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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Ana Bacalhau | Leve Como Uma Pena

15.02.19 | Ana

E olha ao longe a praia, o bote aguentou
Bom vento sopra forte que é para la que eu vou.
Formosa e segura, venha quem vier
Finalmente livre sem nada a perder.
Uns dizem que não posso, outros que não sou capaz
Se aprovam ou reprovam, a mim tanto faz
Passou a tempestade, o momento chegou
É hora de mostrar quem eu sou
REFRÃO
Até podem rogar-me pragas ou lançar-me ás feras
Insistirem em encaixar-me onde eu nao couber,
Já não vou ficar mais pequena.
Podem atar-me o Mundo á perna para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros que eu sinto-me leve,
Leve como uma pena.
O medo atrapalha, a ilusão confunde
A obra boquiabre, aboca meio mundo.
E se o que eu for, for feito
E o que eu fizer for meu
Pode nao ser perfeito mas ha-de ser eu.
Cairam rios de chuva, o vento uivou la fora
A pouco e pouco o temporal, foi acalmando agora
Já so falta uma nuvem para o sol brilhar,
É hora de por isto a andar.
REFRÃO
Até podem rogar-me pragas ou lançar-me ás feras
Insistirem em encaixar-me onde eu nao couber,
Já não vou ficar mais pequena.
Podem atar-me o Mundo á perna para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros que eu sinto-me leve,
Leve como uma pena.
Dias e dias carregando um fardo
Que afinal não era meu
Á procura de uma resposta
E resposta, a resposta
Pelos vistos a resposta sou eu.
REFRÃO
Até podem rogar-me pragas ou lançar-me ás feras
Insistirem em encaixar-me onde eu nao couber,
Já não vou ficar mais pequena.
Podem atar-me o Mundo á perna para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros que eu sinto-me leve,
Leve como uma pena.
Leve, Leve, olha agora sinto-me leve
Leve, leve, leve como uma pena.
 
Compositores: Jorge Cruz

 

E ainda só tem 6...

14.02.19 | Ana

No outro dia mandou para o ar que tem namorado.

E eu disse: "Então mas quem é? Não me disseste nada?"

"Nem vou dizer".

Ontem, ao prepararmos a roupa para hoje: "Digo, olha pensei neste conjunto, já que é dia dos namorados e tu agora até tens namorado"

Ela concordou com a roupa e ficou satisfeita.

E digo eu assim como quem não quer a coisa: "Como é que ele se chama, já não me lembro".

Ela sorri, e diz: "mãe..."

Não caiu.

E digo eu: "Então mas não percebo, tu antes não tinhas segredos comigo e agora tens."

"Pois, mãe, mas eu agora já estou mais crescida. Já tenho os meus segredos"

Para ti...

14.02.19 | Ana

Conhecemo-nos de um forma improvável.

Apresentamo-nos um ao outro, já a ser nós próprios.

Tu, a ser "palhacinho". Eu a "despistar-me" com o trânsito.

Estamos juntos desde então. 

Cerca de 10 anos.

Mas parece que nos conhecemos desde sempre.

Não damos prendas um ao outro nas datas especiais.

Mas celebramos o amor todos os dias, com o melhor que podíamos ter feito juntos: a nossa filha. 

A vida está sempre a trocar-nos as voltas.

Já caímos. Levantamos. Recomeçamos tantas vezes.

De vez em quando, lá levamos mais uma "chapada" para nos mantermos à toa.

Não temos a vida que os "outros" têm.

Mas temos a certeza que nos temos um ao outro.

Sim, discutimos muito também. Mas sabemos que são por coisas parvas, insignificantes.

Já te o disse várias vezes: não me interessa a casa que não temos, o carro xpto que não temos, as viagens que não fazemos.

Quero isso sim, mais e muitos mais momentos dos nossos. 

A dois.

A três.

E brevemente a quatro.

[E que sejas sempre TU, e não uma tentativa de seres algo que não corresponde aquilo que és]

 

Quem diz a verdade...

13.02.19 | Ana

A criança trazia a lancheira num estado lastimável: rebentou um iogurte lá dentro.

Explico, "não podes andar com a lancheira aos trambolhões".

Silêncio do lado de lá.

Não desmente.

Não se defende.

Nada.

 

Passado um bom bocado diz-me:

"Oh mãe, mas das outras vezes que eu trouxe iogurte, eu andei com a lancheira aos trambolhões e o iogurte não rebentou."

1º Trimestre: como foi

06.02.19 | Ana

Não foi fácil.

Muito enjoada. Muito ansiosa.

Abaixo seguem alguns textos que fui escrevendo, mas não publiquei.

 

Estou grávida.

De 6 semanas.

Sinto um misto de sentimentos, difíceis de explicar.

Estou grávida, porque quis ficar grávida.

Mas não pensei que fosse tão rápido.

Na primeira gravidez demorei vários meses a engravidar.

A meio de setembro decidimos: Já não vamos para novos, não podemos continuar a adiar isto, vamos a isso. Assim como assim, isto vai demorar, e depois se demorar muito tempo desistimos e tiramos esta ideia da cabeça e pronto.

Pois.

No início de novembro, fiz o teste e deu positivo.

Se da primeira gravidez, eu stressada do costume, entrei de imediato em modo relax, desta vez tal não aconteceu.

Talvez seja porque desta vez, já sei ao que vou.

Algum mau estar: enjoos, dores na barriga. Idas ao WC quase de 30 em 30 minutos.

Já fui à primeira consulta.

Está tudo bem.

Disse a mim mesma "relaxa".

Mas não consigo.

Estou muito ansiosa com o que há-de vir.

 

Passo o dia enjoada.

Como e vomito.

Já nem consigo beber água, pois tenho um sabor mau na boca, sempre permanente.

Muitas tonturas.

Continuo aflita e ansiosa.

Um descontrolo hormonal, aliado aos stresses do dia a dia.

 

O primeiro trimestre está a chegar ao fim...

E não foi bonito.

Enjoei muito. Mas muito mesmo.

Criei uma espécie de “repulsa” ao toque e aos cheiros.

Ninguém me podia tocar.

Qualquer cheiro me enjoava.

E vomitei muito.

Não engordei nada durante o primeiro trimestre.

Parece que agora estou a começar a ficar melhor.

Os excessos do Natal e do Fim de Ano, ainda fizeram estragos, mas de um modo geral, sinto-me melhor.

Ainda me agonio de vez em quando, mas isto vai passar. Tenho fé.

A M. está radiante. Há muito tempo que ela pede um(a) mano(a) para brincar.

 

Agora estou ótima.

Feliz.

Sem enjoos.

Com uma barriga enorme.

E a desfrutar finalmente com este estado de graça.

 

[Tirando as dores nas costas e o facto de me levantar TODAS as noites para ir ao WC. Parecendo que não, é chato]

A "grande" novidade

04.02.19 | Ana

Durante o ano de 2011 decidimos, eu e o meu marido, que estava na hora de sermos pais. Tive consulta. Fiz análises. E depois de verificar que estava tudo bem, começamos com as “tentativas”. Nunca mais bebi álcool, e passei a ter todos os cuidados com a alimentação, como se já tivesse grávida, visto que não era imune a toxoplasmose.

Seguiram-se meses de espera. A cada mês, uma “desilusão”, porque ainda não tinha sido. Lembro-me que “outras” iam ficando grávidas e eu só me sentia triste por não estar a conseguir.

Cerca de sete meses de tentativas, conversei com a minha médica sobre os meus receios, por estar a demorar tanto tempo. Disse-me que era normal, e que só podíamos avançar para consulta de infertilidade ao fim de um ano de espera.

No mês seguinte engravidei. Quando verifiquei que tinha três dias de atraso, fui comprar o teste. A técnica da farmácia aconselhou-me a fazê-lo apenas com a primeira urina da manhã. Esperei. No dia seguinte, acordei ainda de madrugada e fiz o teste. Positivo. Fiquei tão feliz, tão feliz, que passei a “estado de grávida” no imediato. Muito relax e sem stressar com nada. A M. nasceu no final de 2012, num dia de sol magnífico.

Em setembro de 2018, eu e o meu marido decidimos que estava na altura de começar a tentar o segundo. 38 anos, para o ano faço os 39. “Isto vai demorar, é melhor começarmos a tratar disto já, porque senão fica tarde. Depois se demorar muito, desistimos e pronto”. No dia 02 de novembro, percebi que estava com dois dias de atraso. Comprei o teste. Tinha a certeza que estava grávida. Aguardei pela madrugada do dia seguinte, como da primeira vez. E confirmou-se. Estava grávida, já de 1 mês.

Estou grávida de 18 semanas.

E é por isto que sei que o ano de 2019 será um ano bem diferente.