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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

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28
Nov17

O dia.

Ana

O dia em que a M. nasceu

Apesar de durante a minha gravidez terem acontecido à minha volta coisas que à maior parte das pessoas não acontecem e das quais não vale a pena falar, eu tive uma gravidez muito tranquila.

Desconfiei que estava grávida apenas com um dia de atraso. Já andava a “tentar” a algum tempo, mas no dia certo, lá surgia o indicador de que ainda não era desta. Pelo que, assim que percebi que estava com atraso, fui á farmácia comprar um teste. A senhora da farmácia explicou que, havendo pouco atraso, o mais seguro era fazer com a 1ª urina da manhã. Eram 11h. Tinha que esperar para o dia seguinte.

Esperei.

Acordei no outro dia por volta das 5h. Levantei-me e fui à casa de banho. Deu positivo. A felicidade que senti foi igual à de muita gente, não preciso de a relatar.

Acordei o meu marido dizendo apenas: deu positivo.

Não foi fácil voltarmos a adormecer.

Como disse de início, a partir daí tudo tranquilo.

Apenas: enjoos durante todo o primeiro trimestre e muita azia no último trimestre. De resto, tudo tranquilo.

Fiz um barrigão enorme.

Ás 40 semanas, nada de criança. Fui ter com a médica às urgências alguns dias depois das 40 semanas, para me induzir o parto.

Lá estive o dia todo. Nada acontecia. Dilatação zero. Não vou contar os pormenores durante essas horas, porque para quem já passou pelo mesmo não é novidade e para quem ainda não passou, não interessa saber.

Às tantas decidem que tinha que ser cesariana. Já passava da meia noite quando entrei no bloco. Sozinha, sem o meu marido.

Ia cheia de medo. Sempre fui muito medricas. Nunca tinha sentido dor no verdadeiro sentido do termo. Pelo que ía mesmo em choque. Depois da epidural, lá acalmei e o médico fez o que tinha a fazer.

Quando vi a minha filha a sair de mim… Ainda hoje não consigo explicar muito bem todo aquele misto de sentimentos.

Mas lembro-me muito bem de de a estarem a limpar e vestir e eu estar a olhar para ela e dizia sem parar “ela é tão linda…”

Nasceu no dia 21 de dezembro de 2012. Foi o melhor presente que a vida me deu.

Ás vezes estou chateada com a vida, e com as partidas que esta me tem pregado. Irritada comigo, irritada com o meu marido, com as nossas coisas. Mas depois dá-me aqueles segundos em que penso “caramba, se nós conseguimos criar este ser é porque somos muito bons”.

Ela agarrou-se a mim. Eu agarrei-me a ela.

Eu....

Eu nunca mais fui a mesma desde que ela está por cá.



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