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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêm a cabeça.

2020: 20, desde 2000

06.01.20 | Ana

2020: O ano em que faço 40 anos.

Quando começo a ver que já passaram 20 anos desde alguma coisa, é quando eu reparo que o tempo tem andado.

Em 2000, no início deste milénio, era uma Ana bem diferente.

Ainda na faculdade, sem fazer ideia daquilo que seria o meu futuro.

Entretanto, nestes 20 anos:

1. Fiz um estágio curricular que me permitiu descobrir competências próprias que desconhecia. Valorizei-me.

2. Acabei o curso.

3. Tornei-me "adulta". Conheci novas pessoas. Mantive algumas das amizades do passado. Iniciei e terminei relacionamentos falhados.

4. Comecei a trabalhar numa atividade que nunca imaginei. Amei. Aquilo que fiz. As pessoas que conheci. As amizades que ficaram para sempre.

5. Vivi um relacionamento durante 4 anos, que me "apagou" por completo enquanto pessoa. Fiz "reset ao sistema" quando terminou e reencontrei-me.

6. Perdi o medo de conduzir. E agora, já nem sei como viver sem carro.

7. Viajei. Em Portugal. Fora de Portugal. E com a certeza de que há tanto para ver, para conhecer, e eu conheço tão pouco.

8. Conheci a minha alma gémea, e apercebi-me que isso não é algo fantasioso. Existe mesmo. Simplesmente algumas pessoas não a encontram. E eu tive a sorte de a encontrar.

9. Perdi a minha avó. A minha melhor referência enquanto pessoa. Aquela que me conhecia e 100%. Aquela em que eu sentia AMOR por mim, sempre, sem dúvida absoluta nenhuma.

10. Conheci a minha cidade-sonho. Paris. Adorei cada minuto que lá estive. Amei cada pedacinho daquilo que vi.

11. Casei-me (com a minha alma gémea). E percebi que a vida é bem diferente quando passamos a ser 1+1.

12. Fui mãe pela primeira vez. E percebi o que é ter o coração fora do corpo. Voltei a sentir aquele amor incondicional, de que faças aquilo que faças, ela vai amar-te sempre.

13. Subi ao topo. Desci de forma vertiginosa. Demorei "séculos" para voltar ao mesmo patamar. Desiludi-me com pessoas, desiludi outras. Senti a certeza do apoio em poucas (As Importantes).

14. Ao fim de 13 anos, comecei finalmente a trabalhar na minha área. Sinto-me realizada, como nunca imaginei. Adoro aquilo que faço. As pessoas com quem trabalho. A organização em que estou.

15. Redescobri o prazer da escrita, com este blog. Sempre escrevi, mais para mim, claro. Diários, agendas. Gosto da escrita enquanto forma de organizar os pensamentos, desabafar, recordar, projectar...

16. Descobri o prazer da corrida. Eu, que só não tinha negativa a educação física, por um mero acaso, já corri duas meias maratonas nos últimas 3 anos.

17. Fui viver para o campo. Para uma casa de aldeia. E senti-me regressar as origens, com as "gentes" que estão a minha volta.

18. Perdi o meu pai. E fiquei desde então angustiada, por saber que aquilo que nunca tive com ele, nunca mais poderei ter.

19. Comecei a questionar-me sobre as implicações que coisas vividas, nos primórdios da minha vida, têm sobre a forma como vivo hoje o presente.

20. Fui mãe pela segunda vez. E percebi que este tipo de amor é infinito.

O mais extraordinário de tudo, é sentir que há coisas que nunca mudam. E por mais vivências que tenha tido, é com especial conforto que percebo que o quero continua a ser sempre o mesmo.

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