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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

11
Mai18

Ideias que mais vale não ter

Ana

Fui mais a minha miúda ao cabeleireiro.

Aquilo que podia ser um programa divertido de mãe e filha, quase se tornou num pesadelo.

 

Quis ser a primeira. Claro.

Toda satisfeita a lavar a cabeça como as senhoras crescidas. Toda ela se ria.

Cortou o cabelo.

A cabeleireira fez-lhe uma trança toda gira.

Linda.

 

Segue-se a mãe.

Começa a tortura.

"Quero sair daqui. Estou cheia de fome"

"Tens que esperar, agora é a mãe."

Inquieta.

A mexer em tudo.

A minha mala a arrastar-se pelo chão.

Dança.

Levanta-se.

Sai da porta.

Ainda só estava a lavar a cabeça e já estava a pensar "que m***** de ideia esta".

 

No final.

Penteado novo para mim. Uma espécie de franja/farripas.

"Não gosto"

"Tira"

"Corta a franja"

"Não quero ir contigo assim"

Birra.

Amuo.

"Não tens vergonha de sair á rua assim?"

Mais birra e mais amuo.

 

Tão bom, hã?

A pessoa sai do cabeleireiro a sentir-se a maior (só que não).

18
Abr18

Os meus gatos

Ana

Tenho dois gatos.

Ambos pretos.

 

Um é um gato "anão".

Pequenino e magrinho.

É o gato de sonho de qualquer pessoa.

Quer é colinho. E como é leve, não chateia.

Dêem-lhe um router e ele é feliz. É lá que passa a maior parte do dia.

A menos que haja sol. Se houver sol, ele deita-se ao sol.

Mas mesmo assim, acho que prefere dormir no router.

Desde que o temos já vivemos em três casas. 

Já mudamos de operador de telecomunicações alguma vezes.

O sítio dele continua a ser o mesmo: o router.

Este gato chama-se Churchill.

 

O outro é um gato "a séria".

Rechonchudo.

Foi para nossa casa ainda muito bebé.

Resultado: acha que sou a mãe dele. 

Cada vez que eu ando, ele anda a minha frente. A miar.

É um gato a séria, como disse.

Detesta mudanças. As mudanças de casa foram sempre muito complicadas.

Estranha tudo o que é diferente.

Estranha pessoas que não conhece. Esconde-se e nunca mais aparece. [Agora já menos]

Adora estender-se ao sol.

Adora apanhar moscas.

Este gato chama-se Fidel.

 

Ontem, depois de deitar a miúda, deitei-me eu também.

A ideia era ler um pouco.

Fechei a porta do quarto. [Gosto muito dos meus gatos, mas cada um no seu sítio e lá em casa não se partilham camas com animais]

Mas comecei a ouvir bzzzzzzz.

Olhei para o candeeiro e lá andava uma mosca enorme.

Reclamei.

Marido fez-se de surdo.

Reclamei de novo.

Nada.

Levantei-me.

Saí do quarto e apaguei a luz do quarto.

Fui para a sala.

E a mosca também.

E o Fidel entrou em acção.

Não descansou enquanto não a apanhou.

Depois de a apanhar, comeu-a.

E de seguida, foi beber água.

E eu?

Eu fui dormir, porque o "caminho já estava limpo".

[Satisfeitíssima com o trabalho da minha "fera"]

 

16
Abr18

Noite atribulada: pré-prova.

Ana

No domingo tinha que me levantar cedo.

Tinha uma corrida a iniciar as 9h no Estoril e tinha que sair cedo de casa.

Mais. Uma vez que ía correr 20 km, era conveniente que dormisse muito e bem.

Vi  os dois primeiros episódios da série "Mecanismo" e apesar de ter muita vontade de ver mais, tinha que ir dormir.

E fui.

Eram umas 23h e picos.

 

Por volta das 23h30 o cão ladrava cá fora no quintal.

Muito.

Marido espreitou pela janela e não conseguiu ver nada.

Foi lá fora.

Passado uns minutos vem dizer-me: "Está um porco espinho no quintal, e o Ringo não para da ladrar para ele" 

Marido, fecha o cão.

E aguarda que porco espinho vá a vida dele.

Marido solta o cão e vai dormir.

 

As 02h e picos...

Ringo ladrava furiosamente.

Lá foi o marido.

O porco espinho tinha voltado.

Cão ficou fechado o resto da noite.

 

As 06h... Despertador toca.

01
Mar18

Um elogio aqui da antipática

Ana

Resultado de imagem para cara cerrada

Entro no elevador. Cara cerrada.

Venho chateada. Com o tempo. Com o trânsito.

Venho com sono. Sem energia.

Elevador para piso a piso.

Paciência, zero.

Cabeça está longe dali.

Numa das paragens entra um senhor. Trabalhador externo que terá vindo aqui fazer qualquer coisa.

Sai logo no piso a seguir.

Antes de sair dá-me os bons dias com um sorriso super simpático.

E é aí que tomo consciência da minha "cara feia".

E eu penso: Este senhor já está a trabalhar há mais tempo que eu. E "levou" com estas trombas, e ainda assim é tão simpático para mim.

Hoje é dia do elogio.

Um elogio para os senhores que trabalham na manutenção, cedo, e levam com caras de gente mal disposta nos elevadores.

 

09
Fev18

Coisas que os miúdos dizem: análise de caso prático

Ana

Situação:

 

Saí mais cedo para poder estar presente numa atividade que ia decorrer na escola da miúda. O pai não conseguia. Para mim também era difícil, mas como me fez confusão a ideia de ela não ter lá nenhum de nós, lá me consegui organizar para ir.

Pois que na volta para casa, a miúda diz: "Os pais têm muito trabalho, e as mães não. Foi por isso que o pai não foi e tu foste"

 

Perante isto eu:

A) Fiquei toda inchada e pensei menina bonita, sabe que a mamã está a fazer o papel dela e o papá o papel dele. Pois toda a gente sabe que os homens é que têm que trabalhar a séria.

B) Passei-me da marmita e comecei a disparatar com a miúda, que ela era uma ingrata e que eu também farto-me de trabalhar.

C) Chorei silenciosamente, para não ferir a miúda mas fiquei muito triste com o comentário.

D) Dei-lhe ali de imediato uma lição sobre igualdade de género. Era o que mais faltava.

E) Expliquei que o trabalho que eu deveria ter ficado a fazer mas não fiz para poder ficar com ela, teria que fazer à noite depois de ela se deitar. 

 

Digam-me lá:

1) Qual a resposta que dariam?

2) Qual a resposta que acham que eu dei?

24
Jan18

Carpe diem - continuando...

Ana

Chego ao trabalho, já em cima da hora.

Quando pego no casaco para sair do carro, sinto que as chaves de casa me caem do bolso.

Deixei ficar. Não tinha tempo. "Estão no carro, é o que interessa".

Mas, quis a prudência que me é característica que eu fosse tratar disso à hora de almoço.

E lá fui.

15 minutos.

De lanterna do telemóvel, à procura.

Mete bancos para a frente.

Mete bancos para trás.

Nada.

Levanta tapetes.

Encontro uma série de lixo. Encontro outras chaves que andavam perdidas.

De casa, nada.

Ponho-me de joelhos no chão, "não vá ter caído para fora do carro".

Nada.

Já passada.

Desisti.

Pensei, "bom, deve estar no carro".

"Pelo sim, pelo não, vou à recepção ver se alguém lá deixou umas chaves."

Entro no carro. Ponho o banco no sítio.

E vejo as chaves.

IMG_20180124_140433.jpg

Por cima do volante. 

Como é que é possível?!?!?!?!?

"Caíram para cima"

 

[Com isto ainda consegui registar o nº de quilómetros que o carro tem, coisa que o marido estava sempre a perguntar. É novo, não é? E sim, está sujo, muito sujo]

15
Dez17

Carta ao Pai Natal

Ana

Caro Pai Natal,

Serve a presente carta para fazer uma exposição contra algumas coisas que me estão a enervar um bocadinho.

 

Em primeiro lugar.

Arranje um telefone. E ande sempre com ele. O argumento que ao longo de quase 5 anos tenho vindo a utilizar com a minha filha “olha que eu ligo já ao Pai Natal…” já não está a surtir efeito pois ouço constantemente a resposta “o Pai Natal não tem telefone”. Por isso, é conveniente que passa a andar SEMPRE com um telemóvel consigo e que o mesmo seja VISÍVEL.

 

Segundo.

Quem é que o mandou confirmar diretamente com a miúda que ela vai receber um determinado presente??? Ela pediu-lhe UM. E o Sr. Pai Natal, disse que sim, sim senhora que já estava feito. E agora, como é que a pessoa descalça essa bota? [Por acaso, já descalcei, mas com muito esforço e pesquisa e imaginação. Quem tem que ter isso tudo é o Sr. Pai Natal, não eu]

 

Terceiro.

Faça qualquer coisa contra a publicidade de brinquedos no Natal. Peço-lhe por favor. Peço-lhe não. Exigo. A cada segundo, surge na cabeça da minha miúda um novo pedido. E depois eu vejo. E acho tudo tão giro, que por minha vontade vai tudo. A minha carteira é que não concorda nada.

 

Posto isto, a única forma de resolvermos estes litígios e eu não fazer queixa formal contra si é compensar-me. Sim, sim. Compensar-ME. E como? Segue abaixo uma lista de coisinhas que eu gostaria de receber ou que simplesmente acontecessem na minha vidinha. OK?

  • Roupa, Calçado e Acessórios. Eu sei que o Pai Natal conhece os meus gostos, por isso veja lá o que encontra por aí prontinho para me entregar.
  • Diminua a intensidade e ocorrência das birras da minha cria.
  • Faça o meu marido entender que eu não sou chatinha, eu faço é questão que tudo decorra conforme o planeado.
  • Elimine as pessoas chatas que andam à minha beira.
  • Dê-me discernimento para rir das coisinhas que me vão aparecendo e força muita força para lidar com outras tantas.
  • Mantenha aqueles de quem gosto felizes.
  • Aproxime-me mais e cada vez mais, de quem me traz conforto e me faz sentir EU.
  • Relembra-me TODOS OS DIAS, aquilo que é importante e abana-me quando estou a dar importância a coisas sem importância.

Acima de tudo, ajuda-me a manter a magia destes dias no brilho dos olhos da minha filha. Não me deixes perder a paciência e ir na onda daquilo que não me está a agradar. Tenho a certeza que isso fará de mim uma melhor pessoa [E só por isso, só por isso, não levarei as minhas queixas ao mais alto nível.]

 

Saudações natalícias,

Ana

 

25
Out17

Coisas que me acontecem #7

Ana

No domingo passado, fiz uma bela corrida: 12 km.

Terminei fora da aldeia, cá em cima. Assim pude fazer os alongamentos com uma paisagem ampla e inspirador.

Estava um dia fantástico. Céu limpo. De uma lado, via o Palácio da Pena. Do outro lado, via o Palácio de Mafra.

Perfeito.

Até que....

De repente, comecei a ouvir tiros. E percebi que estava numa zona de caça.

Acabou-se o relax num instante. 

Primeira reacção: começar a correr outra vez.

Mas não.

Percebi que estava em zona segura [estrada].

Alonguei. Respirei fundo. E vim embora.

 

 

04
Out17

Por estes dias [desabafos, só desabafos de quem vem irritado]

Ana

Tem estado muito trânsito.

Toda a gente que anda de carro todos os dias, com certeza já se apercebeu disso.

Ah e tal, é sempre assim, quando começam as aulas. Sim, Mas não. Este ano, está muito mais do que o costume. É surreal.

Já tentei sair de casa mais cedo. Não tive sorte em nenhuma delas.

Até cheguei foi mais tarde. Muito trânsito (já disse?). Acidentes. Carros avariados. (No outro dia, contei 8 situações de carros avariados e/ou acidentados). Ou simplesmente, muitos carros a andar, o que faz com que se ande mais devagar.

Ontem, no trânsito, reflecti sobre esta temática. E cheguei à seguinte conclusão: Pois claro, isto está pior, não é só impressão minha. É porque a crise acabou (dizem os entendidos). E agora há mais gente que largou os transportes públicos, e vai de ir de carro para todo o lado.

E isto anda a irritar-me assim um bocado. É muita chatice logo para começar o dia.

Também é verdade, que a rede de transportes públicos, é o que é. Eu, em trabalhando no centro de Lisboa, não vinha de carro de certeza. Mas para apanhar 3 transportes, e demorar umas 3h a chegar ao trabalho, não é opção. Em minha defesa, alego ainda, que nós vimos os três e voltamos os três, pelo que no nosso caso, sai mais barato o carro do que os transportes.

Bom, mas hoje então, foi pior. E porquê? Porque “fui contra” uma mota. De repente, só vejo uma mota a atravessar-se à minha frente e eu a travar com toda a força.

Um treta. Apanhei um camadão de nervos. Sorte a minha, que a miúda já estava entregue na escola.

Não houve chatices maiores. Entendemo-nos calmamente e ninguém se magoou a sério.

Mas é chato. Estou farta destas confusões. É muito carro, senhores (e motas ).

Como é que resolvemos isto?

 

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