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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Com quem eu cresci

05.12.17 | Ana

Fui criada pelos meu avós.

Passo a explicar.

Tenho um irmão e uma irmã.

Sou a filha mais velha.

Sou a neta mais velha.

Chamo-me Ana, porque era assim que a minha avó se chamava.

Não há filhos preferidos. Não há netos preferidos.

Mas eu sempre soube que era a neta preferida a minha avó.

A primeira neta.

Segundo a minha mãe conta, desde sempre tivemos uma relação muito próxima. A minha avó queria-me sempre junto a ela.

Lembro-me de ser pequena, e pedir muitas vezes para ir dormir a casa da minha avó.

A minha mãe deixava.

As casas eram muito próximas uma da outra.

Como já referi, éramos três. E dormíamos os três no mesmo quarto.

Um dia, tinha eu 7 anos, pedi a minha mãe para ir viver para casa dos meus avós.

O pedido foi autorizado.

Acho que a minha mãe julgava sinceramente que isto era só uma coisa que eu estava a pensar.

Mas eu quis. Pedi. E fui.

Lembro-me perfeitamente do dia em que fui.

Pus as minhas coisas num saco e fui.

E passei a viver com os meus avós.

Estava na mesma com os meus irmãos grande parte do dia. Até porque quando a minha mãe estava a trabalhar, era com a minha avó que eles ficavam.

E via a minha mãe todos os dias.

Não foi por isso menos presente. Esteve sempre comigo quando foi preciso estar. Ía as reuniões a escola. Levou-me muitas vezes à escola e foi-me buscar outras tantas. Todas as consultas eram com ela. Para todos os efeitos, era ela que tinha a autoridade e que decidia o que havia a decidir.

No entanto, foi na casa dos meus avós que criei o meu ninho.

Não sei muito bem porque o fiz. Não tinha idade suficiente para entender. Talvez porque sentia que precisava de atenção só para mim. Ou porque, lá está, sempre tive uma relação muito próxima com a minha avó.

Foi com a minha avó que senti o que era o amor incondicional.

Aquela mulher era tudo para mim.

Eu era tudo para ela.

Mesmo em adolescente, quando me irritava os modos/costumes da minha avó que não percebia nada do que eu julgava ser necessário ela perceber, rapidamente encontrei as minhas técnicas pessoais para lidar com isso.

Sei que tive muito mimo vindo dali.

Mas sinto também, que por estar com eles, eles mais idosos e aos poucos a precisarem mais de de mim, cresci mais depressa por ter vivido com eles.

Foram eles que me deram as bases para ser a pessoa que hoje sou.

 

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