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Não poderia deixar este dia em branco, sem dedicar umas palavrinhas as minhas melhores amigas.

Não sei como vocês entraram na minha vida. Sei que foi devagarinho, e foram se deixando ficar. [Vocês sabem bem que eu sou uma antipática e não dou confiança assim sem mais nem menos.] Raras são as vezes que os melhores amigos, surgem já na vida adulta, mas connosco foi isso que aconteceu.

É convosco que gosto de partilhar as minhas peripécias. É convosco que desabafo os meus queixumes. São vocês que percebem tudo, mesmo aquilo que eu não digo. Gosto dos nossos telefonemas, dos nossos almoços, dos nossos jantares. Gosto das nossas gargalhadas. Gosto acima de tudo das nossas conversas. E gosto muito muito de vos ter na minha vida. [E também gosto muito que tenham paciência para aturar o meu mau feitio]

E o que eu gosto em vocês? Do vosso sentido de humor. Das mulheres brilhantes que são, capazes de tudo e mais alguma coisa. Da vossa inteligência, da vossa capacidade de se adaptarem ás situações. Da vossa resistência, nas adversidades. Companheiras, amigas, divertidas, transparentes, corajosas, leoas, lutadoras.

Desde que vos conheço que me tornei uma pessoa melhor. Obrigado por fazerem parte da minha vida.

 

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Coisas da miúda #10

por Ana, em 07.06.16

A caminho da creche para casa.

Miúda: Mãe, posso pintar as unhas das mãos?

Eu (primeiro, suspiro e penso, vamos começar): Não, só as senhoras crescidas é que pintam as unhas, as meninas pequeninas não.

Miúda: Mas a L. e a L. (duas colegas da sala) tinham as unhas pintadas.

Eu: Pois, mas a mãe não acha isso correcto. Só as senhoras crescidas.

Miúda: E as bailarinas também. A I. (educadora) disse.

Eu: Sim, pois. Quando se tem uma festa, um espectáculo.

Miúda: Mãe, sabes aquela saia que a tia S. deu que pareço uma bailarina?

Eu: Sim……

Miúda: Amanhã podemos vestir, e assim eu sou uma bailarina e posso pintar as unhas.

[SOCORRO…]

 

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Quando alguém procura muito – explicou Sidarta – pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente. Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu, ó venerável, sejas realmente um buscador, já que, no afã de te aproximares da tua meta, não enxergas certas coisas que se encontram bem perto dos teus olhos. “ (Sidarta) Hermann Hesse

O que é melhor? Ter metas ou deixar andar? Procurar, ou descobrir?

Fluir. Fruir. [Mas estar bem atento, para não escorregar]

 

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Desafio: 12 meses, 12 livros

por Ana, em 06.06.16

Foi-me colocado um desafio este ano. 1 livro por cada mês do ano. Só comecei em Março, mas consegui recuperar.

Aqui vai a lista:

  1. D.Maria II, de Isabel Stilwell
  2. O meu encontro com a vida, de Cecelia Ahern
  3. Comer, Orar e Amar, de Elizabeth Gilbert
  4. As Quatro Verdades, de Don Miguel Ruiz
  5. Sidarta, de Hermann Hess

Gostei de todos. Em “D. Maria II” voltei a deliciar-me com as histórias da corte portuguesa e inglesa. O livro “O meu encontro com a vida”, está engraçado. É uma leitura leve, com algum sentido de humor, mas que nos chama a atenção para “a nossa própria vida”. Gostei muito também das viagens de “Comer, Orar e Amar”, principalmente por ser uma história real. Despertou o meu interesse por coisas que eu era completamente céptica, e fez-me ir estudar mais sobre alguns assuntos, nomeadamente meditação, budismo, pensamento positivo. Daí os outros dois que se seguiram. “Sidarta” é sem dúvida brilhante. É um livro para ter sempre ali por perto, pois são tantas a reflexões que se conseguem tirar dele.

Portanto, o meu gosto é vasto. Alguns são só para entreter a mente. Outros, pelos ensinamentos. Outros, pelo encantamento da história. Vou alternando.

Este mês vou ler “Nome de Código Leoparda”, de Ken Follet. Um leitura que julgo que vai ser muito agradável. Ken Follett tem uma escrita deliciosa. E a história tem um dos ingredientes que mais gosto nos livros: pega num episódio histórico (neste caso a Segunda Guerra Mundial) e  elabora todo um thriller à volta disso. Promete.

 

 

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 [Tem é 490 páginas. Vamos lá ver se um mês chega. Já vou com alguns dias de atraso]

 

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Doce. Teimosa. Encantadora.

por Ana, em 03.06.16

És doce. És meiga.

És arisca. Respondona. Teimosa.

Dás gargalhadas. Dás abraços.

Dás gritinhos de alegria. Dás gritos de zangada.

Dizes “pai és fantástico”. Dizes “mãe, és a minha preferida”.

Dizes “fiz o meu melhor mãe”.

Desafias-me a cada instante. És luminosa. Radiante. Imaginativa. Negociadora. Encantadora.

És pequenina. E estás tão grande.

És minha. És nossa. E vais ser tudo aquilo que tu quiseres.

 

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“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

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É que é isto mesmo.

 

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Coisas da miúda #09

por Ana, em 02.06.16

A miúda sempre foi muito de adjetivos. Gosta das palavras. Gosta de aprender palavras, e repete com prazer. E a facilidade com que ela as “enfia” numa frase, é sem dúvida brilhante. No outro dia, estava a comer uns biscoitos, que já tinha comido de outra marca. Então, diz: “estes são bons, mas os outros são superiores”. Também diz “estou ansiosa para brincar com a minha bicicleta”. E “diverti-me imenso, mãe”.



 

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...

por Ana, em 02.06.16

[Organizar. Planear. Gerir. Aguentar. Prender. Relevar. E no entanto, estar sempre em sufoco.

Irra, que assim o pensamento positivo, é difícil.]

 

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Dia da Criança

por Ana, em 01.06.16

Hoje é dia da criança.

Algures na escola, não me lembro em que ano, numa aula de português lemos e interpretarmos este poema. Lembro-me de ter gostado muito.

 

 

E continuo a gostar. Define em muito aquilo que considero ser criança.

Feliz dia da criança para todos os meninos e meninas que por aí andam (a fazer ferver a paciência dos pais, e tornar tudo menos “complicado” quando há um sorriso).


[Em especial para a minha miúda linda, amorosa, divertida, traquina e desafiadora]

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Comentários recentes

  • Ana

    Obrigado, Anita. Beijinhos

  • Ana

  • Ana

    Sim, felizmente. Obrigado, beijinhos.

  • Ana

    Obrigado,

  • Ana

    Obrigado,



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