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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Era uma vez uma menina

12.12.17 | Ana

Era uma vez uma menina.

Uma menina que gostava de brincar sozinha.

Uma menina que ouvia o que os outros diziam, e mesmo não concordando deixava-se estar na dela.

 

Era uma vez uma menina.

Uma menina que se relacionava com outros meninos, que viviam a vida de forma diferente.

Uma menina que queria mais do que tinha, mas nunca confrontava os outros com isso.

 

Era uma vez uma menina.

Uma menina que às vezes recebia coisas que não pedia.

Uma menina que queria algumas coisas e pedia por elas.

 

Era uma vez uma menina.

Uma menina que tinha irmãos.

Uma menina que tinha amigos.

Uma menina com uma infância cheia de afectos e brincadeiras.

 

Era uma vez uma menina.

Uma menina que viveu coisas que só ela sabe.

Uma menina que sentiu coisas que ela guardou.

 

Era uma vez uma menina.

Uma menina que poucos conheceram a sua essência.

Uma menina que sentiu o olhar de afeto de outros que perceberam realmente como ela era.

 

Era uma vez menina que se tornou numa mulher.

Mas sobre ela, falarei noutra altura.

 

[Essa menina, era eu]

 

Coisas diversas.

11.12.17 | Ana

O fim de semana foi porreiro.

Tranquilo. Sem muita agitação. Mas em bom.

A miúda foi a uma festa de aniversário de uma amiga que ela gosta imenso.

Eu jantei com uma amiga de quem gosto imenso.

Fiz um bolo que ficou bom. [Isto não acontece assim muitas vezes. São mais as vezes que ficam mal]

Passamos a manhã de Domingo em Sintra, no Reino do Natal.

[E ainda houve tempo para tratar de roupa, comidas e limpezas. Mas isso não interessa nada]

Não corri. 

 

Lá na aldeia, a tempestade não fez grandes estragos.

O estendal do vizinho, foi a vida.

O caixote do lixo estava deitado abaixo.

Na minha casa, apenas o tapete da cozinha junto à porta ficou encharcado em baixo. Pelos vistos, o vento estava contra a porta e entrou água lá por baixo.

 

De resto, tudo tranquilo.

 

Esta noite foi realmente diferente.

O vento era muito forte.

Não me lembro alguma vez, ter visto algo assim.

Mas já passou.

 

Pensava que ia amanhecer um dia muito frio. Mas até não. Só o vento.

 

Do trânsito matinal, também não me posso queixar, porque consegui chegar a horas ao trabalho. [Desde que comecei a usar o google maps para me dar o percurso mais rápido, a minha vida ficou mais facilitada. Recomendo]

 

Por isso.

Cá estamos.

Para mais uma semana.

Desta vez completa.

 

Adoro isto.

10.12.17 | Ana

Adoro isto.

Escrever.

Escrever no blog.

Gosto desta forma de me exprimir.

Gosto de pensar numa ideia. E escrever sobre ela.

Escrever, para mim, sempre foi uma forma de pensar.

Coisas parvas que às vezes me vêem à cabeça.

Lembranças que recordo, e que fico com vontade de as reviver pela escrita.

Episódios que vou vivendo.

Palavras que nunca chego a dizer.

Por aqui, vou escrevendo a minha história.

Adoro isto.

Sintra - Reino do Natal

10.12.17 | Ana

Fomos ao Reino do Natal, em Sintra. Recomendo. Muito bem decorado. Muitas atividades. Caça ao tesouro. Desenhos. Trampolim. Pinturas Faciais. Jogos. Fadas. Duendes. Presépio. Trenó. E claro está, a casa do Pai Natal. Um sitio mágico que deixa qualquer criança com um sorriso de orelha a orelha.

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Eu era aquela pessoa

07.12.17 | Ana

Eu era aquela pessoa…

… que dizia: “Eu? Andar de um lado para o outro, com os filhos para fazerem atividades? Nunca. Era o que mais faltava. Só vão, quando conseguirem ir pelo próprio pé”.

Tão parvinha que eu era.

[Mesmo assim, em minha defesa explico: só “andamos” em coisas que encaixam nos nossos horários/vidas]

 

Eu era aquela pessoa…

… que dizia: “Quero lá saber quando é que vai chover? Lavo a roupa quando me der jeito

Que boa vida que eu tinha.

[Agora se queres roupa todos os dias para vestir e vestir a restante família, é melhor que planeies mulher]

 

Eu era aquela pessoa…

… que adorava passar o fim de semana deitada no sofá com o comando na mão.

Continuo a querer ser.

[Mas não me deixam]

 

Eu era aquela pessoa…

… que comprava os presentes de Natal depois do dia 20 de dezembro e todos no mesmo dia e sítio.

Este ano não fui.

[É que descobri, que planeando e estando atenta às promoções, consegue-se poupar. Ganhei juízo]

 

Eu era aquela pessoa…

… que detestava as aulas de educação física.

Agora corro uma meia maratona.

[Mas o exercício físico no geral, continua a ser coisa que não me interessa muito]

 

Eu era aquela pessoa…

… que fazia tudo pelos outros e estava muitas vezes em sítios onde não me apetecia estar.

Agora só vou quando quero.

[Embora, por vezes, continue a fazer algumas coisas que preferia não fazer, mas das quais não dá para fugir]

 

Eu era aquela pessoa…

… que detestava conversas de circunstância e muito “fechada a gente desconhecida”

Agora percebo que há situações em que é melhor me começar a “enturmar”, pois há muito informação valiosa nos grupos informais.

[Embora, continue a passar muitas vezes por antipática. A verdade é que só sou simpática quando quero e com quem quero.]

 

Eu era muitas coisas que deixei de ser.

Eu sou hoje muitas coisas que nunca fui.

É verdade que tenho um feitio muito peculiar e que não é bem aceite por todos.

Mas uma coisa é certa: percebo muitas vezes que há coisas que preciso de mudar e chego cada vez mais vezes à conclusão que há coisas com as quais não vale a pena eu me preocupar.

E há ainda muitas coisas que tive que obrigatoriamente mudar, porque deixei de ser responsável apenas pela minha pessoa.



Coisinhas chatinhas.

07.12.17 | Ana

Está frio.

Muito frio.

[Sim, isto também é um post sobre o frio]

Desculpem lá, mas é que isto custa.

 

Custa a sair da cama. Correr? Esquece. É que nem tenho tentado.

 

O mau feitio matinal da miúda, ainda fica mais aguçado.

"Tenho sono".

"Tenho frio.

"Não quero acordar".

"Não quero vestir esta roupa".

 

Eu, como não tenho corrido de manã, ando sem energia. Sem vontade para nada. 

Passo o dia a pensar no momento em que chego ao sofá.

 

Andamos todos enchoriçados. Cheios de camisolas e casacos.

Mal nos conseguimos mexer.

Enfim.

Coisas chatas.

 

O mais difícil não é errar

06.12.17 | Ana

O mais difícil não é o erro.

O mais difícil é aquilo que se perde por termos errado.

Aquilo que deixamos de viver, enquanto vivíamos o erro.

As pessoas que perdemos, pelo erro que cometemos.

As qualidades que se nos desaparecem, com o erro.

Aquilo que deixamos de ser.

Aquilo que deixamos de ter.

 

Não é possível voltar atrás no tempo. Nem reescrever a nossa história.

O que não tem remédio, remediado está”.

É o que se diz.

Mas nunca é o que se sente.

 

Com quem eu cresci

05.12.17 | Ana

Fui criada pelos meu avós.

Passo a explicar.

Tenho um irmão e uma irmã.

Sou a filha mais velha.

Sou a neta mais velha.

Chamo-me Ana, porque era assim que a minha avó se chamava.

Não há filhos preferidos. Não há netos preferidos.

Mas eu sempre soube que era a neta preferida a minha avó.

A primeira neta.

Segundo a minha mãe conta, desde sempre tivemos uma relação muito próxima. A minha avó queria-me sempre junto a ela.

Lembro-me de ser pequena, e pedir muitas vezes para ir dormir a casa da minha avó.

A minha mãe deixava.

As casas eram muito próximas uma da outra.

Como já referi, éramos três. E dormíamos os três no mesmo quarto.

Um dia, tinha eu 7 anos, pedi a minha mãe para ir viver para casa dos meus avós.

O pedido foi autorizado.

Acho que a minha mãe julgava sinceramente que isto era só uma coisa que eu estava a pensar.

Mas eu quis. Pedi. E fui.

Lembro-me perfeitamente do dia em que fui.

Pus as minhas coisas num saco e fui.

E passei a viver com os meus avós.

Estava na mesma com os meus irmãos grande parte do dia. Até porque quando a minha mãe estava a trabalhar, era com a minha avó que eles ficavam.

E via a minha mãe todos os dias.

Não foi por isso menos presente. Esteve sempre comigo quando foi preciso estar. Ía as reuniões a escola. Levou-me muitas vezes à escola e foi-me buscar outras tantas. Todas as consultas eram com ela. Para todos os efeitos, era ela que tinha a autoridade e que decidia o que havia a decidir.

No entanto, foi na casa dos meus avós que criei o meu ninho.

Não sei muito bem porque o fiz. Não tinha idade suficiente para entender. Talvez porque sentia que precisava de atenção só para mim. Ou porque, lá está, sempre tive uma relação muito próxima com a minha avó.

Foi com a minha avó que senti o que era o amor incondicional.

Aquela mulher era tudo para mim.

Eu era tudo para ela.

Mesmo em adolescente, quando me irritava os modos/costumes da minha avó que não percebia nada do que eu julgava ser necessário ela perceber, rapidamente encontrei as minhas técnicas pessoais para lidar com isso.

Sei que tive muito mimo vindo dali.

Mas sinto também, que por estar com eles, eles mais idosos e aos poucos a precisarem mais de de mim, cresci mais depressa por ter vivido com eles.

Foram eles que me deram as bases para ser a pessoa que hoje sou.