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Um elogio aqui da antipática

por Ana, em 01.03.18

Resultado de imagem para cara cerrada

Entro no elevador. Cara cerrada.

Venho chateada. Com o tempo. Com o trânsito.

Venho com sono. Sem energia.

Elevador para piso a piso.

Paciência, zero.

Cabeça está longe dali.

Numa das paragens entra um senhor. Trabalhador externo que terá vindo aqui fazer qualquer coisa.

Sai logo no piso a seguir.

Antes de sair dá-me os bons dias com um sorriso super simpático.

E é aí que tomo consciência da minha "cara feia".

E eu penso: Este senhor já está a trabalhar há mais tempo que eu. E "levou" com estas trombas, e ainda assim é tão simpático para mim.

Hoje é dia do elogio.

Um elogio para os senhores que trabalham na manutenção, cedo, e levam com caras de gente mal disposta nos elevadores.

 

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Sempre fui muito realista

por Ana, em 14.12.17

A minha irmã tem menos 5 anos do que eu.

Um Natal..

[Não me lembro bem da nossa idade. Talvez eu pouco mais de 10 e ela menos 5]

Escrevia eu,

Um Natal, íamos a passear num centro comercial lá perto da nossa casa (as duas sozinhas, que isto antigamente podia andar-se a passear assim sem adultos) e o "Pai Natal" deu-nos rebuçados.

Não comi.

Não deixei a minha irmã comer.

"Porquê?", dizia ela.

"Porque não se aceita coisas de estranhos", respondo eu.

E ela, coitada "Mas é o Pai Natal"

E eu reforcei "Não se aceita coisas de estranhos"

Não comi.

E ela também não os comeu.

 

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Precariedade no empenho

por Ana, em 04.06.17

Comecei a minha vida de precária em 2003. Estamos em 2017. Tenho 36 anos. E continuo precária. Não tive sempre a mesma função. Já participei em vários projectos. Já fiz muitas coisas. Conheci muita gente. Mas “estabilidade profissional” é coisa que não conheço [espero ansiosamente algum dia saber como é]. O que é certo, é que independentemente da situação precária em que me fui encontrando, sempre gostei daquilo que fiz, e sempre o fiz com rigor, paixão e vontade de fazer o melhor.

 

Isto tudo, para chegar onde? Choca-me esta falta de vontade que me vai passando pelos olhos, quando encontro pessoas a trabalhar. Este ar “estou aqui a fazer isto, mas podia estar a fazer outra coisa qualquer, desde que me paguem”. Pior, por acharem que já têm um contrato, julgarem que não têm que se preocupar com mais nada.

 

Sempre tive que dar o litro. Ansiar por um feedback positivo do outro lado, pois sempre foi isso que me foi garantido algum trabalho (mesmo que precário, é trabalho). E depois, uma pessoa vê alminhas que pouca experiência têm, não tiveram que lutar grande coisa para terem o que têm, e mesmo assim acharem que “desde que não me chateiam, eu estou aqui e faço o que vocês acharem que eu devo fazer”.

 

Zero autonomia. Zero iniciativa. Zero desenrascanço.

 

Não quero transformar este post numa questão de conflito de gerações, mas o que é certo é que estas camada mais jovens que estão a chegar ao mercado de trabalho são assustadoras. Acredito, que também existam situações contrárias a esta. De qualquer das formas, esta ideia generalizada “eu posso tudo, e não preciso de fazer grande coisa para o ter” é algo que começa a estar enraizada já na mentalidade desta malta.

 

Ora, isso faz-me imensa confusão. Pois, se eu acabei o curso numa altura má (diziam os meus professores), esta malta que acabou os cursos no meio da crise também não teve muita sorte. Por isso, donde vem este desprendimento todo? Esta sensação que têm que são os maiores, e que as oportunidades não se procuram, que elas aparecem?

 

E depois quando encontram alguma coisa é isto:

desinteresse político.jpg

Não ouvem nada do que devem ouvir. Escolhem apenas aquilo que querem ouvir.

Ver, só vêem o que está a frente dos olhos. O resto, está quieto.

Falar, esquece. "Mas alguém me perguntou alguma coisa? "Ai, eu não sei"

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Realidade Versus Fantasia

por Ana, em 19.05.17

Depois de contar a história à miúda sobre uns duendes mágicos que faziam tudo na aldeia para as pessoas durante a noite (limpar as ruas, fazer o pão para ajudar o padeiro, cortar a carne para ajudar o talhante, fazer as roupas para ajudar o alfaiate, etc…), pergunto-he:

Também gostavas de ter um duende que quando tu tivesses a dormir, viesse aqui arrumar o teu quarto?

Sim

E que tratasse das tuas roupinhas?

Sim

E que preparasse o teu pequeno almoço?

Sim

Gostavas filha?"

Sim

Mas tu tens filha. Sabes quem é?

Não” (já toda super entusiasmada a pensar em duendes e coisas mágicas)

Sou eu, filha. Eu sou o teu duende

[tivemos beicinho e cara muito zangada, só vos digo]

 

As vezes também sabe bem ser assim um bocadinho irritante, só naquela, para não serem sempre eles.

 

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Há sacrifícios que se fazem…

por Ana, em 02.05.17

… mas outros nem por isso.

Depois de uma corrida bem puxadinha, chegar a casa e ouvir da miúda: “Mãe, está sol, eu vou vestir o meu casaco e por o meu chapéu e vamos ao parque”.

Resposta da mãe: “Pois, mas não. Está muito vento filha” [E nem era mentira]

 

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