Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

04
Jun17

Precariedade no empenho

Ana

Comecei a minha vida de precária em 2003. Estamos em 2017. Tenho 36 anos. E continuo precária. Não tive sempre a mesma função. Já participei em vários projectos. Já fiz muitas coisas. Conheci muita gente. Mas “estabilidade profissional” é coisa que não conheço [espero ansiosamente algum dia saber como é]. O que é certo, é que independentemente da situação precária em que me fui encontrando, sempre gostei daquilo que fiz, e sempre o fiz com rigor, paixão e vontade de fazer o melhor.

 

Isto tudo, para chegar onde? Choca-me esta falta de vontade que me vai passando pelos olhos, quando encontro pessoas a trabalhar. Este ar “estou aqui a fazer isto, mas podia estar a fazer outra coisa qualquer, desde que me paguem”. Pior, por acharem que já têm um contrato, julgarem que não têm que se preocupar com mais nada.

 

Sempre tive que dar o litro. Ansiar por um feedback positivo do outro lado, pois sempre foi isso que me foi garantido algum trabalho (mesmo que precário, é trabalho). E depois, uma pessoa vê alminhas que pouca experiência têm, não tiveram que lutar grande coisa para terem o que têm, e mesmo assim acharem que “desde que não me chateiam, eu estou aqui e faço o que vocês acharem que eu devo fazer”.

 

Zero autonomia. Zero iniciativa. Zero desenrascanço.

 

Não quero transformar este post numa questão de conflito de gerações, mas o que é certo é que estas camada mais jovens que estão a chegar ao mercado de trabalho são assustadoras. Acredito, que também existam situações contrárias a esta. De qualquer das formas, esta ideia generalizada “eu posso tudo, e não preciso de fazer grande coisa para o ter” é algo que começa a estar enraizada já na mentalidade desta malta.

 

Ora, isso faz-me imensa confusão. Pois, se eu acabei o curso numa altura má (diziam os meus professores), esta malta que acabou os cursos no meio da crise também não teve muita sorte. Por isso, donde vem este desprendimento todo? Esta sensação que têm que são os maiores, e que as oportunidades não se procuram, que elas aparecem?

 

E depois quando encontram alguma coisa é isto:

desinteresse político.jpg

Não ouvem nada do que devem ouvir. Escolhem apenas aquilo que querem ouvir.

Ver, só vêem o que está a frente dos olhos. O resto, está quieto.

Falar, esquece. "Mas alguém me perguntou alguma coisa? "Ai, eu não sei"

Sobre mim

foto do autor

Nº de Visitas

contador de visitantes

Também estou aqui

Pesquisar

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D