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Coisas da miúda #50

por Cá coisas minhas, em 14.07.17

Digo eu, num desabafo "É preciso uma paciência, rapariga. Uma paciência"

E recebo como resposta: "Então, não tinhas amado o papá. Assim eu não tinha nascido. E já podias viver descansada".

[Toma. Embrulha. Vai buscar]

Uma pessoa já nem um desabafo pode fazer, que leva logo com uma resposta destas. 

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Coisas da miúda #48

por Cá coisas minhas, em 13.06.17

Depois disto e disto, eis que surge a pergunta da ligação:

Então se primeiro eu estava nas estrelinhas e depois fui para dentro da tua barriga, como é que eu fui parar lá dentro?

Bom. Estavamos a passear na Ericeira, numa rua cheia de gente quando ela se lembrou de tal questão.

A minha resposta foi: “Conversamos sobre isso em casa, está bem”. Felizmente ela concordou e não se lembrou mais do assunto.

[Tenho tempo de preparar a resposta.]

 

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Sobre o dia da criança

por Cá coisas minhas, em 02.06.17

Sendo dia das crianças, e como ela já está em muita boa idade de perceber coisas importantes, resolvi explicar-lhe o que é o dia das crianças.

Para além de lhe dar o presente que ela ansiava [sim, não consegui resistir a esse consumismo desenfreado, nem tanto pelo marketing, mas porque ela andava ansiosa à espera do dia para receber um brinquedo] também tivemos uma conversa interessante.

Quando lhe expliquei que este dia era sobre TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO, comecei por lhe perguntar o que ela achava que todas as crianças deveriam ter. Resposta: “brinquedos”. Lá lhe expliquei que nem todas as crianças têm brinquedos, e que isso não era fundamental. O que é fundamental sim é que todas as crianças brinquem. “É possível brincar sem brinquedos?”, perguntei eu. Resposta “Não” [para vermos como o “plástico” está implícito já na vida destes miúdos]. Então, lá fizemos um exercício de todas as brincadeiras que ela brinca, sem ter acesso a brinquedos. Percebeu e concordou.

Depois pedi-lhe que me dissesse mais coisas que ela achasse que as crianças deveriam todas ter: miminhos, sol, ar, comida. Foram as respostas que foram surgindo e sobre as quais nós fomos conversando.

A conversa teve vários momentos muito interessantes. Isto deixa-me sempre numa ambiguidade muito grande, porque se por um lado acho importante que ela perceba “o mundo real”, quando lhe explico que há crianças que são privadas desses direitos, fico sempre na dúvida se devo ou não passar-lhe essa informação. Porque é uma informação má. Que dói. Enfim.

É certo que lhe compro coisas. Que lhe dou mais do que ela precisa. Mas é fantástico ver a felicidade dela sempre que tal acontece. Ela pede muito. E ouve também muitos nãos. E isto é um exercício constante.

Foi por isso que achei importante ter esta conversa com ela. Para que ela entende que há coisas pelas quais ela, enquanto criança, deverá sempre lutar. Para ela, e para os outros.

 

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Coisas da miúda #46

por Cá coisas minhas, em 01.06.17

Eu e o pai conversavamos sobre uma escola de dança, que eu tinha descoberto e que tinha uns horários possivelmente compatíveis com os nossos. A miúda percebeu qualquer coisa, e perguntou o que estávamos a falar.

Expliquei: “A mãe encontrou uma escola de dança, e vamos ver se te conseguimos inscrever” (Nota: ela adora dançar)

Miúda: “Mas eu não preciso de ir para escola nenhuma de dança, porque eu já sei dançar”.

Eu: “Ah, ok.”

E continuem a explicar ao homem.

De repente, começamos a ouvir já em modo birra “Mas porquê que vocês me vão obrigar a ir para essa escola? Eu já sei dançar

Nós: “Não filha, achas que te vamos obrigar. Claro que não. Vamos conversar”.

Miúda, aos gritos já: “Vão sim. Eu sei que vão. Eu já vos tou a perceber. Eu não preciso. EU SEI DANÇAR

 

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Coisas da miúda #45

por Cá coisas minhas, em 30.05.17

Este fim de semana, foi fim de semana de “estreias”.

Primeira ida ao cinema ver "filme de meninos crescidos".

No ano passado já tinhamos estado num festival de cinema infantil no São Jorge. Julgava que ela já nem se lembrava, mas foi ela que tocou no assunto, quando eu lhe disse que vinha pela primeira vez ao cinema.

Fomos ver o filme “Bailarina”. Filme ideal para primeira vez (para ela, claro, que adora dança e música). As expressões dela enquanto assistia ao filme, a atenção dela, via-se mesmo que estava a gostar. Na pausa do filme, pediu-me para ir lá para baixo dançar. E lá foi. Até uma tentativa de espargata ela fez. E quando o filme terminou, lá foi outra vez. Foi um “trinta e um” para a tirar de lá.

Mas foi experiência completa. Com direito a um balde enorme de pipocas. Portou-se lindamente. Adorou a experiência.

Primeira vez que provou caracóis.

E não é que gostou? Bom, eu gosto de caracóis desde que me lembro.

Viu-nos a comer caracóis e disse que queria experimentar. Tirei o caracol para o palito e dei-lhe. Deu umas lambidelas, meio desconfiada e quando eu dei conta já o estava a mastigar. Surpreendente, porque ela é toda esquisitinha com coisas novas.

Ao terceiro, já dizia, “quero tirar sozinha como vocês”. Ensinamos. E depois de algumas tentativas, já os estava a comer sozinha. Comeu poucos, porque rapidamente ficou com os lábios a arder, segundo ela.

Mas pelos vistos, gostou.

 

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Coisas da miúda #44

por Cá coisas minhas, em 17.05.17

Na vila lá perto da nossa aldeia, costuma andar um senhor a pedir “trocos”.

A miúda que já tem 4 anos, e que procura perceber tudo o que existe à sua volta, obviamente já percebeu e resolveu perguntar “porque anda aquele senhor a pedir trocos às pessoas”. O pai, respondeu-lhe que é porque ele não trabalha.

No outro dia, passávamos de carro e ela lá viu o senhor. E começa com toda uma conversa que eu me limitei a ouvir para ver onde ia dar. “Olha, lá está aquele senhor a pedir trocos as pessoas. Eu não entendo. A minha avó I. também não trabalha, e não anda na rua a ver se vê as pessoas para lhes pedir trocos. Por isso aquele senhor, não anda a pedir trocos. Aquele senhor anda a roubar os trocos às pessoas. Não está certo. Pois não, mãe

Bom. Fiquei uns segundo em silêncio (espantada com a ligação que ela fez daquilo tudo). E depois disse que não, que não estava certo.

E depois expliquei-lhe que a avó não trabalhava, mas que tinha dinheiro para comprar comida, e que tinha uma casa. E que aquele senhor não tinha casa. Ela foi fazendo perguntas, e eu lá lhe fui explicando o que é ser um sem abrigo. Ela concluiu dizendo que aquilo era tudo muito mau e triste.

Para rematar a conversa, perguntou “e como é que o senhor faz a comida”. Respondo, “não faz, compra qualquer coisa no café ou no supermercado com as moedas que as pessoas lhe dão.” Ela: “não, vai a churrasqueira e compra um frango assado e arroz”. E assim, ela própria “apaziguou-se”. Acho esta capacidade das crianças, extraordinária.

 

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Coisas da miúda #43

por Cá coisas minhas, em 13.05.17

Falando sobre o filme “A Bela e O Monstro”, que agora está sempre a ver: “Aquilo nem parece um filme. É uma amizade

[Parece que não tem assim muita lógica. Mas tem lógica a maneira dela. É a maneira como ela interpreta todos os sentimentos que vê naquela história]

 

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Gostoso, gostoso de ver durante o festival…

por Cá coisas minhas, em 10.05.17

… é a miúda.

Foi buscar a guitarra, para dançar ao som de rock and roll quando a música assim o sugerisse. E nas músicas “baixinhas” (expressão que ela utiliza para as músicas mais calmas), é vê-la a “dançar ballet”. Com direito a vénia no final e tudo.

Claro que também fez os seus comentários a tudo o que ía assistindo: roupas, penteados, danças, etc.

[Adora espectáculo. E toda ela é espectáculo]

 

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Coisas da miúda #42

por Cá coisas minhas, em 09.05.17

É amorosa e portanto facilmente a desculpo por “me ter desenhado” tão “larga”.

IMG_20170424_091608.jpg

  

Na véspera do dia da mãe, antes de adormecer disse-me: “amo-te muito mãe, do fundinho do meu coração e do coração todo”. E assim que acordou no domingo, veio ter comigo à cama e disse “Feliz dia da mãe”. [Estou s er um bocadinho piegas, eu sei]

E depois deu-me esta coisinha muito gira, que segundo ela é para eu pôr os meus fios, pulseiras, ou brincos ou um baton.

IMG_20170507_093740.jpg

 Nota: A miúda tem mais jeitinho para pinturas do que a mãe.

 

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Sabes que estás a precisar de ir ao cabeleireiro...

por Cá coisas minhas, em 26.04.17

... quando a tua filha de 4 anos diz: "Mãe o teu cabelo muda de cor. Há partes que ele é preto, e partes que é castanho".

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