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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Há lá coisas

16.03.17 | Ana

Se há tempos atrás me dissessem que haveria um dia em que eu iria atravessar a cidade toda, andar 40 minutos à volta de lugar para estacionar, entrar para um parque de estacionamento daqueles cheios de subidas apertadas, andar mais 20 minutos a pé para ir à SPORT EXPO (já me estaria a rir). E mais, para ir levantar um Dorsal e T-shirt para mim, eu ficaria a rir às gargalhadas com tão grande maluquice.

Pois, mas foi hoje.

 

Ainda não sei como consegui isto…

13.03.17 | Ana

Mas o que é certo é que consegui. 7,2 km. 57 minutos a correr.

Inscrevi-me na mini meia maratona de Lisboa (7 km). Considerei que era a melhor forma de me motivar: ter um objectivo. E tenho andado a correr alguns km.

Este Domingo, preparei-me para fazer um treino maior. O máximo que tinha conseguido era 4,7 km (em 30 minutos), pelo que apontei para dois percursos: um com 5,7 km e outro com 6,2 km.

E lá fui eu.

Perdida nos meus pensamentos, acabei por me distrair e fazer outro percurso.

Cheguei a casa 1h depois: 4 minutos a andar e 57 minutos a correr. Foram 7,2 km. Só vi no fim. Não fui a monitorizar o tempo. Fiquei estupefacta. Tinha pensado que se conseguisse correr 40 minutos já era muito bom. Mas 57 minutos a correr, seguidos. Eu? Nunca pensei.

O mais extraordinário ainda é que eu ía bem. Só quando parei de correr e comecei a andar é que me apercebi que as pernas era como se nem lá estivessem. De resto, a respiração, o batimento cardíaco, estavam relativamente normais.

Por isso agora, olha. Acho que o “vírus” se instalou. E vou querer mais.

[Nem vale a pensa referir as dores que se foram instalando no meu corpo ao longo do dia. Isso não interessa nada. Hoje já foram quase todas embora]

 

Superação

09.03.17 | Ana

É exatamente isto que sinto. Que estou a superar-me. Cada vez me supero mais a mim própria. Só espero não perder este bichinho, não desta vez que está a correr muito melhor do que alguma vez correu.

Hoje corri 4,7 km seguidos, em 30 minutos.

Recomecei as corridas à cerca de 3 semanas. Primeiro caminhada, depois caminhada junto com corrida. Quando consegui correr 15 minutos sem parar fiquei super motivada. E fui me desafiando: 20 minutos, 23 minutos, 26 minutos, e hoje 30 minutos.

Esta semana está a ser a melhor. Domingo: 3,9 km, 3º feira: 3 km, 5ª feira: 4,7 km.

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 [E porquê? Porque correr na aldeia não é definitivamente a mesma coisa que correr num centro urbano.]

 

Homenagem às mulheres da minha vida

08.03.17 | Ana

Fui criada num ambiente familiar em que o homem é que tinha o poder, mas quem decidia, quem fazia acontecer era a mulher.

A minha mãe, mãe de três filhos, primeiro doméstica, depois trabalhadora por turnos. Sabia tudo o que se passava na escola connosco. Ia a todas as reuniões. Sabia com quem nós brincávamos. Ligava sempre para casa, quando estava a trabalhar. Não estava sempre presente, mas sabia tudo o que se passava. Contava com a ajuda preciosa da sua mãe, minha avó. Era ela que tratava de nós, quando a mãe saía tarde. Era com ela que ficavamos. Era ela que decidia, quando assim era necessário. Eu e os meus três irmãos, sabiamos bem a quem perguntar se podíamos ou não fazer alguma coisa - mãe ou avó.

A minha mãe deu-me outra mulher, que está presente todos os dias desde sempre -  a minha irmã. Lutadora, vencedora, determinada. Tantas vezes se riu da vida e a encarou com olhos de “vamos a isso”.

Na minha infância, a minha primeira amiga, aquela que eu dizia ser a minha melhor amiga, era mulher. Até ao início da minha vida adulta, sempre foi alguém importante para mim, com quem eu gostava de conversar, de estar, de saber coisas da vida dela. A mãe dela, outra mulher, sempre presente no meu dia a dia.

Na escola, não fiz grandes amigas. Fiz algumas. Com o passar dos anos, algumas foram embora de vez. Outras saíram e voltaram. E outras, não estão presentes fisicamente, mas estão emocionalmente. Não todas. Algumas. Aquelas que da forma, como encaram a vida, conseguiram mostrar-me que são “MUITO”.

Já adulta, tenho o privilégio de lidar com mulheres de grande valor. Profissionais rigorosas, “gestoras do lar” competentes, mães cuidadoras, amigas generosas.

Loucas. Divertidas. Desafiadoras. Presentes. Lutadoras. Cuidadoras. Simpáticas. Decididas. Competentes. Lindas. Mães. Irmãs. Esposas. Profissionais. Amigas. Colegas.

São assim as mulheres da minha vida. Aquelas que a vida generosamente me deu.

E aquelas que quiseram ficar e eu quis que ficassem.

 

Cá coisas minhas também faz trabalhos manuais [mas não tem jeito nenhum] #03

07.03.17 | Ana

Este foi um projecto feito por etapas, mas apesar da “confusão” que parece, eu até gosto do resultado final.

Primeiro, mãe, pai e filha, juntam-se para pintar borboletas (não digo quem fez o quê, mas quem nos conhece, até consegue perceber)

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Depois, miúda resolveu fazer este “painel” [ela própria, o designou assim, ela lá sabe]

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Na semana seguinte, cortamos as borboletas. A miúda cortou, e eu ajustei. Depois ela pôs cola, e decidiu onde devia ficar cada uma.

E eis o resultado final.

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[Agora é só emoldurar]

Coisas em introspectiva #03

03.03.17 | Ana


Tenho para mim que vivemos numa época extraordinária. Em que tudo acontece, mesmo aquilo que nunca nos passaria pela cabeça que pudesse acontecer. Acontece que, o que eu acho extraordinário e único desta época, é que nós ainda nos surpreendemos. As gerações que se seguem, já não se vão surpreender com nada. Só nós, é que ainda temos o conceito do “normal”, do comum, e por isso, quando surge algo completamente diferente ficamos espantados. Mas isso, é bom, eu acho. Estamos constantemente a descobrir coisas diferentes. O deslumbramento faz parte da felicidade. E quando já não houver nada que os surpreenda, que os deslumbre? Vão viver a vida à procura desse sentimento, constantemente insatisfeitos?

 

Just me

03.03.17 | Ana

Totalmente concentrada em mim. Nas minhas necessidades. Faço, nos últimos dias, só aquilo que quero e bem me apetece, e quando quero e bem me apetece. Tinha uns últimos dias de férias e resolvi tirá-los, sozinha.

Fiz vários planos para estes dias. Obviamente, não os concretizei.

Também pensei, “vou ficar entediada”. Nada. Nem um pouco.

Já li dois livros. Vi uns 4 filmes. Corri (caramba, já consegui correr 2,7 km seguidinhos). Dormi umas sestas. Comi muitas “porcarias”. Sem planos, sem horas marcadas, sem pensar “o que vou fazer para  jantar”. Sem ouvir “mãe” a toda a hora. Fui só eu, e mais eu. Pensamento egoísta, pensarão muitos. Por uns momentos, fui única e exclusivamente a A. E isto é, sem dúvida, o melhor exercício de meditação que eu poderia praticar (também tinha meditação na minha lista, ahahahah…).

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