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Tudo a postos. Meia Maratona.

por Ana, em 30.11.17

Kit levantado. Domingo lá estarei. Meia maratona dos descobrimentos. É possivel que só termine os 21 km lá para o final do dia. Ou até que nem consiga chegar ao fim. Mas quero pelo menos experimentar. Quero muito fazer isto. Vamos ver como corre.

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Moca

por Ana, em 29.11.17

Não sei se da constipação. Não sei se dos Ilvicos que tomei ontem á noite. Só sei que não me apetece mexer ou falar. Está bonito, isto.

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O dia.

por Ana, em 28.11.17

O dia em que a M. nasceu

Apesar de durante a minha gravidez terem acontecido à minha volta coisas que à maior parte das pessoas não acontecem e das quais não vale a pena falar, eu tive uma gravidez muito tranquila.

Desconfiei que estava grávida apenas com um dia de atraso. Já andava a “tentar” a algum tempo, mas no dia certo, lá surgia o indicador de que ainda não era desta. Pelo que, assim que percebi que estava com atraso, fui á farmácia comprar um teste. A senhora da farmácia explicou que, havendo pouco atraso, o mais seguro era fazer com a 1ª urina da manhã. Eram 11h. Tinha que esperar para o dia seguinte.

Esperei.

Acordei no outro dia por volta das 5h. Levantei-me e fui à casa de banho. Deu positivo. A felicidade que senti foi igual à de muita gente, não preciso de a relatar.

Acordei o meu marido dizendo apenas: deu positivo.

Não foi fácil voltarmos a adormecer.

Como disse de início, a partir daí tudo tranquilo.

Apenas: enjoos durante todo o primeiro trimestre e muita azia no último trimestre. De resto, tudo tranquilo.

Fiz um barrigão enorme.

Ás 40 semanas, nada de criança. Fui ter com a médica às urgências alguns dias depois das 40 semanas, para me induzir o parto.

Lá estive o dia todo. Nada acontecia. Dilatação zero. Não vou contar os pormenores durante essas horas, porque para quem já passou pelo mesmo não é novidade e para quem ainda não passou, não interessa saber.

Às tantas decidem que tinha que ser cesariana. Já passava da meia noite quando entrei no bloco. Sozinha, sem o meu marido.

Ia cheia de medo. Sempre fui muito medricas. Nunca tinha sentido dor no verdadeiro sentido do termo. Pelo que ía mesmo em choque. Depois da epidural, lá acalmei e o médico fez o que tinha a fazer.

Quando vi a minha filha a sair de mim… Ainda hoje não consigo explicar muito bem todo aquele misto de sentimentos.

Mas lembro-me muito bem de de a estarem a limpar e vestir e eu estar a olhar para ela e dizia sem parar “ela é tão linda…”

Nasceu no dia 21 de dezembro de 2012. Foi o melhor presente que a vida me deu.

Ás vezes estou chateada com a vida, e com as partidas que esta me tem pregado. Irritada comigo, irritada com o meu marido, com as nossas coisas. Mas depois dá-me aqueles segundos em que penso “caramba, se nós conseguimos criar este ser é porque somos muito bons”.

Ela agarrou-se a mim. Eu agarrei-me a ela.

Eu....

Eu nunca mais fui a mesma desde que ela está por cá.



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Segunda-feira

por Ana, em 27.11.17

A segunda-feira é fixe.

 

Ok.

 

Eu digo a verdade.

 

A segunda-feira é fixe quando se está de férias.

 

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E eu estou. 

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Falta 1 semana....

por Ana, em 26.11.17

E hoje foram mais 12,6 km.

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Passado no Presente

por Ana, em 25.11.17

Procuramos sempre aquilo que nos faz feliz. Temos, na nossa história, as nossas memórias. Um cheiro que nos recorda algo, faz-me inspirar bem forte. Viver um hábito de alguém que nos fez tão feliz, relembra-me de quem sou. Cozinhar um prato que alguém fazia na perfeição, enche-me de saudade boa. Saber que esse prato vai fazer a minha miúda feliz, deixa-me tranquila e cheia de amor.

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Sábado

por Ana, em 25.11.17

São 10h. Já fui com a miúda á pastelaria tomar o pequeno almoço (miminho especial para ela). Compramos bolachinhas para o lanche da manhã (que já foram). Fomos ao talho. (O senhor dividiu-me todas as doses já em sacos). Já arrumei a carne. Já pus roupa a lavar. Miúda está no quarto. Eu já no sofá: café e comando. Hum... "Sabe a conforto".

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Gostava...

por Ana, em 24.11.17

Gostava de ser um pássaro.

Ser livre de voar, para onde e quando me apetecesse.

Gostava de ser um leão.

Ser o rei da selva. O animal mais temido por todos.

Gostava de ser um macaco.

Saltar de galho em galho.

Gostava de ser um gato.

Dormir sempre que me apetecesse.

Gostava de ser um urso.

Assustar quem quero afastar da frente.

Gostava de ser uma toupeira.

Para andar com a cabeça debaixo da terra.

 

Gostava de ser capaz de simplificar a vida como os animais fazem.

 

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Agora é que é.

por Ana, em 23.11.17

Lembram-se deste post?

Desta vez vai ser.

Brevemente.

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Às vezes não dá

por Ana, em 22.11.17

Há dias que acordo antes das 5h da manhã e vou correr. Às vezes não dá.

Há dias em que estou super motivada e cheia de ideias boas.  Às vezes não dá.

Há fins de semana em que faço múltiplas coisas: organizo a casa, roupa, comida, passeio, brinco, deito-me no sofá. Às vezes não dá.

Há semanas em que consigo ter tudo orientadinho ao minuto. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo sorrir genuinamente. Às vezes não dá.

Há dias que me sinto grata por tudo aquilo que tenho. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo antecipar uma birra da miúda e evitar a mesma. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo ignorar o choro da birra da miúda e perceber que aquilo é só cansaço. Às vezes não dá.

Há dias em que me sinto bem na minha pele. Às vezes não dá.

Há dias em que acordo cheia de energia. Às vezes não dá.

Há dias em que gostava de me levantar da cama e ir directa para o sofá e lá ficar até a energia surgir. Mas tantas vezes não dá.

Há dias em que me comparo com aquilo que já fui e fico substancialmente satisfeita com a diferença. Às vezes não dá.

Há dias em que consigo encontrar-me e ser apenas Eu. Mas tantas vezes não dá.

Há dias em que planeio uma viagem. Mas depois concluo que não dá.

Há dias em que todas estas coisas dão. Mas outros tantos, em que não dá.



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