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Arco-íris

por Ana, em 13.12.17

Hoje vimos um arco-íris.

Banalidade?!

Nem por isso.

Porque hoje vimos o arco-íris todo.

Do princípio ao fim.

A cara da miúda a dizer "uaauuuuuu" foi deliciosa.

Ela já tinha visto um arco-íris? Sim.

Mas nunca o tinha visto completo.

Lá está, mais um dos privilégios de viver no campo, onde não há prédio a "estragar" a vista.

 

Cada vez que vejo um arco-íris penso: "este dia tem tudo para correr bem".

Vamos a isso.

 

arco-iris.jpg

 [Não foi este. Vínha a conduzir, não deu para tirar foto. Mas foi algo semelhante a isto]

 

Era mesmo disto que o meu Dezembro estava a precisar. 

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Oh vizinha está a chover

por Ana, em 04.12.17

Digam lá que não é bom viver na aldeia?

No feriado, andava eu de volta da árvore de Natal e tocam à campainha.

Era o vizinho.

A informar que a vizinha estava a gritar por mim.

Estava a chover e eu tinha a roupa estendida.

Dei uma corrida.

Molhei-me eu. Mas a roupa ainda foi salva.

Obrigado, vizinha.

 

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Sábado

por Ana, em 25.11.17

São 10h. Já fui com a miúda á pastelaria tomar o pequeno almoço (miminho especial para ela). Compramos bolachinhas para o lanche da manhã (que já foram). Fomos ao talho. (O senhor dividiu-me todas as doses já em sacos). Já arrumei a carne. Já pus roupa a lavar. Miúda está no quarto. Eu já no sofá: café e comando. Hum... "Sabe a conforto".

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Em outubro de 2016 mudámos para o campo. Para uma casa pequenina, já velhinha e vazia.

Quando lá cheguei, estava apreensiva.

Sem saber bem se tinha sido uma boa ideia.

Ficar a viver no sítio onde estávamos estava fora de questão (vivíamos os três num T1). As rendas dos apartamentos na zona onde vivíamos estavam altíssimas. Começamos a alargar a nossa escolha a sítios mais afastados do centro urbano. E foi aí que encontramos esta casa, nesta aldeia pequenina, pequenina.

 

A viver na aldeia à cerca de um ano, julgo estar em condições de fazer uma análise comparativa. Atenção, segundo a minha experiência, a minha realidade.

 

Pois comecemos primeiro pela parte mais chatinha.

As desvantagens.

Gasto mais tempo em deslocações diárias de carro.
Gasto mais dinheiro em combustível e portagens.
Se quiser ir às compras tenho sempre que ir de carro.
Quando não tenho carro, fico mais “presa”.
Há mais humidade.
No Inverno, as temperaturas são muito baixas.

Estou mais longe da família, o que me faz estar menos vezes com eles.

O hipermercado está mais longe e os centros comerciais também.

Estou pouco tempo em casa, durante a semana.

 


E agora as coisas boas.
As vantagens.
Posso correr em percursos mais planos, limpos e sossegados.
Estou mais perto da praia.
Estou no campo.

A miúda pode brincar na rua, em casa, na casa de vizinhos, no parque.
A roupa seca ao ar livre, com muito sol e vento.
A vista é mais ampla.

Há mais silêncio.

Como mais fruta e mais legumes, e estes são mais frescos, saborosos e saudáveis.

Estou mais perto de uns sítios giros que têm umas coisinhas doces que adoro.

Tenho mais espaço.

Estou mais perto de sítios giros para passear, que não passem necessariamente por grandes superfícies comerciais.

Vivo mais o fim de semana.

 

 

Obviamente que se pensar durante mais tempo, vou encontrar mais itens tanto de um lado como do outro.

No entanto, o balanço que faço é: foi a melhor decisão da nossa vida. O que ganhamos (os três) com esta mudança, supera completamente os aspetos menos positivos.

Apesar de já ter passado um ano, ainda nos estamos a adaptar. Aos poucos, temos vindo a ajustar a nossa realidade a esta realidade. Assim, vamos conseguindo reduzir o impacto das desvantagens e aproveitando ao máximo as vantagens.

 

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Fizemos um misto...

por Ana, em 01.11.17

Manhã de Pão por Deus e Almoço de Hallowen

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Coisas que me acontecem #7

por Ana, em 25.10.17

No domingo passado, fiz uma bela corrida: 12 km.

Terminei fora da aldeia, cá em cima. Assim pude fazer os alongamentos com uma paisagem ampla e inspirador.

Estava um dia fantástico. Céu limpo. De uma lado, via o Palácio da Pena. Do outro lado, via o Palácio de Mafra.

Perfeito.

Até que....

De repente, comecei a ouvir tiros. E percebi que estava numa zona de caça.

Acabou-se o relax num instante. 

Primeira reacção: começar a correr outra vez.

Mas não.

Percebi que estava em zona segura [estrada].

Alonguei. Respirei fundo. E vim embora.

 

 

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Coisas que eu gosto #9

por Ana, em 24.10.17

Desde que me mudei para o campo, que procurei encontrar um local onde pudesse comprar frutas e legumes locais.

Encontrei o cabaz das Hortas da Cortesia, há alguns meses.

Estamos fãs.

Por dois motivos:

  1. A fruta é doce doce doce
  2. Fez-nos começar a consumir outro tipo de produtos, que por norma nem comprávamos.

Não. Este não é um post promocional.

Mas se estiverem há procura de cabazes de frescos, com qualidade e a um preço bom, têm aqui uma boa sugestão.

 

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Agosto foi assim...

por Ana, em 31.08.17

Praia. Amigos. Familia. Séries. Filmes. Praia. Birras. Traquinices. Limpezas. Reorganizações. Praia. Gargalhadas. Gelados. Decisões. Crescimento. Amor. Cão. Gatos. Praia. Carrosel. Parque. Gritos. Nascimento. Bebés. Almoços tardios. Esplanada á noite. Foi assim o meu mês de Agosto. Fomos felizes, com uma garota que cresce a olhos vistos e me faz sentir que tudo tem valido a pena. Amanhã chega setembro. Retomam-se as rotinas. Novas fases. Como sempre. Eu, a ver se volto as corridas madrugadoras e aos hábitos mais saudáveis.

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Este meu cão...

por Ana, em 10.08.17

Estávamos a jantar.

Começo a ouvir um barulho que me parecia chuva.

Digo para o meu marido: “Parece que está a chover”.

Ele ignora.

Olho para a janela, não vejo chuva.

Mas o barulho continua. Resolvo ignorar.

A campainha toca. Espreito e vejo que era a vizinha do lado.

Que será agora”, penso eu.

Chego ao portão.

Torneira da rua aberta.

Quintal cheio de água. Rua cheia de água.

Diz a vizinha “Estava a ouvir um barulho estranho e não sabia de onde vinha. Vim cá fora e vi o seu cão debaixo da torneira, aberta

Pois que este meu cão, abriu a torneira e estava a banhar-se…

 

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A aldeia onde eu vivo #11

por Ana, em 20.06.17

A pessoa vai viver para a aldeia e pensa: “olha boa, está calor e aqui posso dormir com a janela aberta, já não há barulho e confusão de carros”.

Pois, mas não.

Quando estava quase quase a adormecer, eis que sou interrompida pelo voz de um dos vizinhos a falar com um gato [Aparentemente o senhor não conseguia dormir com o calor e vai daí vai para o quintal falar com animais. Tudo normal]

Das duas uma, calou-se ou eu consegui adormecer.

Mas depois, começa [ainda não percebi bem como] uma tempestade daquelas valentes. Vento a soprar para todo o lado. Chuva a cair.

Ok. Lá adormeço outra vez.

Adivinhem?

Acordo outra vez.

Desta vez era o camião de recolha de lixo.

E quando este se vai embora, uma barulheira por causa do vento.

Desisto. Passado duas horas de me deitar, levanto-me e fecho a janela.

 

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