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Coisas da miúda #56

por Ana, em 11.09.18

Todas as noites, a M. escolhe uma história para eu ler antes de dormir.

Escolheu o capuchinho vermelho (pela milésima vez).

Li.

A história acaba dizendo "e a menina aprendeu uma grande lição: não se deve falar com estranhos"

E eu aproveito a deixa, para lhe fazer uns alertas.

"Tu conheces os amigos e amigas todos do pai e da mãe, não conheces?"

"Sim" [E já ia começar a dizer os nomes todos]

"E também sabes bem bem quem são os teus tios e tias, certo?"

"Sim".

"Então, mesmo que alguém vá falar contigo dizendo que é amigo do pai ou da mãe, ou tio ou tia, se tu não conheces não falas. Se não conheces é estranho, e com estranhos não falas"

"Sim"

Levanto-me e vou arrumar o livro na estante.

E ouço ela "muito menos se for um animal selvagem"

 

[]

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Lesley Pearse | Uma Mulher em Fuga

por Ana, em 11.09.18

images.jpg

Mais um.

Daqueles que começamos a ler e não conseguimos mais parar.

Gostei imenso.

Uma história de vida (ainda que neste caso, ficção).

 

"

SINOPSE

Sob o olhar negligente do pai, Rosie definha na quinta onde vive. Sujeita aos maus-tratos dos meios-irmãos, Seth e Norman, e sem uma mãe para a proteger (há muito que desapareceu), a sua vida é dura e solitária. Mas no dia em que chega a governanta, Heather Farley, tudo parece mudar. Heather depressa se torna uma amiga… e até uma mãe…
Mas a alegria revela-se passageira, pois Heather desaparece misteriosamente, deixando para trás o filho, Alan, e frustrando todas as esperanças de Rosie num futuro melhor. Mas só quando o irmão de Heather, Thomas, aparece na quinta é que Rosie descobre a terrível verdade sobre a sua própria família… e finalmente ganha coragem para fugir. Mas o mundo que a espera lá fora, infelizmente, não é menos cruel. De Bristol ao Sussex, do Sussex a Londres - Rosie tudo faz para dar um novo rumo à sua vida. Mas será ela capaz de escapar à fúria vingativa de Seth?"

https://www.wook.pt/livro/uma-mulher-em-fuga-lesley-pearse/19675860 

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O dia amanheceu escuro.

De manhã, até choveu.

E eu pensei "pode manter-se assim, fica mais fresquinho".

Mas à tarde, o sol apareceu.

O calor instalou-se.

No entanto, a corrida começou as 17h.

O calor não foi de todo o meu maior problema.

 

Cheguei a São João das Lampas por volta das 16h.

Já estava muito gente, mas ainda havia sítio para estacionar.

Os parques para deixar o carro estavam todos sinalizados.

Boa organização.

Deixei o meu logo no primeiro parque, para despachar o assunto.

E lá fui eu.

Ainda me lembrei de ir para a fila do WC a tempo. Não estava ainda muita gente.

As 16h40 comecei a fazer exercícios de aquecimento.

Quando começou a contagem decrescente, toda eu era ânimo.

 

17h00. Partida.

Muita gente a gritar palavras de encorajamento.

E lá fui eu.

Até ao km 6, toda feliz e contente.

Abrandei na primeira subida, mas ainda estava fresca e consegui subir toda a correr.

Ainda ultrapassei alguns, que nesta primeira subida já estavam a caminhar.

Depois uma grande descida.

Muito bom.

Um senhor a tirar fotografias a quem eu disse "tire sempre fotos nas descidas".

 

E cheguei ao km 6.

A maior subida de todas.

E começou o horror.

Corri metade.

Subi o restante a caminhar.

 

Chega um senhor ao pé de mim, com 75 anos.

Acompanhou-me durante alguns kms.

Confundiu-me com a sua irmã (disse-me ele). ["Estou mesmo com bom aspecto", pensei eu]

Contou-me que a primeira vez que correu aquela prova foi em 1988.

E todos os anos lá ia ele.

Teve que parar há 4 anos. Teve leucemia.

Voltou a correr na semana anterior.

E foi fazer a prova, mesmo sem se inscrever. "Para ver o que ainda aguento", disse-me ele.

Ele parava para conversar com as pessoas.

Sempre bem disposto. 75 anos, repito. E bem mais animado do que eu.

Um boost de boa disposição para mim. Veio mesmo a calhar.

As tantas perdi-o.

 

Muitas pessoas a assistir a prova, em todas as aldeias.

Incentivando.

Brincando.

Cheguei a ver mangueiras ligadas para a rua, para quem se quisesse refrescar.

 

Depois de conseguir recuperar da primeira grande subida, ao km 10 aparece outra.

Lá fui eu, caminhando e correndo.

 

Em "sofrimento" até ao km 13.

Aqui dá uma vontade de largar tudo.

Porque aos 13 km, passamos pela meta, onde quem se inscreveu apenas nos 13 km, termina ali.

Não desisti.

Mas vi muitos a avançar e depois a desistir.

A partir daí, menos gente.

Quer a correr, quer a assistir.

Torna-se mais duro.

 

Ao km 15 outra subida de fugir.

As forças a desaparecerem.

 

Ao km 17 mais uma subida bem longa.

 

Foi a partir do km 19, que começamos a descer.

As pernas já pesavam. Muito.

Mas a partir daí, foi sempre a correr até a meta.

Meta onde cheguei a chorar.

Uma senhora deu-me uma rosa.

Vejo o meu marido e a minha filha, a minha espera.

Emoção.

Aflição.

Alívio.

Tudo junto.

Foi horrível.

E foi tão bom.

 

02h22. 21 km.

O meu pior tempo de sempre.

A certeza, durante a prova, que não estava preparada para aquilo.

Não fiquei em último. O último fez em 02h38.

Mas eu queria pelo menos fazer abaixo das 02h15.

Não foi possível.

Pensei várias vezes "pronto, fazes hoje e nunca mais para aqui vens".

Agora digo "talvez ainda volte".

 

Estarei na meia maratona dos descobrimentos.

Isso está decidido.

Tenho que conseguir fazer um melhor tempo.

 

Durante  02h22, esforcei-me ao máximo por mim.

Senti cada km corrido, como uma prova de superação.

A certeza de que, se depender de mim, está feito.

Isto faz-me bem.

Dá-me força.

Uma força que eu nem imaginava que tinha.

Foi a corrida mais difícil que já corri.

Mas foi também a melhor corrida que já corri.

O ambiente é excelente.

As pessoas a assistirem.

As conversas entre os corredores. A incentivarmos uns aos outros.

Pensava eu que sendo uma prova tão difícil, só os grandes atletas a faziam.

Enganei-me.

Muita gente "amadora" como eu.

Uma experiência única, que tenho a certeza NUNCA IREI ESQUECER.

 

O ano passado inscrevi-me, mas acabei por não ir.

Fiquei muito zangada comigo.

 

Este ano, treinei.

Mas também sei que se quiser fazer melhor, tenho que treinar mais.

Vamos ver como será daqui para a frente.

 

Fui porque quis.

Voltarei, se me apetecer.

Esta já ninguém me tira.

 

[E as dores que aqui estão, também não. ]

 

 

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Já está

por Ana, em 08.09.18

Foi duro.

Dificil.

Desafiador.

Mas cheguei ao fim.

Meia maratona concluída.

Terminei em lágrimas.

Nem sei se de emoção ou se de aflição.

Depois conto pormenores.

Agora, ainda não consigo.

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