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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêm a cabeça.

E vocês? Precisam de se "curar"?

21.01.20 | Ana

Não sou uma utilizadora assídua das redes sociais. Para além do blog, utilizo as restantes mais para consulta do que para partilha. Não sou dependente. Consigo estar dias sem lá ir espreitar. Não preciso de fazer aquilo que vejo algumas pessoas a fazer: “detox das redes sociais”. Porque não sou viciada nas mesmas. Sou um "Velho do Restelo", desculpem. Consigo ver coisas boas, vantagens até. Mas o exagero de utilização das mesmas, leva-me mais uma vez (já escrevi aqui e aqui sobre isso) a escrever sobre isso.

Desta vez, escrevo sobre 5 aspetos que considero mais problemáticos.

  1. Dependência

Em vez de se viver o momento, está-se dependente da melhor foto para dar o melhor post. Fica-se a ver o número de likes e comentários que aquilo traz.

A dependência pela coscuvilhice. Ou seja, a necessidade constante de ver o que os outros andam a publicar.

  1. Realidade Paralela

Faz-se um post com uma foto, uma frase, para ilustrar um momento que se está a viver. E na maior parte dos casos, o impacto que se espera que aquele post tenha é superior ao impacto que está a ter realmente na vida da pessoa.

Visita-se o perfil dos outros, vê-se sítios ideais, restaurantes maravilhosos, experiências únicas, e sonha-se com aquela realidade

  1. Exposição

Partilham-se fotos de pessoas reais, com identificação de locais. Partilham-se sítios onde se esteve ou está, pessoas com quem se falou. Fotos de casa. Escolas das crianças. Não se mede a exposição da vida pessoal e profissional.

  1. Vulnerabilidade

Ao se estar exposto, há mais risco. Está-se vulnerável. Para além de facilmente estar-se sujeito a críticas, a opiniões alheias.

  1. Frustração

Por não se conseguir ter aquilo que os outros partilham.

Por não se ter os likes que se anseia.

Por não acontecer nada jeitoso que valha a pena partilhar.

 

Repito. Bem utilizado, pode ser uma ferramenta poderosíssima de promoção e divulgação. O pior são os “se…” e os “mas…” e os exageros. [No entanto, o que é exagero para mim, não o é para muita gente.]

Mudança de Atitude

20.01.20 | Ana

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A palavra que escolhi para Janeiro: Mudar.

Não que esteja a fazer grandes mudanças na minha vida.

É mais uma mudança ao nível das minhas atitudes, dos meus pensamentos.

Preciso de uma energia mais positiva na minha vida.

E é nesse sentido que estou a trabalhar essa mudança.

 

 

Do fim de semana

20.01.20 | Ana

6ª feira...

Na 6ª feira, há hora de almoço, recebo um telefonema da creche da Marta. Era a educadora. A tosse da Marta era tanta que ela já estava com dificuldade em respirar. Lá fui eu a "correr..."

No sábado foi assim...

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"Comecei o sábado a pensar: "Dia todo em casa sozinha com as miúdas, e ainda por cima a mais bebé doente. Isto vai custar tanto..." Respirei fundo e assumi uma atitude positiva. Fiz panquecas para o pequeno almoço. A Maria pôs uma mesa linda, mas esqueci-me de tirar foto. Fiz mousse de chocolate. Demos as duas a arrumação valente no quarto delas. E agora para o lanche: bolo e chocolate quente. Apesar do "mãe não gostei do chocolate quente" valeu a pena o sorriso, e a mim, que bebi os dois. " (aqui)

No domingo...

Em casa, na mesma. Mas havia sol. E consegui aproveitar o sol no meu quintal. Ainda li umas páginas de um livro que ando a ler há meses (este). Também houve mousse de chocolate. Panquecas. Bolo. Chocolate quente. E finaliza-se o Domingo com uma sopinha e tosta mista.

Descobri ainda durante o fim de semana o Pinterest. Ainda não lhe tinha dedicado tempo. E gostei. Fiz duas publicações no instagram com frases de lá. 

Já consigo pôr as duas a brincar no quarto. Mas a mais nova ainda não se movimenta. Quando conseguir dar uso as pernas, eu quero ver como é que consigo fazer alguma coisa quando ela está acordada. Enfim, faz parte.

E hoje, segunda-feira...

Um frio de rachar. 4 graus, apontava o meu carro.

Mas está um sol fantástico, é o que importa.

Mais uma semana. Mais 7 dias possíveis para fazermos algo por nós e/ou por quem está connosco.

Vamos a isso. Boa semana!

Algumas mudanças

16.01.20 | Ana

Relaxar.

Não "disparar" de imediato.

Contar até 10 para mim mesma, sempre que sinto a vontade de começar a falar alto aparecer.

Stresso muito com coisinhas. Roupa espalhada pela casa. Loiça espalhada pela casa. Embalagens de comida espalhadas pela casa. Banca de WC cheia de tralha. Banca de cozinha cheia de tralha. 

E perdia muito tempo a arrumar estas coisas.

Decisão para 2020: Mudar isto.

Agora olho para as coisas e pergunto: "fui eu que trouxe/deixei isto aqui?". Se sim, arrumo. Se não, deixo estar. Quem o fez que arrume.

Vocês sabem lá o quanto mais leve me sinto com isto.

E o tempo livre e saudável que isto me trouxe? Sinto que consigo olhar para as miúdas. Simplesmente olhar. Eu não tinha tempo para isso.

Não sei por quanto tempo vou conseguir manter isto. Mas acho que muito. Sinto que consegui mesmo desligar o descomplicómetro e isso, para quem tem um bebé em casa, é fundamental. Estava a dar em maluca, com coisinhas.

Defini também uma rotina com lista de tarefas que tenho que fazer todos os dias à noite e de manhã. Facilita-me imenso a gestão do dia a dia.

 

Tenho estado mais ausente pelo blog. Porque não tenho sentido necessidade de partilhar. Vivo cada momento, e reflito para mim mesma, esse momento. Às vezes sinto vontade de escrever, mas depois ou a ideia não vem, ou vem mas não tenho tempo. Mas estou por cá. E se quiserem saber mais coisas sobre mim ou sobre as miúdas, sintam-se à vontade para perguntar.

Notas:

  • A Marta já começou a creche. Em Dezembro. 11 dias na creche. Os restantes, doente. Várias idas ao médico e urgência. Em janeiro, a coisa está a correr bem. Mas esta noite teve imensa tosse.
  • A Maria está no 2ª ano. Com mais vontade.

2020: 20, desde 2000

06.01.20 | Ana

2020: O ano em que faço 40 anos.

Quando começo a ver que já passaram 20 anos desde alguma coisa, é quando eu reparo que o tempo tem andado.

Em 2000, no início deste milénio, era uma Ana bem diferente.

Ainda na faculdade, sem fazer ideia daquilo que seria o meu futuro.

Entretanto, nestes 20 anos:

1. Fiz um estágio curricular que me permitiu descobrir competências próprias que desconhecia. Valorizei-me.

2. Acabei o curso.

3. Tornei-me "adulta". Conheci novas pessoas. Mantive algumas das amizades do passado. Iniciei e terminei relacionamentos falhados.

4. Comecei a trabalhar numa atividade que nunca imaginei. Amei. Aquilo que fiz. As pessoas que conheci. As amizades que ficaram para sempre.

5. Vivi um relacionamento durante 4 anos, que me "apagou" por completo enquanto pessoa. Fiz "reset ao sistema" quando terminou e reencontrei-me.

6. Perdi o medo de conduzir. E agora, já nem sei como viver sem carro.

7. Viajei. Em Portugal. Fora de Portugal. E com a certeza de que há tanto para ver, para conhecer, e eu conheço tão pouco.

8. Conheci a minha alma gémea, e apercebi-me que isso não é algo fantasioso. Existe mesmo. Simplesmente algumas pessoas não a encontram. E eu tive a sorte de a encontrar.

9. Perdi a minha avó. A minha melhor referência enquanto pessoa. Aquela que me conhecia e 100%. Aquela em que eu sentia AMOR por mim, sempre, sem dúvida absoluta nenhuma.

10. Conheci a minha cidade-sonho. Paris. Adorei cada minuto que lá estive. Amei cada pedacinho daquilo que vi.

11. Casei-me (com a minha alma gémea). E percebi que a vida é bem diferente quando passamos a ser 1+1.

12. Fui mãe pela primeira vez. E percebi o que é ter o coração fora do corpo. Voltei a sentir aquele amor incondicional, de que faças aquilo que faças, ela vai amar-te sempre.

13. Subi ao topo. Desci de forma vertiginosa. Demorei "séculos" para voltar ao mesmo patamar. Desiludi-me com pessoas, desiludi outras. Senti a certeza do apoio em poucas (As Importantes).

14. Ao fim de 13 anos, comecei finalmente a trabalhar na minha área. Sinto-me realizada, como nunca imaginei. Adoro aquilo que faço. As pessoas com quem trabalho. A organização em que estou.

15. Redescobri o prazer da escrita, com este blog. Sempre escrevi, mais para mim, claro. Diários, agendas. Gosto da escrita enquanto forma de organizar os pensamentos, desabafar, recordar, projectar...

16. Descobri o prazer da corrida. Eu, que só não tinha negativa a educação física, por um mero acaso, já corri duas meias maratonas nos últimas 3 anos.

17. Fui viver para o campo. Para uma casa de aldeia. E senti-me regressar as origens, com as "gentes" que estão a minha volta.

18. Perdi o meu pai. E fiquei desde então angustiada, por saber que aquilo que nunca tive com ele, nunca mais poderei ter.

19. Comecei a questionar-me sobre as implicações que coisas vividas, nos primórdios da minha vida, têm sobre a forma como vivo hoje o presente.

20. Fui mãe pela segunda vez. E percebi que este tipo de amor é infinito.

O mais extraordinário de tudo, é sentir que há coisas que nunca mudam. E por mais vivências que tenha tido, é com especial conforto que percebo que o quero continua a ser sempre o mesmo.

Desabafos

03.01.20 | Ana

A confusão que vai na minha vida.

A pessoa julga que por ser segundo filho, é mais fácil.

Mas leva com um atropelo todo de coisas, das quais já nem se lembra.

A máxima é: "Tudo passa, isto passa". Mas enquanto não passa, vamos andando aos trambolhões sem saber bem onde e como vamos cair.

Passo a explicar.

A Marta dormia toda a noite. Muito pouco de dia, mas fazia as suas sestas e ficava bem

Chegou aos 5 meses. Eu recomecei a trabalhar. E ela passou a acordar várias vezes a noite.

Começou a creche no inicio de Dezembro.

Ficou doente ao final de uma semana. Está doente outra vez.

Não dorme de dia. Não dorme de noite.

E eu já não sei o que faça.

Não sei se é por estar doente. Se é porque está manhosa.

Eu sei lá. A pessoa vai por tentativa erro, mas não acerta de maneira nenhuma.

Com isto tudo, o rendimento anda baixo.

Sinto que não faço mais nada a não ser preocupar-me com ela.

Não consigo relaxar.

Não consigo me concentrar.

Não consigo ver para além disto.

Estou de mal humor.

Tudo me irrita. 

Digo coisas sem sentido.

Quero focar-me em algo, voltar a instalar as minhas rotinas. Mas não consigo. E quem está a minha volta não vê isso. E julga-me. E acha que eu estou muito negativa. Mas eu estou cansada. Muito. 

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