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Tudo a postos. Meia Maratona.

por Ana, em 30.11.17

Kit levantado. Domingo lá estarei. Meia maratona dos descobrimentos. É possivel que só termine os 21 km lá para o final do dia. Ou até que nem consiga chegar ao fim. Mas quero pelo menos experimentar. Quero muito fazer isto. Vamos ver como corre.

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Falta 1 semana....

por Ana, em 26.11.17

E hoje foram mais 12,6 km.

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18 km. Hoje.

por Ana, em 18.11.17

Corri 18km, em 02h06. Antes: expectativa. Durante: inicio, cheia de energia. A partir de 1h05 "mas porque é que eu escolhi este percurso cheio de subidas" No fim: vontade de rir as gargalhadas e super mal disposta. Depois do banho: relax e muito feliz. Prova superada.

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Era para ser, mas afinal não

por Ana, em 05.09.17

No final de Junho escrevi isto.

Na segunda semana de Julho inscrevi-me.

A prova é este sábado.

No dia 14 de Julho, consegui correr 14 km. Um grande feito, para mim.

Estou inscrita.

Mas não vou.

Porquê?

Porque no dia 14 de Julho, depois de correr os 14 km, não treinei mais.

Não fui capaz.

A preguiça venceu.

A possibilidade de dormir mais umas horinhas.

A alimentação muito menos saudável.

Culpa?

Não sinto nenhuma.

Pus férias de tudo.

Agora volto aos meus treinos. Com calma. Ao meu ritmo.

Hoje corri 3,1 km em 21 minutos. [No fundo, parece que corri foi 21 km]

Devagar, vou voltando ao ritmo. Sem stress. Sem pressões. Só porque me apetece.

E depois logo se vê se algum dia a corro.

 

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Estou num impasse

por Ana, em 26.06.17

Inscrevo, ou não inscrevo?

Não sei que faça.

Em setembro vai decorrer uma meia maratona, lá para os lados onde vivo.

Quando soube da existência da mesma, pensei logo a inscrever-me. O percurso é nas estradas onde eu costumo correr. Consigo (em termos de proximidade geográfica com toda a certeza, em resistência física é que não sei) tentar fazer partes do percurso antes, para treinar. Mas na altura em que decidi, as inscrições ainda estavam fechadas.

O que fez com que pensasse mais nos prós e contras.

Agora as inscrições abriram e eu não sei o que faça.

Por um lado, penso: "Inscreve-te."

Por outro penso: "Deixa-te lá disso."

O máximo que corri até hoje foi cerca de 13 km. Foi na altura em que decidi que me inscrevia.

Mas depois, ao ler o regulamento da prova descobri que só é cronometrada durante 2h30, pelo que percebi claramente que à velocidade que eu estava a correr, não iria conseguir. Então, resolvi começar a correr mais depressa. Ao poucos, fui melhorando. Em consequência, deixei de fazer distâncias muito longas. Tenho corrido em média 8km em cada treino. Já tentei os 10 km, em menos de 1h e consegui, já não é mau.

A questão é que percebi agora, ao tentar correr mais depressa, que assim me custa muito mais, e isso de alguma forma cria-me mais resistências. O prazer que sinto no final, quando consigo, é fenomenal, mas cada km que corro, custa-me.

Por isso, se eu inscrever-me, tenho que começar a treinar a sério. Esforçar-me mais, pelo menos ao fim de semana.

O que eu sinto é o seguinte:

  1. Se eu me inscrever, vou esforçar-me, vou treinar afincadamente para conseguir. Mas vai custar-me, certamente, e de momento a preguiça está a ganhar;
  2. Se eu não me inscrever, vou começar a desleixar-me mais nos treinos, e a correr cada vez menos em cada semana, porque a preguiça de momento está a ganhar.

Posto isto, acho uma estupidez eu não inscrever-me. Até porque devo mas é levar isto na desportiva, e se chegar já no "fim da festa", olha paciência. Pelo menos sei que fui lá e tentei.

[Nota de autor: este post foi um pequeno exercício, para me ajudar a pôr as ideias no lugar]

 

 

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"Mói-me" o corpo, mas não a alma

por Ana, em 22.06.17

O despertador toca as 05h00 e eu suspendo 10 minutos.

Estava a dormir tão bem. Não quero acordar.

Volta a tocar, e eu volto a suspender. Começo na luta mental. Hoje não vou. Quero continuar a dormir. "Mas depois ficas todo o dia mal humorada, com a sensação de fracasso", digo para mi própria. "Ai, que se lixe. Não vou."

Levanto-me as 05h13.

Lentamente, visto-me. Vou ao frigorífico. Como um ovo cozido. Bebo água.

As 05h24 saio de casa. Neblina. Fresquinho.

"Pronto já cá estou. Vamos lá."

Cada metro que corro custa-me. Dói-me as pernas.

"Vou fazer uma volta curta. Hoje são só 5 km, não estou para mais."

Subida. Pernas a doer.

Chego ao sítio onde devia virar para correr só os 5 km.

Vejo uns coelhinhos pequeninos a saltitar à beira da estrada. “Olha que engraçado

Vá, mais um pouco. 7 km, vá.”

E continuo. “Não. Chego ali aquela paragem e volto para trás. Uns 6 km, chega por hoje”.

Chego lá e nem reparo. Continuo.

Só começo a voltar para trás depois de 3,5 km. “Já estáAgora é tudo para trás”.

O ritmo não muito rápido. Mas já era plano o resto do percurso.

Quando chegar ali ao fundo, ando um bocadinho.”

Encontro as senhoras que diariamente fazem os seus 3 km em caminhada. “Não vais passar por elas a andar, mulher”.

Claro que não. Mantenho a corrida. Quando saí do ângulo de visão delas, já faltava pouco para acabar. “Também não é agora no fim que vais dar parte de fraca”.

Continuo.

Quando começo a chegar ao fim, é que vem o ânimo. A alegria. A satisfação de cumprimento.

Foi isto hoje:

Distância: 7,8 km | Tempo: 48:31 | Ritmo: 6:107km

Todos os dias me custa. Sair da cama. As pernas cansadas. O calor que mesmo aquela hora já se faz sentir.

Quando acabo. Quando paro a contagem da corrida, e vejo os km que corri e o tempo em que o fiz, fico sempre satisfeita. Mais leve.

Alongo. E vou para casa. Tomo banho e penso “Ainda bem que me venci a vontade de ficar na cama

[E depois começa outro tipo de correria. Vestir. Acordar a miúda. Preparar pequeno almoço. Insistir com a miúda. Vestir a miúda. Dizer quinhentas mil vezes M. despacha-te. E sair da casa às 07h30 já com vontade de tomar outro banho]



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Consegui

por Ana, em 16.06.17

Já está. Consegui. Objectivo: correr 10 km em menos de uma hora. Estado: concluído. Eh pá, estou mesmo satisfeita comigo. Já andava a tentar à algum tempo. Foi hoje, logo pela fresquinha. Distância: 10,1 km / Tempo: 57:49 / Ritmo: 5:45/km Fiquei parva com estes valores. Ainda nem sei bem como fiz isto. Estava fresquinho. Vesti roupa leve. Fui sempre a correr, sem andar. Mantive o ritmo. Aguentei-me. Sempre tranquila e atenta á minha respiração. Fiquei super motivada para mais e melhor.

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Apesar de não andar a relatar os meus treinos, os mesmos têm acontecido.

Andei a ver se conseguia melhorar a minha velocidade, e até estou a conseguir.

 

Hoje foi isto:

 

Distância: 9,7km | Duração: 1:03:33 | Ritmo: 6:33/km | Elevação: 70m

 

Chego ao fim mais cansada. E tenho sentido necessidade de alternar corrida com caminhada rápida. Mas hoje, mal foi preciso. [Apesar de ter momentos em que senti que estava a correr mais devagar]

Sinto-me uma privilegiada por poder correr com as paisagens por onde passo.

IMG_20170518_061315-COLLAGE.jpg

Apesar da preguiça que sinto em levantar-me, quando começo a correr sinto-me bem. Arejo a cabeça. Foco-me em mim.  

E está decidido. Este ano ainda corro uma meia maratona. Seja em que condições for e no tempo que tiver que ser. 

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...

por Ana, em 26.05.17

[Depois de chegar à conclusão que andava a brincar às corridas, resolvi começar a correr mais depressa. E JESUS…. Agora é que eu fico toda partidinha]

 

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“Vai força, rapariga nova”

por Ana, em 22.05.17

Este fim de semana, voltei a levantar-me cedinho com o objectivo de fazer uma corrida grande. Voltei a superar-me: 13,3 km.

Mas foi um treino cheio de aventuras.

Primeiro, tinha definido um percurso no mapa. No entanto, como nunca o tinha feito, acabei por ir parar a outro lado. De qualquer das formas, o percurso foi magnífico, pois a paisagem valia a pena. Ainda fiz um bocado fora de estrada e tudo.

IMG_20170520_081211.jpg

Segundo, enquanto subia uma rampa bem puxadinha, passo por um senhor que estava a ir para a horta [pelo menos a indumentária e ferramentas que levava na mão, assim o indicavam. Ora esse senhor diz-me o quê? “Vai força, rapariga nova”. Acho que nunca mais me vou esquecer desta frase. Acho que vai ser a minha fonte inspiradora.

 

Terceiro, e mais assustador. Estava tão entretida com os meus pensamentos e de repente está um cão em cima de mim a ladrar intensamente. Tive mesmo de parar. Ele veio directo a mim. Recuava alguns centímetros e voltava a ladrar. As tantas, mordeu-me as calças. Fiquei mesmo assustada. O cão era pequeno, mas não recuava. Eu dizia “sai, sai”. Só passado uns 2 minutos é que oiço uma voz (que vinha de uma casa que tinha o portão aberto) a dizer “anda cá”. A sério, as pessoas fazem com cada coisa mais estúpida. Deixar os cães andar assim à solta, é um perigo tão grande. Bom, mas depois recuperei do susto e lá continuei.

 

E foi isto. Muito calor, também. Cara bem queimada, quando cheguei a casa.

 

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Comentários recentes

  • mami

    a vida, a experiência...rouba-nos esta capacidade ...

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    Tens razão...

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