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Parvoíces que só a mim

por Ana, em 07.01.19

Já cá estamos outra vez.

Segunda-feira.

Das mais difíceis que tenho na memória.

Muito complicado sair da cama com este frio.

Mas cá estou, pronta (ou não) para uma semana que promete ser “dura”.

Como passaram o fim de semana?

Eu, com um galo na cabeça. E ainda cá está.

Na 6ª feira, ao final do dia, ao fechar a porta da mala do carro aconteceu-me uma coisa muito estúpida.

Passo a contar.

O carro estava muito junto a parede.

Aqui a esperta, para abrir a mala, desviou-se para o lado.

Mas para fechar não.

Sim, isso mesmo.

Fechei a mala e levei com a porta da mala do carro com toda a força na cabeça.

A dor?

É HORRÍVEL.

Muito aguda. Pensei em tudo. Inclusive que ia acabar a semana nas urgências.

Mas não, cá estou.

E “aparentemente” mais calma. Se calhar, foi da pancada.

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"Acidentes" na cozinha

por Ana, em 25.10.18

Recuem no tempo...

Recordem-se de serem crianças e as vossas mães prepararem para o jantar/almoço o vosso prato preferido.

Lembram-se do prazer de antecipação que sentiam?

 

Agora imaginem a seguinte situação.

Chega a hora da refeição, começam a comer e assim que colocam a primeira garfada no boca, ficam com a boca a arder.

E bebem água.

Muita água.

O pai informa: "Isto está picante".

E a mãe garante que é impossível, pois nem pimenta colocou.

A mãe prova.

E constata que está efectivamente MUITO picante.

O pai diz à mãe: "Tu não temperaste com pimentão, temperaste com piri-piri em pó".

A mãe fica indignada: "Como é que isso é possível? O que é que "isso" está ali (armário dos temperos) a fazer????"

E o pai responde: "Foste tu que compraste".

Miúda chora desalmadamente.

E a mãe vai fazer uns ovos mexidos.

 

Aconteceu ontem lá por casa.

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Segunda-feira

por Ana, em 15.10.18

A semana passada passou-se.

A 6ª feira foi muito bem recebida.

O fim de semana deixou o coração quentinho.

 

Mas depois.

A pessoa acorda na 2ª feira e leva com uma chapada de realidade que é para começar bem a semana.

 

Primeiro: mal sai da cama, ouve o vento lá fora e a chuva.

Olha que jeitoso hã.

"Não, M, hoje não vais com o vestido que tinhas escolhido ontem..."

"Mas mãe..."

"Está a chover e tal, não dá. Vamos lá escolher outra roupa"

[E recomeçam os filmes de quero isto, não quero isto...]

 

Segundo, entramos no carro e ouvimos as notícias do trânsito.

"Bonito... Isto hoje vai ser um bom"

Voltas e mais voltas e mais voltas, e chego finalmente ao trabalho com um atraso de 30 minutos.

 

Terceiro, como cheguei atrasada, adivinhem? Tenho que sair mais tarde.

Ou seja, ainda fico de "castigo" por causa da m**** do trânsito.

 

[Então mas a Leslie não foi só no sábado? Tinha que vir cá chatear as pessoas a uma 2ª feira de manhã]

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Treinar em casa.

por Ana, em 11.10.18

Desde este meu grande feito, não voltei a correr.

Instalou-se em mim uma "contra-vontade" e cada vez que penso em correr, sinto-o mais como um sacrifício do que como uma coisa boa (como costumava sentir).

Acho que é passageiro, e vai acabar por passar.

Mas enquanto não passa...

Enfim.

Ficar sem me mexer é que não pode ser.

Já não vou para nova, e as "gordurinhas" colam-se em mim como cola daquela extra plus.

Assim, resolvi experimentar outra coisa.

Treinar em casa.

Descobri a app "Nike Trainning", que tem imensos treinos que podemos fazer em casa, mesmo sem nenhum equipamento.

A meio de Setembro iniciei um plano de 4 semanas.

Cumpri na primeira.

Mas depois não fiz mais nada.

Iniciei esta semana um novo plano.

E desta vez estou mesmo decidida a cumprir.

Em que consiste o plano?

Em treinos curtinhos que podemos perfeitamente fazer em casa, ou onde nos apetecer.

Na 2ª feira, fiz um treino de 30 minutos, que consistia em trabalho de Resistência: alguns exercícios de pernas e tronco.

Ontem o treino indicava uma corrida de 15 minutos. Como estava sozinha com a miúda, resolvi trocar e fiz o treino que estava previsto para hoje.

Então. Treino curtinho. 10 minutos.

Pois, mas 10 minutos de abdominais.

Até agoniada eu estava no fim, senhores.

Ainda me dói.

Dói-me a rir.

E quanto mais dói, mais vontade tenho de rir.

E o pescoço também me dói. Sim, eu sei que é porque não fiz a coisa bem feita.

Mas a verdade é que dói, e deve ser por isso que estou assim meio agoniada.

 

Bom, se querem treinar mas não se conseguem inscrever num ginásio, por falta de tempo ou outro motivo qualquer, esta é sem dúvida uma boa opção.

É gratuita.

Tem vídeos a demonstrar e uma "senhora" a explicar-vos como devem fazer.

[Até podem por no pause se tocarem a campainha ou tiverem que assistir a vossa criança.]

E se ficarem na ronha um bocadinho durante algum exercício, não fal mal. Ninguém está a ver.

 

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Ideias que mais vale não ter

por Ana, em 11.05.18

Fui mais a minha miúda ao cabeleireiro.

Aquilo que podia ser um programa divertido de mãe e filha, quase se tornou num pesadelo.

 

Quis ser a primeira. Claro.

Toda satisfeita a lavar a cabeça como as senhoras crescidas. Toda ela se ria.

Cortou o cabelo.

A cabeleireira fez-lhe uma trança toda gira.

Linda.

 

Segue-se a mãe.

Começa a tortura.

"Quero sair daqui. Estou cheia de fome"

"Tens que esperar, agora é a mãe."

Inquieta.

A mexer em tudo.

A minha mala a arrastar-se pelo chão.

Dança.

Levanta-se.

Sai da porta.

Ainda só estava a lavar a cabeça e já estava a pensar "que m***** de ideia esta".

 

No final.

Penteado novo para mim. Uma espécie de franja/farripas.

"Não gosto"

"Tira"

"Corta a franja"

"Não quero ir contigo assim"

Birra.

Amuo.

"Não tens vergonha de sair á rua assim?"

Mais birra e mais amuo.

 

Tão bom, hã?

A pessoa sai do cabeleireiro a sentir-se a maior (só que não).

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Os meus gatos

por Ana, em 18.04.18

Tenho dois gatos.

Ambos pretos.

 

Um é um gato "anão".

Pequenino e magrinho.

É o gato de sonho de qualquer pessoa.

Quer é colinho. E como é leve, não chateia.

Dêem-lhe um router e ele é feliz. É lá que passa a maior parte do dia.

A menos que haja sol. Se houver sol, ele deita-se ao sol.

Mas mesmo assim, acho que prefere dormir no router.

Desde que o temos já vivemos em três casas. 

Já mudamos de operador de telecomunicações alguma vezes.

O sítio dele continua a ser o mesmo: o router.

Este gato chama-se Churchill.

 

O outro é um gato "a séria".

Rechonchudo.

Foi para nossa casa ainda muito bebé.

Resultado: acha que sou a mãe dele. 

Cada vez que eu ando, ele anda a minha frente. A miar.

É um gato a séria, como disse.

Detesta mudanças. As mudanças de casa foram sempre muito complicadas.

Estranha tudo o que é diferente.

Estranha pessoas que não conhece. Esconde-se e nunca mais aparece. [Agora já menos]

Adora estender-se ao sol.

Adora apanhar moscas.

Este gato chama-se Fidel.

 

Ontem, depois de deitar a miúda, deitei-me eu também.

A ideia era ler um pouco.

Fechei a porta do quarto. [Gosto muito dos meus gatos, mas cada um no seu sítio e lá em casa não se partilham camas com animais]

Mas comecei a ouvir bzzzzzzz.

Olhei para o candeeiro e lá andava uma mosca enorme.

Reclamei.

Marido fez-se de surdo.

Reclamei de novo.

Nada.

Levantei-me.

Saí do quarto e apaguei a luz do quarto.

Fui para a sala.

E a mosca também.

E o Fidel entrou em acção.

Não descansou enquanto não a apanhou.

Depois de a apanhar, comeu-a.

E de seguida, foi beber água.

E eu?

Eu fui dormir, porque o "caminho já estava limpo".

[Satisfeitíssima com o trabalho da minha "fera"]

 

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Noite atribulada: pré-prova.

por Ana, em 16.04.18

No domingo tinha que me levantar cedo.

Tinha uma corrida a iniciar as 9h no Estoril e tinha que sair cedo de casa.

Mais. Uma vez que ía correr 20 km, era conveniente que dormisse muito e bem.

Vi  os dois primeiros episódios da série "Mecanismo" e apesar de ter muita vontade de ver mais, tinha que ir dormir.

E fui.

Eram umas 23h e picos.

 

Por volta das 23h30 o cão ladrava cá fora no quintal.

Muito.

Marido espreitou pela janela e não conseguiu ver nada.

Foi lá fora.

Passado uns minutos vem dizer-me: "Está um porco espinho no quintal, e o Ringo não para da ladrar para ele" 

Marido, fecha o cão.

E aguarda que porco espinho vá a vida dele.

Marido solta o cão e vai dormir.

 

As 02h e picos...

Ringo ladrava furiosamente.

Lá foi o marido.

O porco espinho tinha voltado.

Cão ficou fechado o resto da noite.

 

As 06h... Despertador toca.

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Rescaldo...

por Ana, em 26.03.18

... Do dia de ontem.

Doi-me as pernas.

Doi-me a garganta.

Doi-me ouvidos.

 

Parte boa: estou de férias. Estive na cama até as 09h30.

Parte boa mas que também pode ser mais ou menos: a miúda também está de férias, o que é chato pois não posso ficar todo o dia deitada, mas por outro lado ainda bem, porque a molenguice nem sempre ajuda.

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Um elogio aqui da antipática

por Ana, em 01.03.18

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Entro no elevador. Cara cerrada.

Venho chateada. Com o tempo. Com o trânsito.

Venho com sono. Sem energia.

Elevador para piso a piso.

Paciência, zero.

Cabeça está longe dali.

Numa das paragens entra um senhor. Trabalhador externo que terá vindo aqui fazer qualquer coisa.

Sai logo no piso a seguir.

Antes de sair dá-me os bons dias com um sorriso super simpático.

E é aí que tomo consciência da minha "cara feia".

E eu penso: Este senhor já está a trabalhar há mais tempo que eu. E "levou" com estas trombas, e ainda assim é tão simpático para mim.

Hoje é dia do elogio.

Um elogio para os senhores que trabalham na manutenção, cedo, e levam com caras de gente mal disposta nos elevadores.

 

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Situação:

 

Saí mais cedo para poder estar presente numa atividade que ia decorrer na escola da miúda. O pai não conseguia. Para mim também era difícil, mas como me fez confusão a ideia de ela não ter lá nenhum de nós, lá me consegui organizar para ir.

Pois que na volta para casa, a miúda diz: "Os pais têm muito trabalho, e as mães não. Foi por isso que o pai não foi e tu foste"

 

Perante isto eu:

A) Fiquei toda inchada e pensei menina bonita, sabe que a mamã está a fazer o papel dela e o papá o papel dele. Pois toda a gente sabe que os homens é que têm que trabalhar a séria.

B) Passei-me da marmita e comecei a disparatar com a miúda, que ela era uma ingrata e que eu também farto-me de trabalhar.

C) Chorei silenciosamente, para não ferir a miúda mas fiquei muito triste com o comentário.

D) Dei-lhe ali de imediato uma lição sobre igualdade de género. Era o que mais faltava.

E) Expliquei que o trabalho que eu deveria ter ficado a fazer mas não fiz para poder ficar com ela, teria que fazer à noite depois de ela se deitar. 

 

Digam-me lá:

1) Qual a resposta que dariam?

2) Qual a resposta que acham que eu dei?

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