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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêm a cabeça.

A propósito dos “Direitos do Amigo”

12.05.16 | Ana

Vi hoje um anúncio da superbock (podem ler mais sobre isto aqui) que enuncia os “Direitos do Amigo”. Fui espreitar. E Adorei.

Adorei sobretudo porque, o tempo passa. E muita gente vai passando pela nossa vida. Mas só fica, quem tem que ficar mesmo. É como a lei de Darwin da “Sobrevivência dos mais fortes”. Até na amizade isso é válido. Só quem tem força para marcar, marca.

Eu não tenho muitos. Mas alguns ganharam a luta e ficaram por cá. Esses enchem-me. Por isso, escrevo aqui um direito (da minha autoria, juro) que o sinto tanto:

Amigo é aquele que entende o “verso”, quando tu apenas lhe dizes a “frente”.

Mas posso dizer mais coisas.

Amigo é aquele que aparece na nossa vida assim de repente, e com o qual te identificas tanto, mas tanto tanto, que já não consegues largar mais (este é para vocês as duas).

Amigo é aquele de quem já foste tão próxima, mas circunstâncias da vida, fazem com que se afastem, e numa altura tão difícil, esse amigo, sem sequer imaginar o que estas a passar, aparece e ajuda tanto, mas tanto (este é para ti).

Amigo é aquele, que conheces a tantos tantos anos, de quem te afastaste tanto, mas que nunca deixou que tu te afastasses e esteve sempre, mas sempre sempre lá, e quando falas com ele, podem ter passado meses, mas tu não sentes a “distância temporal” (este é para ti).

Pronto, já chega.

Porque decidi ter um blog?

11.05.16 | Ana

Porque decidi ter um blog?

Porque a minha actividade profissional principal foi até a poucos meses formadora.

Ora as formadoras falam muito. Têm sempre quem as oiça. Uma das razões por gosto tanto dessa actividade é por isso mesmo: aquelas pessoas estão ali para me ouvir, para que eu lhes acrescente alguma coisa (sim, eu sei que parece muito egocêntrico, eu e mais eu e mais eu).

Mas também estão ali para que eu as oiça. É um espaço de partilha. Que é bom. Que se entranha em nós.  Agora estou ligada a outra actividade a tempo inteiro. Que adoro. Tem tudo a ver comigo. Mas falo pouco. Partilho pouco.

Então, decidi-me pela escrita. E é isso.

Coisas da miúda #01

11.05.16 | Ana

A minha filha é a maior. Sim eu sei. Os nossos filhos são sempre os maiores. E juro que não sou daquelas que esta sempre a disputar o lugar de pódio da sua filha em relação aos outros.

Mas que esta miúda é engraçada como tudo é. Deixa-me doida. Desafia-me constantemente.

Mas diz “És a minha preferida”. E pela primeira vez, em resposta ao meu “amo-te muito”, respondeu “eu também, mãe”. Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

Sobre frontalidade (ou lá o que lhe queiram chamar)

11.05.16 | Ana

Não percebo as pessoas. Aquelas que dizem tudo o que lhes vem a cabeça, a boca melhor dizendo. Que se dizem frontais.

Mas depois, a quem ninguém lhes pode dizer nada. Que se defendem automaticamente com o ataque. Mais uma vez a serem frontais. Porque nunca ficam com nada por dizer.

Lamento. Isso não é frontalidade. É falta de bom senso. Nalguns casos, até me atrevo a dizer de educação, mas vá nem sempre.

Vamos lá ver. Frontalidade é uma coisa. Assertividade é outra bem diferente. Frontal é aquele que diz o que quer e bem lhe apetece, sem querer saber do outro. Assertivo é aquele que diz o que pensa, mas sem ferir o outro, que é capaz de se colocar no lugar do outro.

Mas aqui é que está o problema maior. É esta dificuldade que as pessoas têm em se colocar no lugar do outro. Porque “eu penso…”, porque “eu sei que…”, porque “eu estou muito triste…”, porque “eu estou muito feliz…”. Porque “eu sou sincero, digo aquilo que penso…”.

Enfim. [Mas continuo sem vos perceber].

Eu(zinha)

11.05.16 | Ana

Lembro-me daquilo que fui e comparo com aquilo que sou hoje. Sou certamente uma versão mais completa daquilo que fui.

Mas pelo meio, tive momentos em que deixei de ser eu. Uma procura constante de ser alguém, mas não eu. Sempre com alguém – colegas, relações. A adaptação a situação. Sempre bem. A parecer bem.  E nesses momentos eu não era eu. Era uma tentativa de agradar. De querer manter. De viver uma alegria impingida, forçada, mas que me parecia perfeita (correcção: que eu queria perfeita, longa e para sempre). Em que cada vez ficava menos eu. Várias tentativas de ser algo. Sempre perdida.

Depois, eu outra vez. A minha pessoa a voltar. Eu a fazer o que quero. A dizer o que penso. A mostrar o que sinto. E de repente, o amor. Sim. Desta vez o amor. Sem receios de ser quem sou. E depois, a multiplicação. A minha filha. E mais amor. Tanto amor. E de repente, deixo de ser capaz de ser eu outra vez. A minha filha. O meu marido. A minha actividade profissional.  O dia a dia. A gestão do dia a dia. Tratar dos meus amores. Gerir o meu trabalho. Penso: faz parte, é o normal. É a vida a desenvolver-se. E o tempo a passar. Ela a crescer. A tornar-se no ser mais maravilhoso que pode existir. E eu a pensar, é minha. Isto só pode ser evolução. É o meu eu a dar frutos. A multiplicar-se. Somos tão felizes.

Depois, não. Esta não sou eu. Não devo, não posso deixar-me. Eu posso mais. Eu consigo mais. Eu quero mais.

E sim. Encontro-me. Percebo mais uma vez que não tenho que ser algo ajustado a ninguém. Nem mesmo aquela que é uma parte de mim. Nem mesmo aquele que me conhece tão bem, e que me grita “volta a ser tu”.

Sou eu. Gosto de estar com eles (os meus dois amores). Gosto de estar sozinha. Gosto de ler. Perder-me nas histórias de um livro. Gosto de observar pessoas. Ouvir as histórias das pessoas. Gosto de falar com os meus amigos. Aqueles (poucos), mas a quem basta eu dizer tão pouco, que percebem logo tudo. Aqueles que sabem que eu sou. Que me conheceram quando eu era eu. Das vezes em que dou a minha opinião, pouco me importando se a querem ouvir. De omitir a minha opinião, outras tantas. De inventar letras parvas, com musicas já existentes. De rir a gargalhada com as coisas que me vêem a cabeça. De fazer “mini-espectáculos” com o meu trio. Somos uns verdadeiros artistas. De correr. Sim, descobri agora que gosto de correr, de ultrapassar os meus limites (por isso digo que sou uma versão mais completa do meu eu). De disparatar, quando me irrito com alguma coisa

De escrever. Sempre gostei. Mas deixei de o fazer. Agora volto a fazê-lo.

Digo: “dá o teu melhor filha, porque quando damos o nosso melhor, nos conseguimos tudo”.

E é isso mesmo que eu estou a fazer. A dar o melhor de mim. E sim, dá retorno.

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