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"Acidentes" na cozinha

por Ana, em 25.10.18

Recuem no tempo...

Recordem-se de serem crianças e as vossas mães prepararem para o jantar/almoço o vosso prato preferido.

Lembram-se do prazer de antecipação que sentiam?

 

Agora imaginem a seguinte situação.

Chega a hora da refeição, começam a comer e assim que colocam a primeira garfada no boca, ficam com a boca a arder.

E bebem água.

Muita água.

O pai informa: "Isto está picante".

E a mãe garante que é impossível, pois nem pimenta colocou.

A mãe prova.

E constata que está efectivamente MUITO picante.

O pai diz à mãe: "Tu não temperaste com pimentão, temperaste com piri-piri em pó".

A mãe fica indignada: "Como é que isso é possível? O que é que "isso" está ali (armário dos temperos) a fazer????"

E o pai responde: "Foste tu que compraste".

Miúda chora desalmadamente.

E a mãe vai fazer uns ovos mexidos.

 

Aconteceu ontem lá por casa.

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Segunda-feira

por Ana, em 15.10.18

A semana passada passou-se.

A 6ª feira foi muito bem recebida.

O fim de semana deixou o coração quentinho.

 

Mas depois.

A pessoa acorda na 2ª feira e leva com uma chapada de realidade que é para começar bem a semana.

 

Primeiro: mal sai da cama, ouve o vento lá fora e a chuva.

Olha que jeitoso hã.

"Não, M, hoje não vais com o vestido que tinhas escolhido ontem..."

"Mas mãe..."

"Está a chover e tal, não dá. Vamos lá escolher outra roupa"

[E recomeçam os filmes de quero isto, não quero isto...]

 

Segundo, entramos no carro e ouvimos as notícias do trânsito.

"Bonito... Isto hoje vai ser um bom"

Voltas e mais voltas e mais voltas, e chego finalmente ao trabalho com um atraso de 30 minutos.

 

Terceiro, como cheguei atrasada, adivinhem? Tenho que sair mais tarde.

Ou seja, ainda fico de "castigo" por causa da m**** do trânsito.

 

[Então mas a Leslie não foi só no sábado? Tinha que vir cá chatear as pessoas a uma 2ª feira de manhã]

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Treinar em casa.

por Ana, em 11.10.18

Desde este meu grande feito, não voltei a correr.

Instalou-se em mim uma "contra-vontade" e cada vez que penso em correr, sinto-o mais como um sacrifício do que como uma coisa boa (como costumava sentir).

Acho que é passageiro, e vai acabar por passar.

Mas enquanto não passa...

Enfim.

Ficar sem me mexer é que não pode ser.

Já não vou para nova, e as "gordurinhas" colam-se em mim como cola daquela extra plus.

Assim, resolvi experimentar outra coisa.

Treinar em casa.

Descobri a app "Nike Trainning", que tem imensos treinos que podemos fazer em casa, mesmo sem nenhum equipamento.

A meio de Setembro iniciei um plano de 4 semanas.

Cumpri na primeira.

Mas depois não fiz mais nada.

Iniciei esta semana um novo plano.

E desta vez estou mesmo decidida a cumprir.

Em que consiste o plano?

Em treinos curtinhos que podemos perfeitamente fazer em casa, ou onde nos apetecer.

Na 2ª feira, fiz um treino de 30 minutos, que consistia em trabalho de Resistência: alguns exercícios de pernas e tronco.

Ontem o treino indicava uma corrida de 15 minutos. Como estava sozinha com a miúda, resolvi trocar e fiz o treino que estava previsto para hoje.

Então. Treino curtinho. 10 minutos.

Pois, mas 10 minutos de abdominais.

Até agoniada eu estava no fim, senhores.

Ainda me dói.

Dói-me a rir.

E quanto mais dói, mais vontade tenho de rir.

E o pescoço também me dói. Sim, eu sei que é porque não fiz a coisa bem feita.

Mas a verdade é que dói, e deve ser por isso que estou assim meio agoniada.

 

Bom, se querem treinar mas não se conseguem inscrever num ginásio, por falta de tempo ou outro motivo qualquer, esta é sem dúvida uma boa opção.

É gratuita.

Tem vídeos a demonstrar e uma "senhora" a explicar-vos como devem fazer.

[Até podem por no pause se tocarem a campainha ou tiverem que assistir a vossa criança.]

E se ficarem na ronha um bocadinho durante algum exercício, não fal mal. Ninguém está a ver.

 

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Ideias que mais vale não ter

por Ana, em 11.05.18

Fui mais a minha miúda ao cabeleireiro.

Aquilo que podia ser um programa divertido de mãe e filha, quase se tornou num pesadelo.

 

Quis ser a primeira. Claro.

Toda satisfeita a lavar a cabeça como as senhoras crescidas. Toda ela se ria.

Cortou o cabelo.

A cabeleireira fez-lhe uma trança toda gira.

Linda.

 

Segue-se a mãe.

Começa a tortura.

"Quero sair daqui. Estou cheia de fome"

"Tens que esperar, agora é a mãe."

Inquieta.

A mexer em tudo.

A minha mala a arrastar-se pelo chão.

Dança.

Levanta-se.

Sai da porta.

Ainda só estava a lavar a cabeça e já estava a pensar "que m***** de ideia esta".

 

No final.

Penteado novo para mim. Uma espécie de franja/farripas.

"Não gosto"

"Tira"

"Corta a franja"

"Não quero ir contigo assim"

Birra.

Amuo.

"Não tens vergonha de sair á rua assim?"

Mais birra e mais amuo.

 

Tão bom, hã?

A pessoa sai do cabeleireiro a sentir-se a maior (só que não).

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Os meus gatos

por Ana, em 18.04.18

Tenho dois gatos.

Ambos pretos.

 

Um é um gato "anão".

Pequenino e magrinho.

É o gato de sonho de qualquer pessoa.

Quer é colinho. E como é leve, não chateia.

Dêem-lhe um router e ele é feliz. É lá que passa a maior parte do dia.

A menos que haja sol. Se houver sol, ele deita-se ao sol.

Mas mesmo assim, acho que prefere dormir no router.

Desde que o temos já vivemos em três casas. 

Já mudamos de operador de telecomunicações alguma vezes.

O sítio dele continua a ser o mesmo: o router.

Este gato chama-se Churchill.

 

O outro é um gato "a séria".

Rechonchudo.

Foi para nossa casa ainda muito bebé.

Resultado: acha que sou a mãe dele. 

Cada vez que eu ando, ele anda a minha frente. A miar.

É um gato a séria, como disse.

Detesta mudanças. As mudanças de casa foram sempre muito complicadas.

Estranha tudo o que é diferente.

Estranha pessoas que não conhece. Esconde-se e nunca mais aparece. [Agora já menos]

Adora estender-se ao sol.

Adora apanhar moscas.

Este gato chama-se Fidel.

 

Ontem, depois de deitar a miúda, deitei-me eu também.

A ideia era ler um pouco.

Fechei a porta do quarto. [Gosto muito dos meus gatos, mas cada um no seu sítio e lá em casa não se partilham camas com animais]

Mas comecei a ouvir bzzzzzzz.

Olhei para o candeeiro e lá andava uma mosca enorme.

Reclamei.

Marido fez-se de surdo.

Reclamei de novo.

Nada.

Levantei-me.

Saí do quarto e apaguei a luz do quarto.

Fui para a sala.

E a mosca também.

E o Fidel entrou em acção.

Não descansou enquanto não a apanhou.

Depois de a apanhar, comeu-a.

E de seguida, foi beber água.

E eu?

Eu fui dormir, porque o "caminho já estava limpo".

[Satisfeitíssima com o trabalho da minha "fera"]

 

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Noite atribulada: pré-prova.

por Ana, em 16.04.18

No domingo tinha que me levantar cedo.

Tinha uma corrida a iniciar as 9h no Estoril e tinha que sair cedo de casa.

Mais. Uma vez que ía correr 20 km, era conveniente que dormisse muito e bem.

Vi  os dois primeiros episódios da série "Mecanismo" e apesar de ter muita vontade de ver mais, tinha que ir dormir.

E fui.

Eram umas 23h e picos.

 

Por volta das 23h30 o cão ladrava cá fora no quintal.

Muito.

Marido espreitou pela janela e não conseguiu ver nada.

Foi lá fora.

Passado uns minutos vem dizer-me: "Está um porco espinho no quintal, e o Ringo não para da ladrar para ele" 

Marido, fecha o cão.

E aguarda que porco espinho vá a vida dele.

Marido solta o cão e vai dormir.

 

As 02h e picos...

Ringo ladrava furiosamente.

Lá foi o marido.

O porco espinho tinha voltado.

Cão ficou fechado o resto da noite.

 

As 06h... Despertador toca.

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Rescaldo...

por Ana, em 26.03.18

... Do dia de ontem.

Doi-me as pernas.

Doi-me a garganta.

Doi-me ouvidos.

 

Parte boa: estou de férias. Estive na cama até as 09h30.

Parte boa mas que também pode ser mais ou menos: a miúda também está de férias, o que é chato pois não posso ficar todo o dia deitada, mas por outro lado ainda bem, porque a molenguice nem sempre ajuda.

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Um elogio aqui da antipática

por Ana, em 01.03.18

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Entro no elevador. Cara cerrada.

Venho chateada. Com o tempo. Com o trânsito.

Venho com sono. Sem energia.

Elevador para piso a piso.

Paciência, zero.

Cabeça está longe dali.

Numa das paragens entra um senhor. Trabalhador externo que terá vindo aqui fazer qualquer coisa.

Sai logo no piso a seguir.

Antes de sair dá-me os bons dias com um sorriso super simpático.

E é aí que tomo consciência da minha "cara feia".

E eu penso: Este senhor já está a trabalhar há mais tempo que eu. E "levou" com estas trombas, e ainda assim é tão simpático para mim.

Hoje é dia do elogio.

Um elogio para os senhores que trabalham na manutenção, cedo, e levam com caras de gente mal disposta nos elevadores.

 

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Situação:

 

Saí mais cedo para poder estar presente numa atividade que ia decorrer na escola da miúda. O pai não conseguia. Para mim também era difícil, mas como me fez confusão a ideia de ela não ter lá nenhum de nós, lá me consegui organizar para ir.

Pois que na volta para casa, a miúda diz: "Os pais têm muito trabalho, e as mães não. Foi por isso que o pai não foi e tu foste"

 

Perante isto eu:

A) Fiquei toda inchada e pensei menina bonita, sabe que a mamã está a fazer o papel dela e o papá o papel dele. Pois toda a gente sabe que os homens é que têm que trabalhar a séria.

B) Passei-me da marmita e comecei a disparatar com a miúda, que ela era uma ingrata e que eu também farto-me de trabalhar.

C) Chorei silenciosamente, para não ferir a miúda mas fiquei muito triste com o comentário.

D) Dei-lhe ali de imediato uma lição sobre igualdade de género. Era o que mais faltava.

E) Expliquei que o trabalho que eu deveria ter ficado a fazer mas não fiz para poder ficar com ela, teria que fazer à noite depois de ela se deitar. 

 

Digam-me lá:

1) Qual a resposta que dariam?

2) Qual a resposta que acham que eu dei?

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Carpe diem - continuando...

por Ana, em 24.01.18

Chego ao trabalho, já em cima da hora.

Quando pego no casaco para sair do carro, sinto que as chaves de casa me caem do bolso.

Deixei ficar. Não tinha tempo. "Estão no carro, é o que interessa".

Mas, quis a prudência que me é característica que eu fosse tratar disso à hora de almoço.

E lá fui.

15 minutos.

De lanterna do telemóvel, à procura.

Mete bancos para a frente.

Mete bancos para trás.

Nada.

Levanta tapetes.

Encontro uma série de lixo. Encontro outras chaves que andavam perdidas.

De casa, nada.

Ponho-me de joelhos no chão, "não vá ter caído para fora do carro".

Nada.

Já passada.

Desisti.

Pensei, "bom, deve estar no carro".

"Pelo sim, pelo não, vou à recepção ver se alguém lá deixou umas chaves."

Entro no carro. Ponho o banco no sítio.

E vejo as chaves.

IMG_20180124_140433.jpg

Por cima do volante. 

Como é que é possível?!?!?!?!?

"Caíram para cima"

 

[Com isto ainda consegui registar o nº de quilómetros que o carro tem, coisa que o marido estava sempre a perguntar. É novo, não é? E sim, está sujo, muito sujo]

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