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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

19
Dez17

2017 - Um ano a correr

Ana

70 h a correr.

587 km.

 

 

 

2017, foi o ano em que corri.

Corri. 

Corri mesmo, no exato sentido da palavra.

Se alguma vez eu no dia 01 de janeiro de 2017 pensei que durante este ano fosse correr 21 km. Nunca.

Tudo começou no ano de 2016. 

Quando percebi que o único horário disponível para fazer exercício físico seria de manhã, antes de começar as rotinas diárias com a família.

Comecei por caminhar. Mas o frio era tanto, que comecei a correr.

Parei.

Desmotivei-me.

O percurso maior que devo ter feito foram cerca de 2 ou 3 km.

No final de 2016, mudei de zona de residência. Fui viver para o campo.

Em Fevereiro deste ano, voltei a correr.

Primeiro caminhar.

Depois correr.

Este ano não me desmotivei.

Antes pelo contrário.

Motivei-me.

Desafiei-me.

As paisagens são bonitas.

Há silêncio.

Ver o sol nascer enquanto corro.

Ver o por do sol enquanto corro.

Comecei a acordar as 6h30.

Dei por mim a acordar as 04h50.

Comecei a fazer percursos de 2 km.

Consegui fazer um percurso de 21 km.

De noite e de dia.

Com sol e com chuva.

Com frio e com calor.

Corri.

Este ano foi de uma grande transformação para mim.

A prova de que sou muito mais do que aquilo que imagino.

03
Dez17

A minha meia maratona

Ana

Já está. Foi hoje. Consegui. 2h17. Sempre a correr. Nunca imaginei isto como sendo algum dia possivel. Até decidir que era. Os meus objectivos eram: chegar ao fim da prova dentro do tempo regulamentar (2h50), não ficar em ultimo, correr sempre até pelo menos aos 18 km. Alcancei todos. Aliás, superei com toda a força. Aos 16 km começou a custar. Muito mesmo. Comecei a falar sozinha. Cheguei aos 18 km, já com a "parede" superada. As tantas, um misto de emoções. Começo a ficar com vontade de chorar. Mas penso, "se te descontrolas é o fim". Fiquei bem. Aos 19 km e pouco ia muito aflita das pernas. Pensei em andar. Dei 2 ou 3 passos e percebi que doía mais. "Ok Ana, pois que seja sempre a correr". E foi. Aos 20 km, um dos corredores que já tinha terminado disse-me "só falta 1 e pouco". A partir dos 21 comecei a festejar e a gritar " consegui, consegui ". Passei a meta a chorar. Surreal. Uma sensação inexplicável. Corri sozinha. Vivi tudo isto sozinha. Sempre no meu ritmo. De acordo com o meu corpo. Só assim faz sentido para mim. No fim, já depois de respirar tranquilamente, pergunto ao meu marido " Mas porque é que eu quis fazer isto? O que é que se passa na cabeça de alguém com 37 anos, que detestava as aulas de educação fisica, para fazer isto?" Não sei a resposta. Sei que o fiz. E para mim, num tempo espectacular. Prova altamente superada.

20
Nov17

O dia em que eu corri 18 km. A história.

Ana

Como já disse aqui, no sábado passado corri 18 km, em 2h06.

Desculpem lá, mas o feito para mim foi muito grande, ainda tenho muitas coisas para dizer sobre o assunto.

Assim, aqui vai o relato.

Na semana anterior corri durante 1h30. E este era o meu próximo desafio: correr durante 2h.

Tive que me preparar melhor. Sempre saí para correr sem nada. Nem água, nem gel de corrida, nem barras proteicas, nem nada. Mas no dia em que corri 1h30 percebi que tinha que organizar melhor o treino das 2h.

Assim foi. Li algumas coisas. Falei com algumas pessoas mais experientes nestas coisas.

Comprei uma cinta na qual é possível levar duas garrafinhas de água. E comprei uma barra proteica de amendoim e chocolate.

Estava pronta.

E no sábado, lá fui.

Comecei às 07h30.

Já tinha definido o percurso, de forma a que tivesse a menor elevação possível.

E comecei a correr.

Ao fim de 30 minutos, cheguei a um cruzamento e decidi “Vou antes por aqui. Corro mais meia hora e depois volto para trás".

Faltavam cerca de 10 minutos para voltar para trás e vi uma descida enorme. Pensei: “Nem pensar, vou já para trás.”

Mas de repente, passa-me uma ideia PARVA pela cabeça: “Não, vou mas é já por aqui e não volto para trás, pois este caminho também vai ter à estrada principal

E fui.

Ora, eu sabia, por ouvir dizer, que aquela parte era complicada ao nível das subidas. [Entre São João das Lampas e Santa Susana  - em Sintra]. Mas fui na mesma. O que eu nunca pensei é que fosse tão complicado.

A primeira subida ainda a fiz toda a correr.

A segunda.

A segunda deu cabo de mim. Mais de 1 km a subir.

É muito.

Fiquei de rastos.

A partir daí fui sempre a alternar corrida com caminhada. Sempre que me aparecia uma subida, só a caminhar.

Comecei a chamar-me nomes.

A dizer que aquilo era tudo uma estupidez.

Que eu não era capaz.

E que não fazia sentido aquele sofrimento todo.

Mais. Umas cólicas terríveis. E que apareciam precisamente nas subidas.

Foi quando vi que já tinha feito mais de 17 km e ainda faltava alguma distância para chegar a casa, que me “alegrei” novamente.

Quando cheguei. O Strava indicava 17 km, mas não tinha começado a contar logo no inicio. Olhei para o mapa e vi que me tinha “roubado” 1 km.

Foi quando percebi que tinha corrido 18 km, em 2h06.

É um ritmo lento (6:59) para competição.

Mas para mim, só o facto de o ter conseguido é como se tivesse ganho uma competição.

Ri às gargalhadas, enquanto procurava “vir a mim”

Depois, o mau estar físico. Estava lá todo. Vontade de vomitar. Cólicas.

Mas durou pouco.

Tomei banho.

Comi.

Ao longo do dia, as dores iam vindo. Mas como andei sempre ocupada, foi mais fácil de gerir.

À noite tive que solicitar massagens ao meu massagista particular. Tinha as pernas num oito.

No dia seguinte, tudo OK.

 

O que se segue a seguir?

Vamos ver. Vamos ver.




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