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Conversamos com a miúda, sobre a possibilidade de ela escolher alguns dos seus brinquedos, para dar a outros meninos que não tenham brinquedos.

 

Inicialmente, recusou. A ideia tem vindo a ser trabalhada com ela. E agora já começou a ceder. Mas ontem conversamos sobre isso e a força e certeza com que ela disse esta frase deixou-me pensativa. Diz ela “mas todos os meninos têm brinquedos”. E nós dissemos que infelizmente não era bem assim, que havia meninos que não tinham.

 

Mas ela continuava firme na sua ideia, defendendo a sua tese, como se eu e o pai estivéssemos a dizer a coisa mais estapafúrdia que possa existir. Diz ela: “têm sim, eu tenho certeza que tenho razão”. Infelizmente não tens filha.

 

E uma pessoa põe-se a pensar. De facto é extraordinário que ela o sinta desta forma. Porque para ela (e não devia ser sempre assim?!, claro que sim, concordamos todos) a ideia de existirem crianças que não tenham brinquedos, é algo completamente inexistente. [Até mais, do que a lua e o sol, irem dormir enquanto o outro fica acordado a tomar conta do céu.]

 

Mas depois, pensas “pois, mas ensinar também é isto - ensinar, mostrar, revelar a realidade”. Não concordo nada em leva-la a um sítio onde ela possa ver isso com os próprios olhos. [Mais tarde, talvez].

 

Mas também sei que, aos poucos, com um discurso que ela entende, temos de lhe explicar (para já acho que é só mesmo “referir”) essa realidade.

 

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