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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Coisas da miúda #43

13.05.17 | Ana

Falando sobre o filme “A Bela e O Monstro”, que agora está sempre a ver: “Aquilo nem parece um filme. É uma amizade

[Parece que não tem assim muita lógica. Mas tem lógica a maneira dela. É a maneira como ela interpreta todos os sentimentos que vê naquela história]

 

Entrevista a Eduardo Sá [Observador]

12.05.17 | Ana

Eduardo Sá deu uma entrevista na redacção do observador, que foi muito mais do que isso. Foi no fundo uma conversa, aberta a muitos.

A entrevista é longa e passa pelos mais diversos assuntos: comportamento das crianças, comportamento dos pais, autonomia, vacinas, adolescência, internet, educação, etc. Gostei muito de o ouvir, mas obviamente que não consegui prestar muita atenção a tudo o que foi dito.

No entanto, algumas das coisas que disse, merecem para mim um especial destaque.

Eu costumo dizer que os bons pais, e sublinhe-se bons, têm três qualidades ou três defeitos consoante a perspetiva que queiram colocar. Têm, invariavelmente, coração grande. Têm a cabeça quente, o que significa que as boas pessoas têm obrigatoriamente mau feitio e falam de mais.

 

Isto foi logo ao início. Começa tão bem. É por isso que eu gosto tanto de o ouvir e ler. Desmistifica tudo. Simplifica o complicado, complicando tudo, simplificando tudo. [Fiquei muito contente, por haver alguém que dê valor a estas minhas características. ]

Os pais saudáveis têm de ter o quanto baste de autoridade. Mas a autoridade é um exercício de sabedoria, de bondade e de sentido de justiça, que faz com que um pai e uma mãe digam: “Não, porque que eu, convictamente, acho que não.”. Quem é que inventou que nós temos de explicar os nãos aos nossos filhos como se fosse um decreto? “Porque que é que tu tens de comer a sopa?” Alinea a)… É como se os pais estivessem a dizer que não e, no fim, estivessem a perguntar aos filhos: “Estive bem?”. E depois, têm de promover a autonomia dos filhos. Se os pais pegarem nestes três condimentos, não estragam os filhos. Nós educamos com bons exemplos, não é com bons conselhos. A autoridade resulta das experiências de todos os dias e, portanto, o que é que os filhos precisam mais?

 

Lá está. O “não, porque não e ponto final” é importante. Não temos que negociar tudo. Não temos que explicar tudo. Somos nós os adultos que sabemos o que é o certo e o errado. E os nossos filhos têm que sentir essa confiança em nós. Têm muitas vezes que ser capazes de o fazer sozinhos, de decidir sozinhos. Mas têm que saber, que se “houver” problema, o pai e a mãe estão lá. Mas é o pai e a mãe, que com essa autoridade, promovem a confiança. E é essa confiança que os torna autónomos. “Nós educamos com bons exemplos, não é com bons conselhos.” É tão isto. E isto é daquelas coisas que é tão óbvia, que parece difícil. Mas depois tu olhas e pensas que não é nada difícil, mas afinal até é. [E é isto que é ser pai/mãe. Sabemos como devemos fazer, mas tantas vezes não o fazemos. Mas não somos perfeitos, nem temos que ser perfeitos]

Se pudesse mandar um bocadinho, quase reabilitava a obrigação de as crianças comerem o queque a meio do recreio sem lavarem as mãos. (...) Crianças saudáveis têm obrigatoriamente de se sujar. (...) E partir pernas de vez em quando. Por uma razão simples. Nós estamos a produzir crianças tão bacteriologiamente puras que, de repente, nunca houve tantas situações imunoalergológicas como existem.

 

Esta fez lembrar-me uma amiga minha. Parecia dito por ela. [Essa é “outra”, que me ajuda tantas vezes a simplificar. A sua forma de estar, aliada a mais experiência que tem do que eu, fez com que hoje passasse a relativizar muito mais as coisas. Obrigado I.]

Era muito bom que os pais percebessem que a raiva é um ansiolítico e um antidepressivo do melhor que há. Quando nós perdemos, cerramos os dentes e dizemos assim: “Macacos me mordam se eu não vou lá para ganhar a seguir”. Isto é dos melhores fatores de crescimento das crianças, ao qual nós nem sempre abrimos a porta, porque temos medo que os nossos filhos sempre que estão um bocadinho tristes — mesmo quando são demagógicos –, isso os possa traumatizar. Não traumatiza. Eu não sei quem é que inventou esta ideia de que as crianças saudáveis não podem estar tristes, mas nós devíamos ser claros: nós nunca aprendemos a ser felizes se não aprendermos a viver com a tristeza. A tristeza é mesmo o melhor antidepressivo do mundo.

 

Pois é. Eles têm que começar logo a saber o que é a frustração. A tristeza. O “não ser tudo como eles gostariam que fosse”. Faz parte. A vida real é assim. E qual é o problema de chorar. Chorem. É assim que eles vão aprendendo a gerir as suas emoções.

“Costumo pedir — era engraçado que tivesse o logótipo do Observador por baixo — que à entrada dos jardins de infância houvesse um letreiro muito grande a dizer assim: “É proibido ensinar a ler e a escrever no jardim de infância”. Não é por vontade das educadoras — as educadoras são um enclave de saúde mental que existe no sistema educativo –, mas é pela pressão das escolas e, às vezes, pela pressão dos pais. É bom que nós tenhamos uma regra….”

 

Isto é um mal que vem desde á muito. Cada vez querem por os miúdos a fazerem as coisas mais cedo, quando eles ainda nem sequer percebem o que estão a fazer. Há tanta coisas que eles têm que aprender antes de aprenderem a ler e a escrever.

“As crianças saudáveis aprendem do todo para a parte. A escola ensina-os da parte para o todo. As crianças, quando lêem um texto, ou vêem um quadro, interpretam primeiro e lêem depois, ou se preferir, interpretam em tempo real. O que é que a escola faz? Exatamente o contrário.”

 

Eu também, já fiz o contrário muitas vezes. E no outro dia, apercebi-me exatamente disso. Quando a miúda pede para ler uma história antes de dormir. Eu só quero despachar aquilo: ler a história para ela ir dormir e pronto. E ela, às vezes, nem ouve o que eu estou a ler, porque quer fazer perguntas, quer questionar, já está a interpretar e eu erradamente a dizer, “ouve a história e já vais perceber”. Não estou assim tão errada. Isto é gerível, eu sei. As vezes é que a paciência se esgota, e eu atropelo-me toda. Ela tem que saber esperar pelas várias etapas da história e viver as mesmas. Mas também tem toda a legitimidade para fazer perguntas e interpretar a história à maneira dela. Acho delicioso que ela me pergunte, ao ouvir a história do capuchinho vermelho, “mas porque é que a mãe não foi com ela”.

Está na altura do Ministério da Educação, e já agora do sr. Presidente da República, que pode fazer um pacto de regime… eu não entendo o que é que tem de supérfluo os vários partidos sentarem-se com quem tem pensado a educação ao longo dos tempos e dizerem assim: “O que é que nós queremos da educação nos próximos 20 anos?”. Porque é que isto é atentatório daquilo que separa as opções ideológicas das pessoas? Não é. Nós temos porventura um modelo escolar que tem muito de século XIX, muitos professores que ainda estão muito mais do que eles desejariam no século XX e as crianças estão no século XIX. Como é que a educação pode funcionar assim, de maneira a que se adeque aos tempos que correm? Não se adequa. Se calhar há aqui muitos jovens jornalistas que quando chegam não são jovens jornalistas, são aristocratas. E nós dizemos assim: “Olhe, faça isso” e eles dizem assim: “Porque é que eu não fiz? Porque não me disse exatamente como é que eu havia de fazer”. O que é que se ganha com isto?

 

Isto é tudo um assunto, para o qual terei que dedicar um post inteiro. Refiro, desde já, que concordo em absoluto com o que disse.

“Se o Estado entende que as crianças têm de entrar no ensino obrigatório, e quando não vão à escola aos seis e aos sete, acendem-se não sei quantos alarmes e as crianças são consideradas em perigo, juro que não entendo como há pais a não vacinar os filhos, que os expõem a perigos em consequência disso, que põem os outros em perigo por causa das opções muito duvidosas que eles têm e que isto não tenha consequências.”

 

Pois lá está. Mais um a argumentar o óbvio. Parece óbvio para tanta gente. Não sei como não se faz nada. [Já falei deste assunto aqui no blog, por isso não me adianto mais]

Estas foram algumas das coisas que me chamaram mais atenção. Se tiverem oportunidade, dêem uma vista de olhos à entrevista. Vale a pena.






1 ano de Cá Coisas Minhas

11.05.17 | Ana

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Hoje o blog faz 1 ano. E para comemorar tal feito, temos festa hoje à noite no Lux.

Mentira. Não temos nada.

Mas o blog faz mesmo 1 ano.

Criei o blog por vários motivos. Primeiro, porque sempre adorei escrever. Tive diários desde muito jovem. Escrevinhava poemas. Cartas. Criei algumas histórias. Lembrei-me agora que uma vez cheguei a escrever algo do género da coleção “Uma Aventura…” Não sei o que fiz a isso, nem se acabei. Não tive futuro nisto da escrita, porque jeitinho jeitinho, não o tenho. É simplesmente para mim um exercício de prazer. Mas sempre fui de escrever e não mostrar. Raramente mostrava. Mas quando o fazia, agradava-me o elogio. Algo narcisista da minha parte, mas quem diz a verdade não merece castigo.

O blog surgiu nesse contexto. A minha cabeça ferve de coisas. Pensamentos. Desabafos. Parvoíces. Coisas que me acontecem, e simplesmente me apetece partilhar. 

E foi nestas circunstâncias que o blog nasceu. Aqui está. Hoje já com 1 ano.

Ao início, muito devagarinho, mais para desconhecidos. Hoje, muitos leitores do blog, são do meu círculo pessoal (o que me faz travar um bocado algumas das coisas que me apetecem escrever, confesso). E uma grande parte das visitas e leituras ao blog, vem dos utilizadores do Sapo. E são muitos. É muito gratificante verificar que já há leitores assíduos.

Pensei em fazer qualquer coisa para celebrar este aniversário. Um passatempo ou assim. Mas não me veio nada a cabeça.

Fiz uma espécie de poema. (assim um bocado para o básico)

Num dia de inspiração

Este blog nasceu

Com alguma reflexão

Por este meu Eu.

Desde então foram surgindo

Coisas que eu quer dizer

E aos poucos fui construindo

E fazendo o blog crescer

As coisas que eu partilho

São muito diversificadas

No fundo, são o meu trilho

Ou coisas que eu acho engraçadas

 

Resta-me apenas agradecer a todos. Por visitarem este blog. Por lerem as coisas que eu escrevo.

Foram 234 posts, 5099 visitas com 13267 visualizações.

 

[Continuem por aí, porque eu também vou estando por cá.]

 

Gostoso, gostoso de ver durante o festival…

10.05.17 | Ana

… é a miúda.

Foi buscar a guitarra, para dançar ao som de rock and roll quando a música assim o sugerisse. E nas músicas “baixinhas” (expressão que ela utiliza para as músicas mais calmas), é vê-la a “dançar ballet”. Com direito a vénia no final e tudo.

Claro que também fez os seus comentários a tudo o que ía assistindo: roupas, penteados, danças, etc.

[Adora espectáculo. E toda ela é espectáculo]

 

Cá coisas minhas também faz trabalhos manuais [mas não tem jeito nenhum] #03

10.05.17 | Ana

E mais uma tentativa de fazer qualquer coisa diferente feita pela dupla mãe e filha.

Desta vez, vasos.

A casa para onde fomos viver tem para lá uns vasos. Estavam em péssimo estado - sujos, sem flores, mas com muitas ervas, que entretanto já tinham secado e portanto estava tudo com um aspecto horrível [Ridículos, segundo a miúda].

A ideia inicial era só começar a por umas plantas nos vasos. Mas a miúda disse que queria por os vasos coloridos.

Assim, comprei umas tintas em spray (não faço ideia se eram as mais indicadas, mas dizia lá para trabalhos exteriores, eram baratas, e tinham as cores vivas que a miúda queria).

E assim foi. Tiramos a terra. Pintamos. Secou num instantinho. Voltamos a colocar terra, misturada com adubo, e plantamos umas sementinhas de flores. Regamos.

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Quando as flores crescerem, eu mostro.

E agora é ver o que acontece. [Convém que não me esqueça de regar].

 

 

As memórias também são isto

09.05.17 | Ana

Há sabores que nos ficam guardados nas memórias.

As favas da minha avó. Nunca mais consegui gostar de favas. Ninguém faz igual a ela.

Os queques do café do Sr. António. Ir almoçar ao Sr. António e comer uma fatia de molotov.

As pizzas da telepizza que eu e minha irmã conseguíamos convencer a minha avó a encomendar. [Eu sei que ainda há telepizza, mas já não sabem como aquelas]

A mousse instantânea de chocolate.

Uns biscoitos pequeninos chamados beijinhos [Que agora a miúda adora, mas eu nem os consigo comer]

Os bolos que o meu padrinho trazia da pastelaria onde era pasteleiro - pasteis de nata para o meu irmão e bolas de berlim para mim.

Sopa de feijão verde da avó. Que eu não gostava. Continuo a não gostar. O cheiro daquela sopa era único e ficou gravado para sempre em mim.

O bolo de chocolate da minha tia.

O pêssego em lata da outra avó.

Tantos. Não recuperáveis. Impossíveis de os igualar. Mas se fosse possível os ir buscar, certamente me trariam conforto.

As memórias também são isto. Feitas disto. E não se esquecem. Ficam guardadas ali no cantinho das coisas boas. Coisas que quando vividas, julgávamos não ter importância nenhuma. E que no presente atingem o estatuto de porto seguro.

 

Coisas da miúda #42

09.05.17 | Ana

É amorosa e portanto facilmente a desculpo por “me ter desenhado” tão “larga”.

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Na véspera do dia da mãe, antes de adormecer disse-me: “amo-te muito mãe, do fundinho do meu coração e do coração todo”. E assim que acordou no domingo, veio ter comigo à cama e disse “Feliz dia da mãe”. [Estou s er um bocadinho piegas, eu sei]

E depois deu-me esta coisinha muito gira, que segundo ela é para eu pôr os meus fios, pulseiras, ou brincos ou um baton.

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 Nota: A miúda tem mais jeitinho para pinturas do que a mãe.

 

Para começo de semana...

08.05.17 | Ana

Corrida:10,2 km | Tempo em movimento: 1:17:19 | Ritmo: 7:34/Km

... não está nada mau.

Não corri este fim de semana. Aliás, não corria desta 5ª feira. Na 5ª feira, custou-me imenso correr, não percebi o que se passava comigo, pelo que achei melhor descansar uns dias.

E fiz bem.

Hoje, levantei-me da cama e sai para correr, decidida a fazer um percurso maior.

E consegui.

Mais 200 metros do último record. [Não é muito, mas é alguma coisa].

 

Sobre o dia da mãe

07.05.17 | Ana

Fui mãe já depois dos 30, assim como praticamente todas as mulheres com as quais me relaciono. Nomeadamente, as minhas amigas.

 

Posso garantir, que todas nos tornamos mães extremosas, carinhosas, cuidadoras, presentes. A par disso, mantivemos as nossas características, personalidades e gostos: vontade de chegar mais longe na carreira, prazer em beber um copo de vinho, saídas com amigos, namorar com os companheiros. [E muito mais, é claro].

 

Conciliar isto tudo é do catano. Mas se assim não fosse, julgo que esta actividade de ser mãe não seria tão prazerosa.

 

Gostamos de nos sentir úteis. Gostamos de nos sentir bonitas. Gostamos que apreciem o nosso desempenho. Gostamos de elogios. Gostamos de ser bem sucedidas. Gostamos de ser amadas.

 

Às vezes caímos. Mas uma de nós ajuda a outra a levantar-se. E quantas vezes são as nossas pequenas crias que nos “obrigam” a levantar (ou melhor, nem nos deixam caír).

 

Sempre julguei que seria mãe mais cedo. Agora vejo que fui mãe na altura certa. Quando já sabia o que queria para a minha vida [Mais ou menos, vá, que isto é sempre assim algo que se vai construindo]. Quando tinha perto de mim uma equipa de mães/amigas/trabalhadoras para me auxiliar neste percurso.

 

A minha mãe foi mãe bem mais cedo do que eu (mais de 10 anos). Outros tempos. Isso não fez dela nem melhor nem pior mãe do que eu. Foi a minha mãe.

 

Mas ser mãe aos 20, quando ainda tudo acerca de nós próprias está por se definir, não é a mesma coisa. Porque todas nós, mães, sabemos que a partir do momento em que eles nascem, tudo muda. Todas as nossas decisões e escolhas, são pensadas em função deles. Valhe-nos, a nós, mães tardias, um pouco mais de experiência na “gestão da vida”. Já tivemos mais obstáculos, mais desilusões, mais conquistas, e por isso custa-nos menos lidar com algumas dessas decisões.

 

Um beijo enorme a todas as mães com as quais eu tenho o privilégio de partilhar esta circunstância da maternidade. Somos todas umas SUPER MÃES.

 

Coisas em introspectiva #06

04.05.17 | Ana

“Educar a educação”

É este para mim o maior desafio da maternidade.

Faz-me muita confusão ver miúdos mal criados, que não ouvem, que gritam, que respondem aos pais (e outros adultos).

E esta fase é muito difícil. É crucial.

Ela é desafiadora. Gosta de marcar posição. Quer fazer as coisas à maneira dela. E luta, luta … mesmo quando sabe que não vai levar a melhor. E eu percebo que é isto que tenho que gerir.

Sim, eu sei. Ela está a aprender a gerir as emoções. E a maneira que ela tem de descomprimir é mandar aquilo tudo cá para fora. Mas sinto, que se não tenho mão agora, isto pode resvalar de uma maneira muito complicada.

Dizer não. Marcar posição de autoridade. Por de castigo. Dizer “não grites”. Dizer “para de chorar”. Sair de ao pé dela e ouvir um choro contínuo já desespero (manipulador, será?), “oh mãe, por favor, não me deixes aqui sozinha”. Explicar o porquê do porque não. Explicar o mau daqueles comportamentos. Ralhar. Conversar. Acabar com a conversa por ali e esperar que a birra passe. E tudo junto outra vez.

Isto é esgotante.

[Adoro que ela seja assim. Um furacão. A marcar posição onde está. A dar sempre a sua opinião. Dosear as situações, é que é lixado. Lá está. Explicar-lhe, fazê-la ver que há situações em que a mãe e o pai é que sabem e ponto final.]