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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas também faz trabalhos manuais [mas não tem jeito nenhum] #01

13.02.17 | Ana

Boa vontade? Tenho.

Jeitinho? Não tenho.

Paciência? Muito pouca.

Mas como a miúda lá em casa tem andado com excesso de mau feitio, pensei que deveria fazer alguma coisa para resolver aquilo. Vai daí que decidi dedicar pelo menos 1h por semana a fazer trabalhos manuais com ela.

Este foi o nosso primeiro projecto.

 

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Antes

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Depois

Está girito e tal, mas com muitos erros de pormenor. Pinturas exclusivas da miúda.

Materiais utilizados:

  • Caixa de resma de papel
  • Papel plastificado
  • Cola e Tesoura
  • Folha branca
  • Tintas guache e Pincéis
  • Mãos pequeninas

Vou pondo alguns por aqui. Todos não prometo, mas alguns vão aparecendo.

 

Coisas da miúda #34

13.02.17 | Ana

Eu: “De manhã o sol nasce e ao fim do dia põe-se”

Miúda: “Põe-se onde mãe?”

[Sempre foi muito tagarela e de fazer muitas perguntas. Agora com 4 anos, está imparável. Sempre que ouve uma palavra nova quer saber o que é. Não aceita um “porque não” ou um “porque sim” como resposta. E já nem admite que eu lhe diga “não sei”. Tenho que saber]

 

Ana

10.02.17 | Ana

Ana. Era o seu nome. Menina Ana para alguns, D. Ana para outros. Baixinha, mesmo nunca o admitindo. Era mais alta do que a Amália Rodrigues, dizia ela. Uma mulher forte. Grande. Mexida. Decidida. Cheia de vida. Os anos foram lhe tirando a vista, a locomoção, a memória. Mas deixou tantas memórias. Desde que me lembro de mim, que me lembro dela. Dos mimos. Dos dias que não me deixava ir para o largo, porque eu ainda não tinha limpo o pó. Dos cheiros da cozinha. Da mesa branca da cozinha, onde ela esticava a massa dos rissóis. Dela sentada num banco pequenino a fritar as filhoses num fogão de campismo. Dos pequenos almoços na cama, quando eu fingia estar a dormir, só para que ela lá fosse levar as torradas e a caneca de café. Do cheiro do café de cafeteira, acabado de fazer. Das noites em que eu fugia para a cama dela, quando havia trovoadas. Dos dias em que ela amuava comigo porque eu queria ir dormir a casa dos meus pais. Dos dias em que ela fazia batatas fritas [nunca mais comi batatas fritas assim]. Do abraço que lhe dei [que ela me deu] no dia em que depois da benção das fitas, fui ter com ela [ela já estava acamada, e aquele abraço, aquele reconhecimento, era o que eu mais queria]. Ana. A minha avó. A pessoa que mais impacto teve no meu ser, na minha essência.

 

Coisas em introspectiva #01

09.02.17 | Ana

Não sou muito de planos para o futuro. Vou vivendo o presente, lembrando o passado.

No entanto, sossega-me a ideia de saber o que virá aí. Mas que seja a continuação do agora. Fico mais aliviada, porque sei o que lá vem.

Não gosto de estar sempre a pensar em como vai ser a minha vida daqui a x tempo.

Gosto mais de pensar no que vou fazer agora. As circunstâncias são estas aqui e agora - como as uso? Prefiro isto.

Ás vezes tento planear o fim de semana. Mas na maior parte das vezes não corre como esperado. E porquê? Porque as circunstâncias de quando se está a planear nunca são iguais às do momento em que se vive - quer sejam físicas ou emocionais.

Gosto de ter expectativas. De ter novos projectos. De me motivar com coisas novas. Mas que venham de surpresa, mas de mansinho, como se sempre tivessem ali para vir, e quando chegou o momento, eu vi-as.

 

Coisas que se dizem por aí #02

07.02.17 | Ana

Às vezes ouvimos as pessoas a dizer “ah, ele(a) até nem é má pessoa, tem é que se saber o(a) levar”.

Eh pá. Acho isto tão estúpido. Porque vamos lá a ver aqui uma coisa.

Primeiro, as pessoas não têm que gostar todas umas das outras. Certíssimo.

Segundo, as pessoas não têm que ser “amiguinhas” de todas as pessoas. Certíssimo. Se não gostas, não tens que estar todo(a) cheia de sorrisinhos e graçolas.

Terceiro, as pessoas que partilham lugares de “permanência” (trabalho, casa, ginásio, etc) têm que se cruzar umas com as outras. Certíssimo.

Quarto, as pessoas que partilham lugares de “permanência” (trabalho, casa, ginásio, etc) têm que passar informações umas às outras. Certíssimo.

Ora então, parece-me evidente que as pessoas em algumas circunstâncias, goste-se ou não, têm que se relacionar umas com as outras.

Posto isto, como é que se justifica, que seja a pessoa a ter que “saber levar” a outra pessoa?

Se é a pessoa que não sabe ou não quer se relacionar com os outros, ela é que está errada. Certo? Para mim é.

A questão é que as pessoas vão criando uma bola de neve: como cicrano(a) tem um feitio especial, das duas uma, ou vão logo com o pé atrás, assumindo de imediato uma postura defensiva (ou até agressiva), ou vão com “falinhas mansas” para “o saber levar”. E essa pessoa, nunca muda, vai ficando é pior.

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Para mim a solução é adotar a mesma postura que se tem com toda a gente: pedir o que se tem a pedir, transmitir o que se tem a transmitir. Não faz sentido ser de outra forma. Porque o que acaba por acontecer, é que a outra pessoa fica tão surpreendida com a nossa atitude que acaba por ter uma postura normal.

[Tenho eu sempre paciência para isso.]

 

Coisas da miúda #33

01.02.17 | Ana

Mais uma pergunta jeitosa…

“Mãe, se Deus está no céu, onde é que ele fica quando está a chover?”

[Pois, grande observação filha.]

Lá me saiu uma resposta atabalhoada “Está lá muito no alto”

Mas ela insistiu “Mas a chuva também vem lá muito do alto”

[Caramba]

Respondi “Sim, mas ele está numa nuvem limpinha e muito fofinha”

E ela concluiu, porque imaginação é coisa que não lhe falta “Numa nuvem que fica atrás do Sol, mãe”

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