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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêm a cabeça.

Estranhos que mexem connosco

30.01.20 | Ana

Hoje a manhã correu muito bem com as miúdas.

Sem confusões, stress, nem discussões do tipo "DESPACHA-TE".

Saímos de casa mais cedo.

Rimos no carro.

Tudo óptimo.

No entanto, ao chegar à creche da mais nova vi algo que me deixou com o coração apertado.

Estacionei ao lado de um carro.

E apercebo-me que no banco do condutor está uma mulher a chorar muito. E no banco de traz, numa cadeirinha de criança, uma criança ainda pequena, também a chorar. E ouço a mãe (julgo eu que fosse a mãe) a dizer "já chega".

Aquilo mexeu comigo.

Não sei porque a senhora chorava. Porque estava a ter um colapso porque o filho não parava de chorar? Porque recebeu uma noticia má? Porque teve um início de manhã muito complicado? Não sei, não faço ideia. Nós não sabemos o que se passa na vida das outras pessoas. E também (muitas vezes) não há nada que possamos fazer. Não me pareceu oportuno perguntar se podia ajudar. Nunca tinha visto aquela senhora, e lá está não sabia o motivo. E não sabia qual seria a reacção.

Sei que quando estava a sair da creche, ela já estava a entrar com a criança ao colo. Tinham ambos a cara transtornada. De quem estava há muito tempo a chorar. Ao menos sei que aquela criança ficou ali. E pelo menos, por umas horas, estará "longe" daquele sufoco, daquele ambiente tão pesado que fez os dois chorar desalmadamente. 

 

Nenhuma das minhas filhas se apercebeu da cena que vi. Felizmente.

E hoje, mais do que nunca, aquece-me o coração cada vez que recordo o sorriso delas e a boa disposição que me proporcionaram logo pela manhã.

Coisas que me fazem feliz

29.01.20 | Ana

Quando as minhas filhas riem com a cara toda. A expressão de alegria da cara delas reconforta-me de uma maneira tão forte. Dificilmente encontro sensação melhor que esta.

Estar sentada, numa rua, onde passa muita gente. Com a minha irmã. A falar de tudo e de nada. Sem assunto. A observar. A deixar as palavras surgirem.

Ter um dia livre só para mim. Sentada no sofá. A comer massas, doritos, chocolates. A ver tv. Sem horários. Sem interrupções (algo, em vias de extinção na minha vida).

Ler um livro que me prenda de tal forma, que mesmo não o estando a ler, estou a pensar nele. Ficar com as personagens e as suas histórias na minha cabeça, como se fizessem parte da minha vida.

Ir. Seja onde for. Portugal. Fora de Portugal. Ir. Conhecer. Passear. Experimentar um restaurante diferente. Estar na experiência a 100%.

Almoço prolongado com amigos. As conversas soltas, sem pressões. As gargalhadas que surgem.

Recordar coisas boas da minha infância. As brincadeiras que tinha com os meus irmãos. As saudades dos meus avós. Os cheiros e sabores das iguarias da minha avó.

Ouvir uma música de que gosto muito alto, e cantar ao mesmo tempo.

Rir. Rir muito. Com piadas que só eu e os meus irmãos entendem.

Quando vejo a Maria e o pai a dançar "sem nexo". Livres. Felizes. A deixar a loucura estar no topo de tudo. E a Marta a dar gargalhadas e a abanar-se toda.

 

[Coisas simples. As minhas coisas.]

E aos 7 meses...

28.01.20 | Ana

Estes últimos dias têm sido só "novidades".

Fez 7 meses no domingo.

E...

Virou-se pela primeira vez no sábado.

Comeu a sua primeira bolacha no sábado.

E bebeu o seu primeiro biberão sozinha, hoje.

 

Já se aguenta algum tempo sentada.

Descobriu que tem pés, e quer estar a agarrar a eles a toda a hora.

Adora ouvir-se (só isso justifica os berros que esta miúda dá).

Devaneios

24.01.20 | Ana

Uma das minhas primeiras memórias.

Dormir em casa da minha avó, em uma “cama de grades de improviso”.

Ela juntava duas cadeiras (ou mais, não consigo precisar isso) e eu dormia lá.

Eu devia ser mesmo muito pequena, para ainda caber lá.

Tantas vezes ia lá dormir, que um dia (tinha 7 anos) decidi que ia para lá viver. Lembro-me perfeitamente do dia em que o fiz. Era uma segunda-feira. Sei que era segunda-feira, porque havia feira à segunda, e eu lembro-me de fazer o percurso, passando pela feira com um saco plástico preto com as minhas coisas.

Acho que a minha mãe me deixou porque pensava que “era uma coisa passageira”. Não foi. Fiquei lá em casa até aos 21 anos. Nessa altura, fomos ambas para casa dos meus pais. Eu já não conseguia tratar dela sozinha.

Cedo erguer, dá o quê mesmo?

23.01.20 | Ana

Escolha a opção correcta.

     a) Sono

     b) Cabeça Tantan

     c) Ambas as hipóteses anteriores.

 

03h30.

Começou a ficar agitada.

04h00.

Comecou a chorar irritada.

"Não me ouves?" Já te estou a pedir comida à meia hora mãe."

Comeu.

Voltou para a cama.

Palrou. Riu. Bateu pernas. Adormeceu.

6h30.

"Bllllrrrrrr."

Bater de pernas.

Risadas.

Bollhinhas.

Gritinhos.

E não mais parou.

Achou que já tinha dormido o suficiente e que eram horas de acordar.

Peguei nela. Riu-se toda.

Vesti-a.

Entretanto, o resto da família também acorda.

Foi para o quarto da irmã.

Palrou. Riu. Brincou.

Enquanto eu tratei dos meus afazeres matinais.

08h00.

Novo biberon.

08h40.

Saímos de casa.

08h50.

Chegou à creche. Como? A dormir, pois claro. 

 

Portanto. É normal, que eu às 10h00 ande a dizer a toda a gente "Boa tarde".

Quase 7 meses

22.01.20 | Ana

Estou completamente rendida aos encantos dela.

Está sempre a rir. Sempre a "falar". Sempre a mexer-se.

Dorme pouco durante o dia. Mas é porque não precisa de mais. Fica na boa o resto do dia.

Come tão bem, que eu ás vezes até fico a pensar se não estou a dar-lhe comida a mais. Assim que me vê com uma colher na mão, abre a boca de imediato.

Fica na boa na creche. Até salta a rir, para ir para o colo das auxiliares e educadora.

Sorri com a cara e os olhos e o corpo todo, quando eu chego para a ir buscar.

Ri-se para as outras crianças.

Adora a irmã.

Ri, às gargalhadas por cada brincadeira que a mana faz com ela.

Não se importa de estar sozinha a brincar, mas prefere ter companhia na mesma divisão.

Grita, para chamar a atenção, para alguém se chegar a ela. E quando chegamos, ri-se toda.

Quando acorda a meio da noite, come e depois volta para a cama. Muitas vezes, fica cerca de 1h a brincar, a rir, a palrar, até voltar a adormecer.

Quer por tudo (e põe) na boca.

Ainda não tem dentes, mas esfrega a gengiva que se farta.

Já percebeu que o banho é uma maneira interessante de dar uso às pernas. Adora ver a água a saltar.

Adora despir-se.

Detesta vestir-se. Não suporta quando lhe estou a vestir camisolas, pois sente que lhe estou a bloquear os movimentos.

Ainda não gatinha. Mas no dia que descobrir como dar uso às pernas, nunca mais ninguém a para.

 

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