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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

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10.08.17 | Ana

Há coisas que nos acontecem na vida que nos deixam de tal modo transtornados que nos recusamos a “absorver” as mesmas. Porque sabemos que se aquilo entra em nós, a exteriorização daquilo que sentimos será tão forte, tão esmagadora, que não sabemos se nos conseguimos levantar.

A questão é que, a recusa de absorção das mesmas, não é nada. Porque tudo está ali. Ao de cima. Á espera de conseguir entrar.

E depois vão surgindo momentos, estímulos, que abrem a porta e “aquilo” tenta entrar.

As alternativas são: fechar depressa, lidar momentaneamente com aquilo que acabou de entrar, mas selar logo, porque senão abre outra vez; ou, deixar logo entrar tudo de vez.

Por norma, recorro sempre à primeira. Acho sempre que não tenho “tempo” para lidar com as coisas. Preciso de me manter à superfície.

Não sei, sinceramente se isto é o mais saudável. Se isto é o mais certo. Sei que me tomam ou por fria e distante, ou por forte e cheia de mim.

Às vezes é uma coisa. Outras vezes é outra.

Mas neste momento, é um medo do caraças de lidar com esta treta.

 

Este meu cão...

10.08.17 | Ana

Estávamos a jantar.

Começo a ouvir um barulho que me parecia chuva.

Digo para o meu marido: “Parece que está a chover”.

Ele ignora.

Olho para a janela, não vejo chuva.

Mas o barulho continua. Resolvo ignorar.

A campainha toca. Espreito e vejo que era a vizinha do lado.

Que será agora”, penso eu.

Chego ao portão.

Torneira da rua aberta.

Quintal cheio de água. Rua cheia de água.

Diz a vizinha “Estava a ouvir um barulho estranho e não sabia de onde vinha. Vim cá fora e vi o seu cão debaixo da torneira, aberta

Pois que este meu cão, abriu a torneira e estava a banhar-se…

 

Eu hoje estava bem era assim... #01

09.08.17 | Ana

esparralhada no sofá.jpg

Esparramada no sofá. Comando na mão. 

Ora deitando sobre o lado esquerdo.

Ora deitando sobre o lado direito.

Ora a ver uma série.

Ora a ver um programa parvo no TLC.

Ora a ver programas de culinária.

Ora a fazer zapping sem parar.

Ora a ver um filme.

Ora  demorar uns 30 minutos a procura de um filme para alugar e acabar por fazer as outras opções todas à vez.

Coisas que me acontecem #06

09.08.17 | Ana

Precisei de ir lavar o motor do carro.

Com algumas dificuldades acabei por encontrar um sítio.

Marquei por telefone. “Pode ser hoje às 18h?

Resposta: “Ok, está marcado

Eu: “E não precisa de nome, matricula, nada?"

Resposta: “Sim, sim, qual é o carro?

Disse. E eu já a pensar “Isto vai ser bom…

Lá fui.

E pronto. Enfim.

Chego lá. “Ah, sim sim… Ou não sei quantos, recolhe aí os dados da senhora

E lá vem ele: caneta e folha branca.

Ele: “...” (Não percebi o que disse, pensei "deve ser o nome")

Digo, primeiro e último nome.

Ele: “Ah, basta o primeiro

E fica a olhar para mim. Eu a olhar para ele.

Silêncio.

Até que ele diz: “O seu número de telefone?

E foi só isto, a dita recolha de dados.

Aguardei na salinha de espera.

Dona para aqui. Dona para ali.

E no fim. “Pronto, dona já está.” Diz isto, enquanto levanta a camisola para lavar a cara e vejo as calças quase ao pé dos joelhos, e os boxers, claro.

 “Quanto é?”, pergunto eu.

“20 euros.”

Adeus e obrigado.

A aldeia onde eu vivo #12

08.08.17 | Ana

Viver na aldeia também tem destas coisas.

Tendo em conta que os autocarros só passam ali 3 a 4 vezes ao dia, e apercebendo-me que uma senhora apanhava o dito às vezes às 7h15 para ir à localidade mais próxima, disse-lhe um dia destes:

Se algum dia precisar de ir de manhã, em vez de apanhar a camioneta, venha connosco. Nós de caminho passamos sempre por lá, e sempre é uma viagem que poupa. Nós saímos por volta das 07h30. Fale connosco de véspera, que nós assim nesse dia já sabemos

A senhora ficou muito agradecida.

Agora, com miúda e pai da miúda de férias, já não preciso de sair tão cedo de casa.

A semana passada, acordo um dia com a campainha.

Olho para o relógio: 06h35.

Não posso

Campainha toca outra vez.

Levanto-me.

Quem era?

A vizinha.

Diz a senhora: “Hoje pode levar-me?

Respondo: “Sim, posso. Mas hoje vou mais tarde?

Vizinha: “Mais tarde? A que horas?

Eu: “Aí, por volta das 08h15

Vizinha: “08h15? A camioneta passa as 07h15. Eu vou pensar. Se não estiver aqui é porque já fui

Eu: “OK

E voltei para a cama.

Fiquei despachada antes das 08h15. Mas tinha combinado com a senhora.

Aguardei no carro. Nada.

Eu já a pensar “Mas porquê que eu me meti nisto?

08h16 arranquei com o carro.

Sozinha.

Chego à localidade vizinha.

Entro no café. Quem lá estava? Pois. Exato.

[Quem me manda a mim ser boa pessoa, simpática e prestável]