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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Os meus gatos

18.04.18 | Ana

Tenho dois gatos.

Ambos pretos.

 

Um é um gato "anão".

Pequenino e magrinho.

É o gato de sonho de qualquer pessoa.

Quer é colinho. E como é leve, não chateia.

Dêem-lhe um router e ele é feliz. É lá que passa a maior parte do dia.

A menos que haja sol. Se houver sol, ele deita-se ao sol.

Mas mesmo assim, acho que prefere dormir no router.

Desde que o temos já vivemos em três casas. 

Já mudamos de operador de telecomunicações alguma vezes.

O sítio dele continua a ser o mesmo: o router.

Este gato chama-se Churchill.

 

O outro é um gato "a séria".

Rechonchudo.

Foi para nossa casa ainda muito bebé.

Resultado: acha que sou a mãe dele. 

Cada vez que eu ando, ele anda a minha frente. A miar.

É um gato a séria, como disse.

Detesta mudanças. As mudanças de casa foram sempre muito complicadas.

Estranha tudo o que é diferente.

Estranha pessoas que não conhece. Esconde-se e nunca mais aparece. [Agora já menos]

Adora estender-se ao sol.

Adora apanhar moscas.

Este gato chama-se Fidel.

 

Ontem, depois de deitar a miúda, deitei-me eu também.

A ideia era ler um pouco.

Fechei a porta do quarto. [Gosto muito dos meus gatos, mas cada um no seu sítio e lá em casa não se partilham camas com animais]

Mas comecei a ouvir bzzzzzzz.

Olhei para o candeeiro e lá andava uma mosca enorme.

Reclamei.

Marido fez-se de surdo.

Reclamei de novo.

Nada.

Levantei-me.

Saí do quarto e apaguei a luz do quarto.

Fui para a sala.

E a mosca também.

E o Fidel entrou em acção.

Não descansou enquanto não a apanhou.

Depois de a apanhar, comeu-a.

E de seguida, foi beber água.

E eu?

Eu fui dormir, porque o "caminho já estava limpo".

[Satisfeitíssima com o trabalho da minha "fera"]

 

Noite atribulada: pós-prova

16.04.18 | Ana

Tinha dormido pouco de Sábado para Domingo.

Corri 20 km na manhã de Domingo.

Com chuva, muita chuva.

 

Cheguei a casa, tomei banho. Almocei. Fui buscar a miúda. E seguimos para casa de uns amigos para ver o Benfica perder ao Porto.

Achei (TOTÓ) que como tinha corrido tanto, podia comer o que me apetecia.

Muito petisco. Tudo muito bom. Eu mal me conseguia mexer. Por isso, sentada comi...

 

Chegamos cedo a casa.

Eu só queria dormir.

Já fui para a cama mal disposta.

Mas eu pensei: "adormeço e fico bem".

Pois, mas não.

Até as 02h, sempre a acordar. Mal disposta.

Até que se tornou insuportável.

Calor. Frio. Cólicas. Só tinha vontade de chorar.

Poupo-vos aos pormenores, mas foi mau.

Bebi chá.

E adormeci.

 

As 06h15 tocou o despertador.

 

[Hoje, assim que entrei no gabinete, perguntaram-me o que é que eu tinha]

Noite atribulada: pré-prova.

16.04.18 | Ana

No domingo tinha que me levantar cedo.

Tinha uma corrida a iniciar as 9h no Estoril e tinha que sair cedo de casa.

Mais. Uma vez que ía correr 20 km, era conveniente que dormisse muito e bem.

Vi  os dois primeiros episódios da série "Mecanismo" e apesar de ter muita vontade de ver mais, tinha que ir dormir.

E fui.

Eram umas 23h e picos.

 

Por volta das 23h30 o cão ladrava cá fora no quintal.

Muito.

Marido espreitou pela janela e não conseguiu ver nada.

Foi lá fora.

Passado uns minutos vem dizer-me: "Está um porco espinho no quintal, e o Ringo não para da ladrar para ele" 

Marido, fecha o cão.

E aguarda que porco espinho vá a vida dele.

Marido solta o cão e vai dormir.

 

As 02h e picos...

Ringo ladrava furiosamente.

Lá foi o marido.

O porco espinho tinha voltado.

Cão ficou fechado o resto da noite.

 

As 06h... Despertador toca.

20 km Estoril-Belém

16.04.18 | Ana

Foi ontem.

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Não foi fácil.

Mas também não foi difícil.

 

Tive uma noite atribulada. [Terei que falar disso]

06h00 toca o despertador.

Não me levantei logo.

Resisti.

Mas lá consegui.

Assim que olho para a rua, um desconsolo. Chuva.

Depois de um sábado lindo, não era justo.

 

Saí de casa já passava das 07h.

Deixei o carro em Algés e apanhei o comboio para o Estoril.

Cheguei ao Estoril já muito perto do início da prova.

Mas precisava de ir a um WC. 

Entrei num café.

Pela primeira vez constato que a fila do WC masculino era MUITO maior que a do WC feminino.

Não havia muitas mulheres nesta prova. 

O meu aquecimento, foi ir a correr para a "partida" porque já estava em cima da hora.

 

Começou a chover logo no início.

Ao km 4 eu já estava encharcada.

A partir do km 6 começou a parar de chover.

No km 14 a chuva voltou e já não parou mais.

Também no km 14, uma subida. Nem queria acreditar quando a vi. Olhei ao longe e vi que cerca de 95% das pessoas estava  a andar.

A minha cara deve ter sido tão má, que um senhor olhou para mim e disse "respira na subida, é curta, depois é a descer".

E foi o que fiz.

Fiz a subida a correr, e a levar com vento e chuva na cara.

Mas foi rápido.

A seguir ao km 15 uma descida enorme.

Ao km 16 eu estava eufórica e acelerei.

 

Terminei em menos de 02h10 (era o meu tempo limite).

Completamente encharcada.

Mas feliz.

Verdade ou Mentira

16.04.18 | Ana

Alguns destes factos são verdade e outros são mentira.

 

  1. Não sei nadar
  2. Já parti um braço
  3. Não gosto de cerejas
  4. Já fui ao Brasil
  5. Sou loura
  6. Conheci o amor da minha vida num encontro internacional de fitness
  7. Uso óculos
  8. Tenho 38 anos
  9. Devolvi um animal
  10. Pastoreei uma ovelha
  11. Sou simpatizante do FCP
  12. Candidatei-me a um prémio de literatura
  13. Trabalhei num restaurante
  14. Fui vegetariana durante um mês
  15. Vivi no centro de Lisboa
  16. Tive uma osga no cabelo
  17. Andei de metro com a irmã de uma figura pública
  18. Nunca andei de avião
  19. Já saltei de para-quedas
  20. Tenho fobia de ratos

Quem acerta?

 

[Amanhã, publico as respostas]

 

Histórias dos outros

14.04.18 | Ana

Imaginem alguém que foi vitima de maus tratos.

Que teve um filho desse relacionamento.

E que saiu de casa com o filho, para o criar sozinha.

 

Imaginem que esse alguém, também não teve o apoio da mãe.

Sendo também sujeita a maus tratos, sejam verbais, sejam de que natureza for.

E o filho, também ouve.

 

Imaginem que esse alguém vive com o filho sozinha. O cria sozinha. Com as dificuldades todas que isso acarreta.

Esta criança não sabe o que é ser pai. Atribui a expressão pai uma conotação negativa.

 

Esse alguém, um dia encontra outra alguém.

Parece um príncipe.

Almas gémeas.

Afinal o amor existe.

E vão viver juntos.

E o filho até pede para chamar pai.

 

Esse príncipe, aos poucos vai se revelando um sapo.

Mentiras.

Maus tratos verbais.

Discussões.

 

Seria de esperar que ela estaria atenta. Perceberia os sinais. Seria capaz de por um ponto final logo no início. Afinal ela até criou o filho sozinha.

Pois, mas o problema é que ela nunca soube o que era a vida de outra maneira. Até consegue encontrar justificações para os actos dele.

Onde isto vai acabar? Todos sabemos.

 

Esta é apenas uma história igual a tantas outras. Todos sabemos o final.

As próprias pessoas envolvidas na teia, sabem. Mas não querem. Desejam tanto que seja diferente, que ficam numa teia difícil de sair.

 

É mais fácil julgar e dizer "comigo nunca". 

Mas as histórias dos outros, são mesmo isso. A história dos outros. E só quem vive a sua história, faz o que faz com a sua história.

 

Queria eu que ela e tantas outras dissesse basta, logo ao primeiro sinal.