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Sonhos...

por Ana, em 28.03.19

No outro dia, a miúda perguntou-me: "Mãe, qual é o teu maior sonho?"

Eu respondi: "Não sei."

"Como não sabes, mãe?" Perguntou ela com um ar atónito.

"Não sei, filha".

E ela lá foi à vida dela, com um ar muito espantado e atarantado.

 

E de facto, não sei.

E fiquei a pensar nisso.

E tenho pensado nisso, e não cheguei a nenhuma conclusão.

Será da idade? Será conformismo? Será falta de ambição?

Eu lembro-me de ter sonhos.

Uns concretizei.

Outros nem por isso.

Às vezes sinto que a minha vida foi acontecendo e eu fui andando por ela.

Já me irritei.

Já me desiludi tantas vezes.

Já me revoltei.

Que acho que deixei de ter sonhos.

Fico feliz com as coisas boas que vão acontecendo.

Fixo objectivos, às vezes.

Mas sonhos... Acho que já não tenho.

 

[Em compensação, a miúda disse-me há dias: "Já realizei os meus três sonhos mãe: vou ter uma mana, tenho uma Nancy e já tenho slime". Agora tenho que arranjar outro sonho. Já sei: quero uma casa da LOL". Para ela é fácil ter sonhos. Por isso ficou tão perplexa com a minha resposta]

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Inicio de semana

por Ana, em 15.01.19

A segunda-feira não foi fácil.

Dormi mal, logo passei o dia todo com a sensação que nem tinha ido à cama.

Instalou-se em mim uma onda de pessimismo que me abalou o dia todo.

Ainda fui à natação com a miúda.

Parecia que o dia nunca mais acabava.

Mas acabou.

E passava pouco das 22h já ía eu a caminho da cama.

 

Terça-feira. Hoje.

Dormi bem melhor.

Aquilo que ontem me atormentava, hoje já parecem coisas sem importância.

Nada como uma noite bem dormida, para reequilibrar tudo.

 

Boa semana!

 

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Celebremos o Sol

por Ana, em 11.01.19

Está frio, é um facto. Todos sabemos e todos falamos (queixamos) disso.

Não chove, e o país está outra vez em seca. Mais do mesmo. Mas é mau, todos sabemos.

 

Mas estes dias de início do ano que começaram com este sol magnífico, também merecem ser celebrados.

Com passeios ao fim de semana.

Com esplanadas nas horas quentes.

Com “escapadinhas” do escritório há hora de almoço.

 

As vantagens da vitamina D vindas diretamente do Sol, são mais que muitas.

 

Ora vejamos.

  • regula o metabolismo ósseo, sendo essencial para o desenvolvimento saudável e para a manutenção dos ossos e dentes;
  • desempenha um papel importante ao nível muscular, ao nível do sistema imunológico e ao nível do sistema nervoso, uma vez que previne o declínio cognitivo;
  • desempenha um papel protetor, uma vez que parece reduzir o risco de enfarte, de doença coronária e de insuficiência cardíaca;
  • revela um efeito preventivo da obesidade e da diabetes mellitus, pois tem a capacidade de melhorar a sensibilidade à insulina;
  • durante a gravidez, a Vitamina D diminui o risco de eclampsia.

 

É óbvio que podemos encontrar esta vitamina em outras fontes, mas cerca de 80% advém da exposição solar.

 

Leiam mais sobre isto aqui.

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Escolhas

por Ana, em 17.07.18

Nas minhas buscas pela netflix, com o objectivo de encontrar algo "diferente", as vezes encontro umas coisas giras.

 

Desta vez foi uma série dinamarquesa: "Rita".

 

Muito boa. 

Só tenho pena, que já tenha visto as 4 temporadas.

Bem podiam fazer mais.

 

Rita, é a típica pessoa que resolve os problemas de todos, menos os dela.

Vou mais longe, até. Ela bloqueia qualquer tipo de situação/sentimento que a faça viver os problemas dela.

Empurra tudo para longe.

É engraçado que não nos apercebemos disso logo no início.

Vamos nos apercebendo ao longo dos episódios.

E ás tantas, sem nos apercebermos, estamos a fazer comparações com a nossa vida.

 

Não vou pôr aqui as conclusões a que cheguei sobre mim.

Mas deixo-vos uma reflexão [que eu própria fiz].

 

Sentimos saudades do passado, quando não gostamos daquilo que temos agora e nos arrependemos das escolhas que fizemos.

Bloqueamos o passado, quando não gostamos do que vivemos e evitamos ao máximo trazê-lo para o presente que queremos.

Planeamos o futuro, quando estamos onde não desejamos estar. Quando queremos tudo o que não temos.

Concentramo-nos no presente, quando nos falta perspectiva, sonhos e objectivos.

Refugiamo-nos no dia a dia, quando bloqueamos o passado e achamos que não conseguimos construir um futuro melhor.

 

Por isso...

 

Nada nem ninguém pode fazer por ti, o que só tu podes fazer por ti.

Nada nem ninguém sabe o que tu viveste e o que tu sentiste.

Nada nem ninguém pode decidir por ti, o que te compete a ti decidir.

Nada nem ninguém pode escolher por ti, aquilo que te compete a ti escolher.

 

[Não podes viver a vida dos outros. Tens que viver a tua.]

 

 

 

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Sobre o tempo...

por Ana, em 13.04.18

"Cada agora é já um há bocado ou ainda um daqui a pouco."

 

Martin Heidegger

 

... e a noção de tempo.

Presente.

Futuro.

Passado.

O Agora.

O Depois.

O Instante.

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Viver em modo robot

por Ana, em 20.03.18

 

Hoje vi este anúncio do MacDonadl's e pensei, é isto mesmo que somos.

Robots.

Vivemos os dias uns atrás dos outros. De modo automático. Planeando, gerindo, definindo dia a dia.

Gostava de fazer melhor. Quebrar a rotina.

Sair desta teia do dia a dia que me sufoca.

Mas não estou sozinha.

Não consigo fazer tudo como quero.

As coisas não correm sempre como idealizo.

 

Tenho dias em que me sinto esgotada da vida.

Imersa num conjunto de coisas que vou fazendo.

Dias que vou vivendo, uns atrás dos outros.

Chateada com o percurso que fiz.

Feliz pelo lugar onde estou.

Mas revoltada com o que ficou para trás.

Sinto que podia mais, e não fiz.

Sinto que devia fazer de outra maneira, mas não faço.

Esgotada.

Tonta.

Nauseada.

Em modo robot.

Oiço os outros. Vejo os outros. E penso: é mentira. Vivem uma realidade que não pode ser verdade.

 

Penso nestas tretas todas, quando estou no carro. Sozinha. Nos meus percursos.

Depois, chego ao trabalho e trabalho. Já não tenho tempo para pensar.

Chego à miúda e vivo a miúda. Já não tenho tempo para pensar

Chego a casa e vivo as rotinas todas do final do dia. Umas atrás das outras. Já não tenho tempo para pensar.

É depois de a deitar, que tudo volta à mente.

Mas não quero pensar. Como não pensar? Entretendo a mente. 

E os dias passam.

De forma mecânica.

 

E está tudo igual.

 

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Hoje pegava em mim...

por Ana, em 16.03.18

 

E ía...

Sozinha. E em silêncio.

Para lado nenhum.

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Diz-me lá...

por Ana, em 13.03.18

Deixas o tempo passar ou passas o tempo_.jpg

 

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Um elogio aqui da antipática

por Ana, em 01.03.18

Resultado de imagem para cara cerrada

Entro no elevador. Cara cerrada.

Venho chateada. Com o tempo. Com o trânsito.

Venho com sono. Sem energia.

Elevador para piso a piso.

Paciência, zero.

Cabeça está longe dali.

Numa das paragens entra um senhor. Trabalhador externo que terá vindo aqui fazer qualquer coisa.

Sai logo no piso a seguir.

Antes de sair dá-me os bons dias com um sorriso super simpático.

E é aí que tomo consciência da minha "cara feia".

E eu penso: Este senhor já está a trabalhar há mais tempo que eu. E "levou" com estas trombas, e ainda assim é tão simpático para mim.

Hoje é dia do elogio.

Um elogio para os senhores que trabalham na manutenção, cedo, e levam com caras de gente mal disposta nos elevadores.

 

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Sobre a fé

por Ana, em 15.02.18

No fundo, sinto que a minha vida é sempre governada por uma fé que já não tenho. A fé tem isto em particular: mesmo quando desaparece, continua a agir.

Renan , Ernest

 

É isto.

No fundo é isto.

 

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