a trabalhar, percebi que as agendas de papel, para a minha actividade sempre tão atribulada não davam. E comecei a usar as agendas electrónicas - telemóveis, pc’s, tablets e afins.

No ano passado, iniciei um novo trabalho (do género sentada, e com horário e tudo). Então, retomei o meu velho hábito. Onde comecei a escrever as minhas notas, as coisas que faço, que tenho que fazer, associadas a cada dia.

Ontem, antes de vir para o trabalho, percebi que ainda não tinha a minha agenda. E lá passei eu por uma dessas grandes superfícies que tem tudo, e ainda consegui comprar antes de vir. O bem que me sabe mexer nestas folhas, “escrevinhar” já algumas coisas…. Faz-me lembrar o gosto que tinha pelos livros escolares novos, pelos cadernos novos.

Não uso a agenda para marcar compromissos. Para isso, continuo a preferir o formato electrónico, que é mais eficaz (por causa dos alertas, indicação de local, etc,etc.)

Mas é nesta minha agenda que gosto de escrever o que vou fazendo ao longo do dia. Que anoto as contas que tenho para pagar (esta parte é assim mais chatinha, mas pronto). Que TENTO orientar as refeições lá de casa. Que faço a lista de compras. Que anoto receitas rápidas. Ideias que me vêm à cabeça.

Enfim. Cada um com a sua. [Esta é uma das minhas]

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Mensagens

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D

Links

  •  

  • Blogs de Portugal