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Vou fechar isto

por Ana, em 21.04.18

Meus caros leitores,

 

Vou fechar isto.

Lamento, mas vai ter que ser.

 

Vou contar-vos o meu sábado.

Acordei antes das 7h, pois esta miúda só acorda cedo ao fim de semana.

Ela foi ver bonecos. Eu continuei a dormir.

Levantei-me. Fui correr. Tomei banho. Pequeno almoço. Saí.

Esteticista marcada para as 09h.

1h depois saí de lá.

Talho. Mercearia.Costureira.

Casa.

Arrumar compras. Fazer almoço. Pôr a máquina a lavar.

Almocei.

Arrumar a cozinha.

Estender a roupa.

Levar a miúda a natação.

Lanche no café com a miúda.

Voltar para casa. Comprar pão com chouriço pelo caminho.

Chegar a casa e sofá.

 

Ora, é agora que vem a revolta.

Antes de ir apanhar a roupa, fiz uma visita pelas redes sociais.

E descubro o quê?

Que tudo o que é blogger famoso está instalado em Troia, num hotel, com a família.

E eu?

Pois.

É isto.

Não preciso de dizer mais nada, pois não?

 

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Histórias dos outros

por Ana, em 14.04.18

Imaginem alguém que foi vitima de maus tratos.

Que teve um filho desse relacionamento.

E que saiu de casa com o filho, para o criar sozinha.

 

Imaginem que esse alguém, também não teve o apoio da mãe.

Sendo também sujeita a maus tratos, sejam verbais, sejam de que natureza for.

E o filho, também ouve.

 

Imaginem que esse alguém vive com o filho sozinha. O cria sozinha. Com as dificuldades todas que isso acarreta.

Esta criança não sabe o que é ser pai. Atribui a expressão pai uma conotação negativa.

 

Esse alguém, um dia encontra outra alguém.

Parece um príncipe.

Almas gémeas.

Afinal o amor existe.

E vão viver juntos.

E o filho até pede para chamar pai.

 

Esse príncipe, aos poucos vai se revelando um sapo.

Mentiras.

Maus tratos verbais.

Discussões.

 

Seria de esperar que ela estaria atenta. Perceberia os sinais. Seria capaz de por um ponto final logo no início. Afinal ela até criou o filho sozinha.

Pois, mas o problema é que ela nunca soube o que era a vida de outra maneira. Até consegue encontrar justificações para os actos dele.

Onde isto vai acabar? Todos sabemos.

 

Esta é apenas uma história igual a tantas outras. Todos sabemos o final.

As próprias pessoas envolvidas na teia, sabem. Mas não querem. Desejam tanto que seja diferente, que ficam numa teia difícil de sair.

 

É mais fácil julgar e dizer "comigo nunca". 

Mas as histórias dos outros, são mesmo isso. A história dos outros. E só quem vive a sua história, faz o que faz com a sua história.

 

Queria eu que ela e tantas outras dissesse basta, logo ao primeiro sinal. 

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Arco-íris

por Ana, em 13.12.17

Hoje vimos um arco-íris.

Banalidade?!

Nem por isso.

Porque hoje vimos o arco-íris todo.

Do princípio ao fim.

A cara da miúda a dizer "uaauuuuuu" foi deliciosa.

Ela já tinha visto um arco-íris? Sim.

Mas nunca o tinha visto completo.

Lá está, mais um dos privilégios de viver no campo, onde não há prédio a "estragar" a vista.

 

Cada vez que vejo um arco-íris penso: "este dia tem tudo para correr bem".

Vamos a isso.

 

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 [Não foi este. Vínha a conduzir, não deu para tirar foto. Mas foi algo semelhante a isto]

 

Era mesmo disto que o meu Dezembro estava a precisar. 

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Alguém entende isto?

por Ana, em 13.11.17

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Como é que se explica que a um sumo de laranja natural seja aplicado um IVA de 23% e a um bolo de 13%?

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Aqui há tempos deparei-me com esta imagem (já não me recordo se foi no facebook ou mesmo aqui no blogs).

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Gostei.

Pensei mesmo: “Inspirador. A ver se imprimo e coloco isto em algum lado para que o consiga ver várias vezes”.

Só que não.

E agora, olhando bem para isto, ponho-me cá a pensar com os meus botões: isto será exequível?

Vamos lá analisar cada um dos pontos.

 

1 hora de exercício

Este começa logo por ser complicado.

Por vários motivos:

  • o meu corpo não aguenta 1h de corrida todos os dias;
  • é muito complicado conseguir 1h por dia de tempo livre todos os dias para ir correr;
  • Chego a casa depois das 19h, o que torna o tempo curto ao final do dia para conseguir cumprir com todos os outros hábitos;
  • Teria que me levantar todos os dias às 5h da manhã, o que compromete o número 8

 

2 litros de água

Não faço ideia se o cumpro. Se calhar até cumpro. Não “conto” a água que bebo. De qualquer das formas, andar a beber água por obrigação, não me parece nada bem.

 

3 chávenas de chá

Não bebo. Mas bebo perto de 3 cafés. Não está certo não. Eu sei.

Mas também, juntar estas três chávenas aos dois litros de água, é capaz de ser assim um bocadinho complicado (muita ida ao WC)

 

4 peças de fruta

Aqui também posso fazer alguma concessão. Como 2 às vezes 3. Não é difícil ir para as 4.

[Mas os nutricionistas não dizem que só se deve comer 2 peças de fruta por dia, por causa do açúcar natural da fruta? Pensava que sim]

 

5 refeições por dia

Esta é na boa. Sim senhora. “Sem espinhas”.

 

6 músicas que te inspirem

Eu até concordo com isto. O problema é que eu para me concentrar tenho que estar em silêncio. E no carro tenho por hábito ouvir rádio, e assim a música fica assim um bocadinho “totoloto”. Tenho que ver melhor isto, tenho.

 

7 minutos de riso

Tranquilo. Gosto de rir. E basta parar um bocadinho e ficar SÓ a ouvir, ver, sentir a minha miúda para o conseguir. [As vezes é que me esqueço ;)]

 

8 horas de sono

Ora aí está uma coisa que me é cara. Antes de ser mãe, se eu não dormisse um mínimo de 8 horas, era um trinta e um. Mas depois, a realidade mostrou-se bem "durinha", e quando conseguia dormir 4 horas seguidas já deitava as mãos aos céus. Agora recuperei o controle sobre o meu sono. Mas a questão agora é outra. Para dormir 8 horas de sono não consigo fazer 1 hora de exercício nem ler 9 páginas de um livro, entre todas as outras obrigações das quais é feita o meu dia.

 

9 páginas de um bom livro

Se estiver para aí virada, vão muitas mais que 9. Se não estiver, não dá.

 

10 minutos de reflexão

Esta é boa. Até me faz esboçar um sorriso. Das duas uma: ou estou cheia de coisas para fazer, e tenho lá tempo para me pôr a reflectir. Ou tenho muito tempo livre e reflicto até demais (esta minha mente não para).

 

E pronto. É isto. A ideia é gira. Mas é difícil.

 

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Usar os outros como espelho

por Ana, em 23.06.17

Há uns anos atrás, logo do início do nosso namoro, o meu marido apresentou-me os queques da Ericeira.

Compramos e fomos para o carro para os comer a ver o pôr-do-sol, tal casal jovem e apaixonado.

Quando entramos no carro, no carro ao lado, estava um casal a fazer exactamente o mesmo. Mas com uma diferença. Com um elevado excesso de peso.

Não. Nem penses que vamos fazer o mesmo”. Saímos dali, já não me lembro para onde. Mas sei que os queques não me souberam assim tão bem, porque a culpa veio ao de cima.

Várias vezes nos lembramos disto e nos rimos com a situação. Mas no fundo no fundo, isto até nem tem graça nenhuma.

Aqui há dias, entrei num café de praia e vi uns croissants de chocolate enormes. Com um aspecto irresistível. Várias pessoas a comprar.

Consegui resistir à tentação de não comprar.

Sento-me na esplanada. Na mesa ao lado, adivinhem lá?

Um casal com MUITO excesso de peso, mas mesmo mesmo MUITO, a comer o belo do croissant.

E eu só pensei: “ainda bem que eu não o pedi, porque certamente não me iria saber bem”.

Não vou aqui fazer juízos de valor sobre o comportamento destas pessoas. Até porque já falei sobre este assunto aqui .

Agora o que eu sei é que eu, apesar de estar entre os níveis normais de massa gorda, tenho peso a mais, e tenho gordura acumulada em vários sítios do meu corpo, e por isso todos os dias tenho que gerir esta vontade de comer “guloseimas” versus “sei bem que isto me faz mal, por isso é melhor não”. Às vezes ganha a gulosice. Outras vezes, a razão. Não tenho a menor dúvida de que se a gulosice ganhasse sempre, eu estaria igualmente com MUITO excesso de peso.

 

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Coisas que eu vejo #05

por Ana, em 03.04.17

Estou “muito bem” no parque infantil lá da aldeia, com a minha filha, quando me deparo com a seguinte situação.

Chega uma jovem adolescente (entre os 12 e os 14 anos, não consigo precisar muito bem) e dirige-se ao baloiço e lá fica a baloiçar.

Entretanto, reparo que ela pousa o telemóvel no chão e o apoia numa “coisinha” que me pareceu própria para “encostar os telemóveis”. Começa uma música a tocar e ela corre de volta para o baloiço e faz toda uma dança, pelo que julgo que o que ela estava a fazer era a filmar-se. Depois volta a fazer o mesmo, mas desta vez sem música e começa a dizer coisas, que a mim me pareceram sem nexo: “pessoal…” “parque de xpto…”, “ohhhh…”, “uhhhhuhh…”. Fiquei com a sensação que ela estava a gravar para o seu canal no youtube. Para finalizar, põe uma outra música e começa novamente a fazer toda uma dança que incluía estar em pé em cima do baloiço, pernas a abrir e pernas a fechar e toda enrolada no baloiço e a fazer risinhos e gritos.

Bom, eu só pensava: mas que raio está a acontecer aqui???? A minha miúda olhava para “todo o espectáculo” exactamente com o mesmo ar [Mas com certeza a pensar, “uauauauau… também quero fazer”].

E pronto, olha é isto. Dever ser assim que se brinca com esta idade. A fazer vídeos para o youtube.

E depois uma pessoa põe-se a pensar “onde é que eu vou arranjar paciência para isto???

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 Esta não sou eu. Será a cara do pai da minha filha, se ela algum dia se lembrar de fazer alguma coisa semelhante.

 

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Coisas que eu vejo #04

por Ana, em 23.03.17

Rapariguinhas novas, jeitosas e bonitinhas ir à casa de banho e sair sem lavar as mãos.

[Sou só eu que acho isto "anormal???]

 

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Coisas que me apoquentam #01

por Ana, em 17.11.16

Não sou fundamentalista em relação a nada, e cada vez menos vezes digo que nunca faria. A vida tem sido muito engraçada comigo, e já fiz coisas que nunca imaginei fazer, e gosto actualmente de coisas, que afirmava a pés juntos, que nunca iria gostar.

No entanto, há algo ao qual não digo “nunca irei utilizar”, mas que digo “desejo verdadeiramente nunca vir a precisar, pois caso contrário, vou ficar realmente aflita”. O quê? Carrinhas de transporte escolar. Enquanto mera espectadora, já assisti a cenas, que se eu soubesse que a minha filha lá estaria dentro, nem sei o que fazia.

Ora vejam:

  • Ultrapassagens numa estrada nacional, com imenso trânsito nos dois sentidos - sim JURO, vi isto hoje, e com crianças lá dentro;
  • Uma carrinha parada em frente a um centro comercial, com crianças lá dentro e sem motorista - tinha saído para ir comprar o jornal, lá dentro - esta não vi, mas contaram-me e a fonte é segura;
  • Uma carrinha estacionada em segunda fila, no lado oposto ao do ATL, com umas passadeiras relativamente acima, e o que vejo - o motorista atravessa a estrada em direcção a carrinha, sem ir a passadeira, e as crianças seguem-no.

Aquilo que de alguma forma me acalenta é que isto de certeza não acontece nos colégios ou ATL’s bons, certificados e que seguem toda a legislação existente (?!?!?!?!?) Assim o espero.

 

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Há um centro comercial na linha de Cascais (não vou referir nomes para não ferir susceptibilidades, mas é o mais antigo de todos), onde gosto muito de passear, sempre gostei. Gostos das lojas, gosto dos corredores amplos. Mas sem dúvida nenhuma, ao fim de semana de manhã, porque da parte da tarde, o caos instala-se.

Mas o assunto que vos trago, são as pessoas que por ali se passeiam. Sim,”há de tudo”, claro, como em todos os sítios. Mas há por ali uma espécie de gente, que me causa náuseas: aquela malta da linha, que se acha melhor que os outros todos - uns que falam alto como se fossem da barraca, mas todos vestidinhos a primor, e outros a falar muito baixinho, arrogantes como o raio, a não dar confiança a ninguém.

Relato agora as duas situações que observei:

  • Primeira situação: um grupo enorme (dois ou três casais, não percebi bem), como uma quantidade enorme de miúdos - os miúdos queriam levar coisas, e oiço uma delas a dizer “eu cedo sempre, para não os estar a aturar”, e depois em alto e bom som, falavam dos preços “escolhe outro” “nem penses que levo isso”, “não abras isso, já te disse, isto não é como o continente que vocês abrem tudo antes de chegar à caixa”, e os putos aos gritos, claro e a quererem abrir tudo. Afastam-se da zona, aparentemente para ir “á bilheteira, ver dos bilhetes para o disney on ice, e espectáculos para os miúdos” (há uma que ainda diz, “ah, eu vou ver se os consigo arranjar”);
  • Segunda situação: três crianças a brincar na zona infantil, na mesa de jogos, a rir, a conversar, nada de extraordinário - há uma quarta criança que vê e pede a mãe para também ali brincar; a mãe diz que sim, e fica a ver a loja por ali; de repente, o pai vê que a sua querida filha estava ao pé daquele grupo “barulhento” e chama-a para ao pé de si, não permitindo que ela se misture com a ralé.

E é isto. E gente a “pedinchar” nas lojas. Também se vê muito por ali.

 

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