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Tão eu...

por Ana, em 18.01.17

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Mudei de cara

por Ana, em 17.01.17

O que acham?

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As pessoas da nossa vida

por Ana, em 17.01.17

Há pessoas na nossa vida que são tóxicas. Que nos incomodam. Que nos provocam sentimentos negativos, angustiantes. Nós bem tentamos ignorar, mas eles vêm ao de cima, à primeira oportunidade.

 

Há pessoas que provocam em nós sentimentos contraditórios. Bons e maus. Positivos e negativos. Gratidão e insatisfação. Riso e cara fechada. São pessoas com quem vamos convivendo menos, mas de quem não nos conseguimos afastar. Lá está, um sentimento algo dúbio sem sabermos o que devemos fazer.

 

Há pessoas com as quais já “vivemos” diariamente, mas no presente não, e as quais recordamos muitas vezes com um sorriso nos lábios.

 

Há pessoas que saíram da nossa vida, sem nunca termos feito algo para que tal acontecesse. Mas elas quiseram ir embora. Umas fazem falta. Outras nem por isso.

 

Há pessoas que tirámos da nossa vida porque sim. E há pessoas que tirámos da nossa vida porque não sabemos. Mas tirámos.

 

Há pessoas que não tirámos da nossa vida e nem queremos tirar. São pessoas de quem gostamos, e que pensamos “tenho que estar mais com…”, mas que vamos adiando sempre.

 

Há pessoas que são como se fossem a nossa pessoa. Com quem partilhamos o que é importante, o que não é importante. Que tatuam a nossa vida com coisas positivas. Que se riem do mesmo que nós. Que se “afectam” com o mesmo que nós. Essas ficam. Essas estão. Mesmo que nós as mandássemos embora, elas não iam.

 

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Ao ler as “gordas” da imprensa “cor-de-rosa”, vem-me à ideia a seguinte questão:

 

Haverá código CAE nas finanças para concorrente de reality show???

 

É que há alminhas que passam a vida metidos naquilo.

 

Fazem daquilo profissão, está visto.

 

Devem passar recibo, não?

 

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Desde que a miúda entrou na minha vida que a ditadura das horas se instalou em mim.

 

Logo desde o início. Via a que horas ela acabava de mamar, para ver a que horas era a próxima. Via as horas a que ela adormecia. As horas a que ela acordava, para contar quantas horas dormia.

 

Depois, quando começou a fazer refeições e a dormir menos por dia, passei a ser muita rígida com a hora das refeições e da sesta. Porque tinha que ir dormir as horas X e tinha que a acordar a horas y. Porque se acordava depois da hora X, não a conseguia que ela a noite adormecesse a hora z. E todas as refeições que fazia, tinham hora marcada. E a muda da fralda, também já estava ajustada a cada uma das rotinas. Tudo com hora marcada. Até quando não estava com ela, eu fazia o “interrogatório” por telefone.

 

Enfim, isto era uma estafa. E mesmo agora, que parece que já foi a séculos, pergunto-me como aguentava eu tal coisa. O homem limitava-se a perguntar “mas que raio de fixação tens tu com as horas????”  [Homens…]

 

Depois ela passou a informar quando queria comer. O que facilitou os horários. Tirando almoço e jantar, claro está, por causa das rotinas do sono.

 

Depois a fralda também se foi embora, pelo que a hora do xixi e do cocó também foi desaparecendo.

 

Mas a libertação total aconteceu quando ela deixou de dormir a sesta [Ou melhor, quando ela decidiu que não queria dormir mais a sesta]. E agora dou por mim muito mais tranquila ao fim de semana. A rotina do final do dia, continua um pouco rígida, principalmente durante a semana, porque senão de manhã para se levantar é MUITO complicado.

Quando ela era ainda bebé, lembro-me de conversar com uma amiga minha (já com dois rapazes mais crescidos) e ela dizer “tudo melhora quando eles largam a fralda e pedem comida”. Como te entendo agora S.

Este sufoco da hora marcada para tudo, torna-nos mais livres a todos. E eu passei a ser menos “chatinha” - é uma coisa a menos para “ralhar”.

 

Mas não me arrependo de o ter feito. Continuo a achar que é uma questão essencial para o desenvolvimento das crianças - as rotinas. Foi também através do estabelecimento destas rotinas, que a autonomia dela se foi desenvolvendo. Um exemplo claro, são as noites. Eu até podia, no desespero da noite levá-la para a nossa cama, mas assim que adormecia voltava para a cama dela. Mais velha, podia demorar mais de uma hora a adormecer, mas adormecia sempre na cama dela. Podia levantar-se a meio da noite e ir ter a nossa cama (às vezes fazia isto durante várias horas da madrugada] que eu levava de volta para a cama dela. As noites eram complicadas. Mas agora adormece sozinha e dorme toda a noite [salvo raras excepções]

 

Educar crianças autónomas não é fácil. É um trabalho longo e muitas vezes desgastante. Ainda tenho um longo caminho a percorrer. Mas comparando a minha vida à cerca de um ano, com aquilo que está agora, sinto que estou a fazer um bom trabalho. Porque ao fim e ao cabo, foi o desenvolvimento dessa autonomia nela, que faz com que agora ela esteja menos dependente de mim, e assim eu já posso viver a libertação das horas de pernas estendidas e comando na mão. Nem sempre, mas às vezes, vá.

[Agora o stress é de manhã para sair de casa. Mas isso já é outra história]

 

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Ontem, no meio da minha dinâmica familiar, apercebi-me que a solução é algumas vezes muito mais fácil do que parece.

 

A miúda, fazia mais uma daquelas suas birras que estão cada vez melhores. Queria algo que era realmente para mim impossível dar-lhe. E dizia, “oh mãe, por favor”. [Queria brincar com a neta de uns vizinhos, que pura e simplesmente não estava cá, pelo que não havia nada que eu pudesse fazer].

 

Eu a engomar roupa. [Que é sem sombra de dúvida, a tarefa doméstica que me deixa mais mal disposta. Isso e tudo relacionado com tratar de roupa, de resto]. E ela ali, naquela lamúria, que de vez em quando subia o tom e passava aos gritos.

 

Primeiro, ignorei. Depois aquilo começou a entrar nos meus ouvidos, e “passei-me”. Levei-a para o quarto, para que chorasse até lhe passar. Pois, mas isso agora é mais difícil, porque ela gosta que eu VEJA bem a sua birra, e voltou para ao pé de mim. Eu já em “ponto de rebuçado”, respirei fundo e pensei - ou tenho aqui uma daquelas cenas com ela em que ela percebe que tem que parar com aquilo, ou ignoro. Desta vez, resolvi ignorar. E ela lá ficou, naquele espetáculo.

 

Às tantas apercebe-mo do cenário onde eu estava: domingo a tarde, a engomar roupa e a ouvir e ver uma birra. Podia ficar deprimida, irritada, passada. Tinha direito a isso tudo. Mas o que surgiu em mim?

 

Uma valente gargalhada.

 

E ela, ás tantas, surpreendida com a minha atitude, começa a rir-se também. Inicialmente, num misto de lágrimas a cair e gargalhadas meio contrariadas, mas depois a rir-se também. Fui ter com ela, fiz-lhe cócegas. Dei-lhe um abraço. E passou.

 

Poderia agora escrever uma conclusão, dizendo que esta é realmente a maneira mais fácil de resolver “aquilo”. Mas não é. Eu sei que não é. Estamos a passar uma fase complicada, e a única certeza que eu tenho é que nunca sei como vou lidar com aquilo - às vezes ralho, outras vezes remeto-me ao silêncio, outras vezes dou mimos, e outras vezes rio-me. [Na maior parte das vezes, a birra dura tanto tempo, que eu passo por todas estas fases]. O que eu sei, é que a maneira como nós pais lidamos com isto, há-de determinar e muito, a gestão da frustração por ela própria. E isso, sim, é realmente uma prova de fogo.

 

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Follow Friday: Em linha Recta

por Ana, em 06.01.17

Recomendo este blog. Pela simplicidade/complexidade com que escreve. Deixa-me várias vezes arrepiada.

Em Linha Recta

 

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Coisas da miúda #30

por Ana, em 06.01.17

Falávamos sobre qualquer coisa que eu me tinha esquecido. Digo “não ligues filha, é a velhice”. Ao que ela responde “não mãe, não quero que fiques velha”. Lá lhe explico, que é normal, os anos vão passando, mas que ainda faltava muito. “Mas mãe, eu não quero que fiques um bruxa”.

“Não filha, eu não vou ficar uma bruxa.”

[Haverá momentos na tua vida, em que vais achar isso mesmo, mas não, não ficarei]

 

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A aldeia onde eu vivo #05

por Ana, em 05.01.17

Na aldeia onde eu vivo, as senhoras fazem zaragatas.

É engraçado voltar a vivenciar estas situações. Grande parte da minha vida (até ao início da idade adulta) foi passada num pátio. Os meus avós viviam num pátio, e eu vivia com eles. Por isso, “questões” entre vizinhas é algo que me é familiar.

Por ali, os motivos das zangas são os cães. Ora porque o teu está solto e o meu também está e vai ali e vais ver o que o meu lhe faz, devias ter o teu preso. Ora porque o teu cão veio fazer xixi nas minhas plantas e queima as plantas todas. Ora porque não sei quê, não sei que mais. Seja porque motivo for, lá se chateiam e a discussão fica bem acesa.

No pátio da minha avó, as discussões eram muitas vezes por causa dos miúdos. E de bolas, que entravam no quintal onde não deviam, e a bola desaparecia. Pois a minha avó, era senhora de lá ir buscar a bola e levar a frente quem a tentasse contrariar. Passado umas semanas, já estava tudo Ok outra vez. E julgo que por alí, não há-de ser muito diferente.

[Eu, que me perco nos pensamentos a observar os outros, acho realmente “graça” a estas situações.]

Ao fim e ao cabo, a questão é sempre a mesma. A defesa do espaço. Que, com o tempo (e/ou com a idade) se vai dando cada vez mais valor.

 

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Faz hoje precisamente 1 ano que iniciei o meu trabalho actual.

 

No final do ano de 2015 fechei as portas a uma vida profissional agitada, cheia de gente, de correria de um lado para o outro. Conheci muita gente. Aprendi muito. Desenvolvi competências muito diversificadas. Cresci, enquanto pessoa. Tornei-me mais comunicativa. Mais capaz. Mais confiante. Era trabalhadora independente. “Patroa” de mim própria. Geria o meu tempo conforme entendia. Tinha desafios diferentes ao longo do ano. Foram 13 anos, de uma profissão na qual eu me sentia bem a desempenhar. No entanto, era uma actividade muito inconstante. E a imprevisibilidade de trabalho, se até se faz bem, enquanto somos só dois, quando surgem os filhos, fica bem mais complicada. Além disso, a partir de certa altura, começou a ser “mais do mesmo”. Precisava de sair dali. De outro desafio. E ele chegou. No final de 2015, chegou.

 

E aqui estou eu agora. Ao fim de 1 ano, posso dizer que o balanço é muito positivo. Aquilo que me assustava era estar fechada num gabinete todo o dia. Não vou dizer que foi fácil ao início. Custou. Estava habituada a ser livre. Mas o que é certo, é que os projectos que fui desenvolvendo motivaram-me muito. E aos poucos e poucos, fui-me habituando ao trabalho de gabinete. Aqui, onde estou hoje, sinto precisamente que estou onde devo estar. Estou a trabalhar na minha área de formação. Tenho constantemente novos projectos para desenvolver. Tenho uma relação muito positiva com a minha chefia. Uma relação saudável, com os restantes colegas.

 

Não renego a minha vida profissional anterior. Aliás, considero que tudo faz parte do caminho. E a profissional que sou hoje, é fruto de todas as competências que desenvolvi anteriormente. E dos contributos que recebi de todas as pessoas que se cruzaram pelo meu caminho.

 

Mas o balanço que faço neste momento é: AINDA BEM QUE MUDEI. E sei, que também aqui, posso (e vou) crescer muito.

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[Este brinde é para mim]

 

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Comentários recentes

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    Obrigado, Anita. Beijinhos

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    Sim, felizmente. Obrigado, beijinhos.

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