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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Não seria suposto estarmos mais tolerantes?

17.06.16 | Ana

Vivemos num mundo globalizado. Onde todas as culturas, religiões, ideologias, etc, coexistem tão perto umas das outras. Não seria suposto aceitarmos as diferenças, viver com elas?

Lado a lado, desde muito cedo, habituam-nos a estar com crianças/jovens/adultos diferentes de nós, seja na cor de pele, nas roupas que vestem, no sotaque da voz, nas crenças, nos hábitos.

Na escola ensinamos isso mesmo. Falamos da globalização. Da interdependência que existe entre países, pessoas, empresas.

Vamos a um centro comercial ou a um supermercado, e encontramos todo o tipo de comidas, vindas de várias partes do mundo.

A internet aproxima o mundo. Torna tudo conhecido aos olhos de todos.

E depois isto???? Cada vez mais isto? Este horror. Estes ataques, só porque não pensam da mesma forma. Já não são só os ataques vindos de fora. Ou serão esses ataques vindos de fora, que levam a estes medos irracionais do diferente, a este crescimento dos nacionalismos extremos? É com isto que vamos matar esta sociedade que tanto trabalho nos deu a criar, assente na igualdade, na fraternidade.

Não temos que ser todos iguais. E é normal que nos sintamos inseguros, face aos desenvolvimentos dos últimos tempos. Mas não façamos o que eles querem. Não nos ataquemos uns aos outros.

 

E se criássemos mini-musicais???

16.06.16 | Ana

Sabem aquela cena do filme “Mamma mia” com a música do “Dancing Queen”? No outro dia ouvia essa música e pus-me a pensar se não seria mais divertido se transformássemos momentos do nosso dia (e/ou da nossa vida???) em cenas de musicais. Certamente levaríamos a “coisa” de forma bem mais leve e divertida.

Pensemos sobre o assunto.

Aquelas tarefas mais aborrecidas que gostamos pouco de fazer. Pôr uma música que gostamos a tocar bem alto, nós cantarolando e dançando enquanto realizamos essa tarefa.

Outra opção, uma grande sonolência, ou demasiadas horas seguidas sobre a mesma tarefa. Então, para descomprimir, de repente uma cena de musical em que vocês começam a cantar, a dançar e vão ter com outros colegas que se vão juntando a vós e todos juntos vão dançando e cantando até envolver todos os colegas.

Hã??? Muito doido não é? Pois, eu sei. É só uma sugestão tonta de trazer mais alegria ao trabalho (e uma grande dose de loucura também).

De qualquer das formas há momentos da nossa vida que também se tornariam mais fáceis (mais que não seja pela via “dramático-cómica” da coisa), se os conseguíssemos tornar em cenas do filme “Mamma mia”.

 

...

15.06.16 | Ana

[Se tivesse que escolher uma bandeira para sinalizar o “mar” da minha vida seria com certeza amarela. Os períodos é que está verde são sempre tão breves, quer prefiro estar sempre em alerta.  As vezes está calmo, sereno, tudo parece estar bem. Mas de repente, vem a tempestade e começa o turbilhão das ondas. É por isso que eu não consigo flutuar. As ondas podem vir a qualquer momento.]

 

 

 

 

Estas coisas deixam-me para lá de passada

14.06.16 | Ana

Dois desabafos:

  1. Como é possível que, de um texto brilhante sobre a monstruosidade do ataque de Orlando, a comunicação social faça do assunto principal o assumir de homossexualidade daquele jovem;
  2. Energúmenos nojentos e sem nada no cérebro, não são apenas aquelas bestas que fizeram o que fizeram ao pé da criança. São também os atrasados mentais que ficaram a filmar (podendo perfeitamente ter acabado com aquilo) e divulgaram o caso na internet, colocando mais uma vez a criança exposta a esta nojeira total (uma queixa na polícia seria suficiente, não????)

[Lá está. Os falsos moralistas, compreensivos e queixosos das imoralidades que assistem a quererem vir para a internet apregoar tudo. Irra.]

 

Coisas da miúda #11

14.06.16 | Ana

Miúda, depois de se deitar quer ir ao WC. Ela, já sentada a algum tempo, e eu já zangada. Digo “M. despacha-te, tens que ir dormir”. Ela levanta a mão e diz “dois minutos”.

 

Coisas que me acontecem #01 [e me deixam completamente banzada]

14.06.16 | Ana

Não consigo deixar de me indignar com estas coisas. Neste fim de semana, vivenciei duas situações de atendimento ao público, que me deixaram estupefacta com a falta de profissionalismo.

Primeiro, numa gelataria num centro comercial, sou atendida por uma senhora que durante todo o atendimento - desde o pré-pagamento até ao momento em que me entregou três gelados para a mão - as únicas palavras que soletrou (e com uns modos de fugir) foi, “quais são os sabores”, e ainda soprou enquanto eu (que chata sou) pensava qual o sabor que me apetecia.

Segundo, numa sapataria. Enquanto via uns sapatos, peguei neles e vem logo uma funcionária ter comigo, muito agradável, cheia de sorrisos, disponibilizando meias descartáveis para eu experimentar os sapatos. Como os achei muito altos, estava na dúvida se os devia levar ou não. Ela manteve-se um pouco ao pé de mim. Mas quando eu disse, “tenho que pensar melhor”, ela lá entendeu que comigo já era tempo perdido, e foi à vida dela, ter com outros clientes. Eu ainda pensei, “vai buscar outros sapatos, para me sugerir”. Qual quê? Já não quis saber mais de mim, foi ter com outros “possíveis futuros clientes”. A sério. Fiquei de boca aberta.

 

Mas  será que ninguém ensinou estas jovens a trabalhar? Mas será que elas não percebem qual é papel delas? A primeira, dá uma imagem horrível ao estabelecimento, afastando os clientes dali. Certamente esta é uma daquelas que pensa, “deixa-me lá estar aqui, cumprir o meu horário e receber o meu ordenado”. Mas esquece-se obviamente que ao afastar os clientes, não vende e depois o patrão não tem dinheiro para lhe pagar o ordenado. A segunda perdeu claramente uma venda, pois bastava uma atitude mais assertiva do lado dela, para me conseguir vender os sapatos, até porque eu gostei deles.

O mais triste disto tudo, é que muito provavelmente estas duas jovens até tiveram formação. Mas não quiseram saber de nada do que lhes foi transmitido. Limitam-se a cumprir o horário, a estar ali, e a responder aquilo que os clientes perguntam. Criar empatia com o cliente, sugerir uma venda, são coisas que para elas, nem sequer lhes passa pela cabeça.

 

Outra vez as redes sociais [sim, mais resmunguice]

08.06.16 | Ana

Num outro texto,  referi sobre esta mania geral que há agora de partilhar tudo aquilo que se faz, logo ali no momento em que as coisas estão a acontecer. Como se tudo se tornasse mais interessante, só porque se tem mais likes.

Sabemos também, que estas plataformas são igualmente usadas para “o bem”. Divulgando casos que precisam de ser divulgados. A informação circula a uma velocidade enorme, e cada vez associa-se mais as redes sociais a uma causa especial.

No entanto, há um lado tenebroso nisto tudo. Primeiro, as pessoas lá no alto da sua liberdade de expressão, dizem tudo aquilo que lhes apetece, sem pensar em mais nada nem em ninguém. Mas depois são também essas pessoas, que no que toca a sua esfera pessoal, já não querem que essa liberdade de expressão se manifeste.

Também me faz muita confusão “os julgamentos públicos”.  Já para não falar nas ofensas diretas que se faz. Não é isto também bulluing. Certamente que sim.

São os perigos da exposição. Sinceramente, custa-me muito ler certas barbaridades que algumas pessoas escrevem. E isso não tem nada a ver, sobre a minha opinião ou “posição” sobre o assunto que estiver em causa. Mas o “desrespeito” desilude-me. E as palavras lidas doem mais que as palavras ouvidas.

O problema é que difícil é emitir uma opinião em público, fácil é escrever meia dúzia de palavras que nada de novo acrescentam à questão, apenas a classificam (de acordo com os padrões de quem a vê).