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Há um centro comercial na linha de Cascais (não vou referir nomes para não ferir susceptibilidades, mas é o mais antigo de todos), onde gosto muito de passear, sempre gostei. Gostos das lojas, gosto dos corredores amplos. Mas sem dúvida nenhuma, ao fim de semana de manhã, porque da parte da tarde, o caos instala-se.

Mas o assunto que vos trago, são as pessoas que por ali se passeiam. Sim,”há de tudo”, claro, como em todos os sítios. Mas há por ali uma espécie de gente, que me causa náuseas: aquela malta da linha, que se acha melhor que os outros todos - uns que falam alto como se fossem da barraca, mas todos vestidinhos a primor, e outros a falar muito baixinho, arrogantes como o raio, a não dar confiança a ninguém.

Relato agora as duas situações que observei:

  • Primeira situação: um grupo enorme (dois ou três casais, não percebi bem), como uma quantidade enorme de miúdos - os miúdos queriam levar coisas, e oiço uma delas a dizer “eu cedo sempre, para não os estar a aturar”, e depois em alto e bom som, falavam dos preços “escolhe outro” “nem penses que levo isso”, “não abras isso, já te disse, isto não é como o continente que vocês abrem tudo antes de chegar à caixa”, e os putos aos gritos, claro e a quererem abrir tudo. Afastam-se da zona, aparentemente para ir “á bilheteira, ver dos bilhetes para o disney on ice, e espectáculos para os miúdos” (há uma que ainda diz, “ah, eu vou ver se os consigo arranjar”);
  • Segunda situação: três crianças a brincar na zona infantil, na mesa de jogos, a rir, a conversar, nada de extraordinário - há uma quarta criança que vê e pede a mãe para também ali brincar; a mãe diz que sim, e fica a ver a loja por ali; de repente, o pai vê que a sua querida filha estava ao pé daquele grupo “barulhento” e chama-a para ao pé de si, não permitindo que ela se misture com a ralé.

E é isto. E gente a “pedinchar” nas lojas. Também se vê muito por ali.

 

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Pior pior, do que os pais que ficam a dizer adeus na camioneta da praia (já falado aqui), são os pais (ou avós ou encarregados de educação, eu sei lá…), que ficam do outro lado da estrada em frente a uma instituição de ensino superior TODA a manhã, a visualizar a praxe do seu rebento (e provavelmente a espera de o levar para a casa, são e salvo).

Eu sei que isto é difícil de acreditar. Mas eu juro que é verdade.

 

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Numa loja de chineses, um casal de aspecto duvidoso compra vários conjuntos de incenso no valor de 20 euros.

E não, não eram de nenhuma marca ou cheiro XPTO. Eram mesmo daqueles que se vendem nas lojas chinesas.

E eu fico a pensar: mas quem é que gasta assim sem mais nem menos 20 euros em incenso do chinês????? Será que estavam a fazer um abastecimento para o ano todo? Será que têm um “negócio duvidoso” e este é ambientador que usam???? Será que “fumam” aquilo???

 

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Hoje, num consultório, enquanto aguardo a minha vez para ser atendida, observo a seguinte família. Mãe, pai, criança de 4 anos, bebé de pouco mais três meses. A criança de 4 anos, era quem tinha a consulta. E os outros iam todos a acompanhar. Bem sei que não tenho nada a ver com a vida das pessoas, e se elas fazem questão de ir em “bando” para um hospital, pois muito bem, é lá coisas com eles. E mais ainda, se não se importam de sujeitar uma criança de meses aquele ambiente, pois muito bem, também é com eles.

A criança estar com fome, a chorar, e a mãe não ir dar de mamar, porque estava com receio que a vez do filho chegasse e ela depois não estava ali disponível (juro que ouvi esta conversa entre os pais), já é coisa que me começa a irritar.

Agora uma coisa que me consegue tirar realmente do sério é ver um pai, que está mais preocupado em “mexer” no telemóvel, do que propriamente “olhar” pelas criancinhas. Para garantir, que a bebé não chorava, virou o carrinho para ele, não olhava para a criança, mas ia abanando o carro. E ela ali, a dar aos braços, a palrar, a pedir atenção. Enquanto ele, olhava para o telemóvel.

Sinceramente. Isto tem algum jeito?

 

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Comentários recentes

  • Ana

    Obrigado, Anita. Beijinhos

  • Ana

  • Ana

    Sim, felizmente. Obrigado, beijinhos.

  • Ana

    Obrigado,

  • Ana

    Obrigado,