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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Um blog generalista, onde falo sobre as minhas coisas. As coisas que me vêm à cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Um blog generalista, onde falo sobre as minhas coisas. As coisas que me vêm à cabeça.

13
Out17

Momentos e Experiências

mo·men·to

substantivo masculino

  1. Espaço pequeníssimo (mas indeterminado) de tempo.
  2. Curta duração.
  3. Lance, ocasião.
  4. Ocasião oportuna.
  5. [Mecânica] Produto de um braço de alavanca pelo peso que se lhe aplica perpendicularmente.
  6. Produto de uma força por uma distância qualquer.
  7. Produto da massa pela quantidade de movimento.

adjetivo

  1. Que faz momices.

"momento", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, 

 

ex·pe·ri·ên·ci·a |eis| ou |es|

(latim experientia, -ae, ensaio, prova, tentativa)

substantivo feminino

  1. .Ato de experimentar.
  2. Ensaio.
  3. Tentativa.
  4. Conhecimento adquirido por prática, estudos, observação, etc.; experimentação.

homem de experiência

  • Homem conhecedor das coisas da vida.

"experiência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,

 

A vida é feita de momentos.

Somos marcados por momentos.

As nossas memórias, estão cheias de momentos. Bons ou maus. Mas momentos. Que nos marcaram. Que nos tocaram. Que nos deixaram algo. Só esses é que ficam.

A nossa vida é um sucedâneo de momentos. Em nenhum, é possível fazer rewind. O que está feito, feito está. O que se viveu, não é possível viver outra vez. Apenas relembrar. Recordar aqueles momentos.

 

E experiências.

A vida é vivida por experiências.

Umas boas. Outras más. Mas experiências.

Umas marcam. Essas nós arrumamos no campo das memórias, nos momentos.

Outras, nem por isso. Ficam na mente a vaguear, e costumam desaparecer.

 

Nós somos o quê?

Aquilo que somos num dado momento?

Ou

O somatório daquilo que acumulamos com as nossas experiências?

Sei que todos (ou quase todos) apontam para a segunda hipótese.

No entanto, é muitas vezes aquilo que somos num dado momento que fica como sendo nós. [E nem estou a falar das primeiras impressões].

Às vezes um momento, é tudo quanto baste para apagar da mente todas as experiências que se tem com aquela pessoa. Quer num sentido positivo, como negativo.

 

Por isso pergunto, o que é mais forte: o momento ou a experiência?



10
Out17

"Parental Guidance" | Filme

Apanhei este filme ontem, enquanto fazia zapping pela tv.

Hilariante.

Há muito tempo que não me ria tanto a ver tv.

A forma como ridicularizam estas "manias" todas da "educação moderna", é muito divertido.

Muito divertido, mesmo.

Não quero com isto fazer uma crítica à parentalidade positiva, nem nada que se pareça.

Cada um faz o melhor que pode, com aquilo que considera ser o mais correcto.

A questão é que muitas vezes, com tantos cuidados as pessoas esquecem-se que as crianças são CRIANÇAS.

09
Out17

Coisas em introspectiva #10

Desde sempre que gostei de “conversar” comigo própria.

De desabafar. Reflectir sobre as mais diversas coisas. Em voz alta. Sozinha.

Manias.

A questão é que desde sempre me considerei a minha melhor conselheira. Hoje em dia, já tenho as “minhas pessoas” a quem recorro em algumas situações.

Mas há situações (muitas) em que o que me interessa mesmo é apenas e só a minha opinião. E nessas alturas “falo” comigo própria.

Também me acontece às vezes, estar num grupo onde todos falam/debatem/partilham opiniões sobre um dado assunto, e eu apesar de não verbalizar nada, dou por mim a fazer essa mesma conversa mentalmente comigo própria.

Isto é o quê? Timidez? Arrogancia?

Há quem me considere uma coisa. Há quem me considere outra.

Há quem ainda me julge muito independente e “senhora das minhas opiniões”.

Há também quem ache “que tenho a mania”.

Sei que não é nada disto.

Mas também não sei bem porque sou assim.

O que eu sei é que isto me ajuda a raciocinar. A ver as coisas sobre várias perspectivas. A simplificar. A não me deixar ir na onda dos outros.

 

04
Out17

Animais: Estes são os meus

Hoje é dia mundial do animal.

E estes são os meus.

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Churchil e Fidel

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Ringo (que já tem o mais do triplo do tamanho)

Gostas muito de animais? Pensam todos.

Só que não. Gosto muito pouco, até.

Mas estes, ADORO. São meus. Afeiçoei-me

Então, mas como é que uma pessoa que não gosta de animais, tem animais?

Eis a história.

A minha irmã, adora cães e gatos (e eles a ela).

Por iniciativa dela, sempre houve gatos em casa dos meus pais. Por “gatos”, entenda-se vários, mas um de cada vez, porque mais tarde ou mais cedo, iam dar uma volta e não voltavam.

Quando fui viver com o meu marido, ele que sempre teve um cão, dizia-me a toda a hora “temos que ter um animal”. Eu não queria. Tentámos um cão. Não correu bem. Ao fim, de muita insistência, concordei com um gato (mal por mal, a gatos já estava habituada). E o Churchill veio para nossa casa.

Passado uns meses “este gato, precisa de um maninho”, dizia ele. E eu respondia:  “Estás doido”. “Mas ele precisa de companhia”. “Estás doido”. Uma colega minha disse-me que ao pé da casa dela, havia um gatinho bebé na rua. Contei-lhe. Fomos buscá-lo. E chegou o Fidel. Mal cabia na palma da nossa mão.

Mudámos de casa (várias vezes). E os gatos, acompanharam-nos.

O ano passado fomos viver para o campo. E a ideia “devíamos ter um cão”, voltou. Tanto insistiu, tanto institu, que lá tratamos disso. Chegou o Ringo.

E consegues viver bem com isso?

Sim, consigo. Com regras. Com espaços bem definidos. Sem “misturas” em coisas essenciais (dormir no mesmo quarto que eu, nunca), tudo tranquilo. Trato deles. Dou-lhes afecto. E consigo sentir neles uma imensa gratidão/amizade/amor por mim, que só é possível ver nos animais.

Ah, então gostas de animais? Não. Só dos meus.

 

04
Out17

Por estes dias [desabafos, só desabafos de quem vem irritado]

Tem estado muito trânsito.

Toda a gente que anda de carro todos os dias, com certeza já se apercebeu disso.

Ah e tal, é sempre assim, quando começam as aulas. Sim, Mas não. Este ano, está muito mais do que o costume. É surreal.

Já tentei sair de casa mais cedo. Não tive sorte em nenhuma delas.

Até cheguei foi mais tarde. Muito trânsito (já disse?). Acidentes. Carros avariados. (No outro dia, contei 8 situações de carros avariados e/ou acidentados). Ou simplesmente, muitos carros a andar, o que faz com que se ande mais devagar.

Ontem, no trânsito, reflecti sobre esta temática. E cheguei à seguinte conclusão: Pois claro, isto está pior, não é só impressão minha. É porque a crise acabou (dizem os entendidos). E agora há mais gente que largou os transportes públicos, e vai de ir de carro para todo o lado.

E isto anda a irritar-me assim um bocado. É muita chatice logo para começar o dia.

Também é verdade, que a rede de transportes públicos, é o que é. Eu, em trabalhando no centro de Lisboa, não vinha de carro de certeza. Mas para apanhar 3 transportes, e demorar umas 3h a chegar ao trabalho, não é opção. Em minha defesa, alego ainda, que nós vimos os três e voltamos os três, pelo que no nosso caso, sai mais barato o carro do que os transportes.

Bom, mas hoje então, foi pior. E porquê? Porque “fui contra” uma mota. De repente, só vejo uma mota a atravessar-se à minha frente e eu a travar com toda a força.

Um treta. Apanhei um camadão de nervos. Sorte a minha, que a miúda já estava entregue na escola.

Não houve chatices maiores. Entendemo-nos calmamente e ninguém se magoou a sério.

Mas é chato. Estou farta destas confusões. É muito carro, senhores (e motas ).

Como é que resolvemos isto?