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Situação:

 

Saí mais cedo para poder estar presente numa atividade que ia decorrer na escola da miúda. O pai não conseguia. Para mim também era difícil, mas como me fez confusão a ideia de ela não ter lá nenhum de nós, lá me consegui organizar para ir.

Pois que na volta para casa, a miúda diz: "Os pais têm muito trabalho, e as mães não. Foi por isso que o pai não foi e tu foste"

 

Perante isto eu:

A) Fiquei toda inchada e pensei menina bonita, sabe que a mamã está a fazer o papel dela e o papá o papel dele. Pois toda a gente sabe que os homens é que têm que trabalhar a séria.

B) Passei-me da marmita e comecei a disparatar com a miúda, que ela era uma ingrata e que eu também farto-me de trabalhar.

C) Chorei silenciosamente, para não ferir a miúda mas fiquei muito triste com o comentário.

D) Dei-lhe ali de imediato uma lição sobre igualdade de género. Era o que mais faltava.

E) Expliquei que o trabalho que eu deveria ter ficado a fazer mas não fiz para poder ficar com ela, teria que fazer à noite depois de ela se deitar. 

 

Digam-me lá:

1) Qual a resposta que dariam?

2) Qual a resposta que acham que eu dei?

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Coisas que se dizem por aí #03

por Ana, em 07.04.17

 “Só dói nos primeiros trinta minutos”

Esta era uma frase que eu ouvia muitas vezes, antes de me meter nisto das corridas.

E eu pensava “hã.. hã…”

E olha, agora vos digo: é mesmo verdade.

Eheheheheh…



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Coisas que se dizem por aí #02

por Ana, em 07.02.17

Às vezes ouvimos as pessoas a dizer “ah, ele(a) até nem é má pessoa, tem é que se saber o(a) levar”.

Eh pá. Acho isto tão estúpido. Porque vamos lá a ver aqui uma coisa.

Primeiro, as pessoas não têm que gostar todas umas das outras. Certíssimo.

Segundo, as pessoas não têm que ser “amiguinhas” de todas as pessoas. Certíssimo. Se não gostas, não tens que estar todo(a) cheia de sorrisinhos e graçolas.

Terceiro, as pessoas que partilham lugares de “permanência” (trabalho, casa, ginásio, etc) têm que se cruzar umas com as outras. Certíssimo.

Quarto, as pessoas que partilham lugares de “permanência” (trabalho, casa, ginásio, etc) têm que passar informações umas às outras. Certíssimo.

Ora então, parece-me evidente que as pessoas em algumas circunstâncias, goste-se ou não, têm que se relacionar umas com as outras.

Posto isto, como é que se justifica, que seja a pessoa a ter que “saber levar” a outra pessoa?

Se é a pessoa que não sabe ou não quer se relacionar com os outros, ela é que está errada. Certo? Para mim é.

A questão é que as pessoas vão criando uma bola de neve: como cicrano(a) tem um feitio especial, das duas uma, ou vão logo com o pé atrás, assumindo de imediato uma postura defensiva (ou até agressiva), ou vão com “falinhas mansas” para “o saber levar”. E essa pessoa, nunca muda, vai ficando é pior.

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Para mim a solução é adotar a mesma postura que se tem com toda a gente: pedir o que se tem a pedir, transmitir o que se tem a transmitir. Não faz sentido ser de outra forma. Porque o que acaba por acontecer, é que a outra pessoa fica tão surpreendida com a nossa atitude que acaba por ter uma postura normal.

[Tenho eu sempre paciência para isso.]

 

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Mais uma frase cliché

por Ana, em 21.11.16

Quando se gosta do que se faz, os domingos à noite custam menos.

Eu sei que parece uma frase daquelas de “chacha” que é só para parecer bem. Mas eu posso afirmar isto, com toda a tranquilidade.

Já senti muitas vezes, o peso deprimente de domingo à noite, e aquela não vontade de sair da cama na segunda-feira. Mas o que é certo, é de deste que estou a trabalhar aqui, nunca mais senti isso. É porque me sinto realmente bem, onde estou. Gosto muito daquilo que faço, da autonomia que tenho, da forma como posso gerir o meu tempo e os meus projectos. E sim, claro que também conta e muito, a forma como me relaciono com a minha chefia directa.

Um bom clima de trabalho. A pessoa ter a oportunidade de potenciar as suas competências, nas mais diversas matérias. Uma liderança eficaz, que respeita, liberta, orienta. Para mim, são estes os pontos chave, para se estar motivado no trabalho. E eu estou. Muito.

 

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Coisas que se dizem por aí #01

por Ana, em 03.11.16

Ouve-se muitas vezes”... é como andar de bicicleta, uma vez aprendendo, nunca mais se esquece”.

Pois digo-vos já: essa expressão, verdade absoluta que se diz por aí, é MENTIRA.

Porquê?! Porque eu aprendi a andar de bicicleta e já não sei andar de bicicleta. “Não é possível”, vai toda a gente dizer. Mas é possível, sim senhor. Verdadinha.

Aprendi a andar de bicicleta, como toda a gente aprende. Com ajuda, depois sozinha, e caindo e esfolando braços e pernas muitas vezes. Foi numas férias de verão, com uma amiga (na bicicleta dela). Depois disso, lembro-me de ter andado de bicicleta mais algumas quantas vezes. Ora na bicicleta desta minha amiga, ora em bicicleta de uma prima. E talvez em outras, emprestadas. E aí é que eu julgo que está a questão. Nunca foi numa bicicleta minha. Ou seja, não havia regularidade, era assim “uma coisa de vez em quando”.

E portanto, a questão é: é mentira. Tudo se “desaprende”. Tem que haver TREINO. Tem que se ir repetindo. Seja qual for a competência - técnica, social, comportamental, artística, seja o que for. Daí a importância da formação e da experiência. Experimentem lá ensinar uma criança a ler, e depois tirem-lhe os livros, cadernos, revistas, computador, tudo o que signifique ler. Façam isso durante alguns meses, e depois vejam se ela ainda sabe ler. Não sabe, obviamente. Desaprendeu tudo.

Aprender. Fazer. Repetir. Treinar. Aprender. Fazer. Repetir. Treinar. Aprender. Fazer. Repetir. Treinar.

Assim sim, nunca mais se esquece.

[E agora, como se mete um adulto a “reaprender” a andar de bicicleta? Para essa pergunta, é que eu não tenho resposta, porque os adultos ficam mais “conscienciosos” das quedas, e recuperação é mais lenta, e eu sou uma medricas do caraças]

 

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Frase cliché “o tempo corre”

por Ana, em 20.10.16

Aquele momento em que ouves alguém (que estudou na mesma faculdade e ao mesmo tempo que tu), virar-se para uma docente e dizer “a professora não se lembra, mas foi minha professora há 20 anos”.

Oi. O quê? Como? 20 anos? Já passaram 20 anos? Eu iniciei o meu curso superior há 20 anos?

Não pode ser. Fiz as contas e percebi que não foi há 20, mas sim há 18.

Mesmo assim, a sério. O tempo passa, corre, e nós nem nos apercebemos.

 

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Coisas que eu ouço #01

por Ana, em 13.09.16

No outro dia, ouvi uma senhora dizer isto “Não vou perder uma coisa que eu um dia posso vir a ganhar…” Usou esta frase como justificativa para não fazer algo no momento, dizendo que assim se arriscava a perder algo que um dia poderia vir a ganhar. Ou seja, não tem qualquer garantia que aquilo venha mesmo a acontecer, mas acha que é possível que sim.

 

Isso pôs-me a pensar. Porque este é efectivamente, uma pensamento generalizado na cabeça de maior parte dos portugueses. Estão sempre à espera daquilo que há-de vir (tal e qual D. Sebastião, que nos há-de vir salvar a todos). Não vivem o momento presente. Não tomam decisões porque acham que as coisas podem vir a mudar e por isso é melhor esperar. Não decidem agora com as circunstâncias actuais, porque pensam como poderá ser se as circunstâncias forem de outro modo.

 

Enfim. Todas as coisas que já sabemos. Porque verdade seja dita, em algum momento da nossa vida, já usamos nós também esse argumento.

 

Da parte que me toca, e apesar de inicialmente ter ficado chocada com a frase da senhora, confesso que isso é algo que me continua a atormentar. Estou sempre a pensar no “se…”, “o que faço se…”, “e se depois…” Tantos e tantos cenários.

 

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Nunca gostei de exercício físico (já o disse anteriormente), e todas as vezes que me inscrevi num ginásio, foi mais do género “deixa-me lá ver se consigo fazer alguma coisa”, do que propriamente vontade. Mas acabei sempre por desistir, ao fim de algum tempo.

Desta vez, não foi excepção. Nos motivos de inscrição, claro, porque ainda não deu tempo para desistir.

Mas verdade seja dita. Nunca tinha “apanhado” uma treinadora, como esta que encontrei no ginásio onde estou. A mulher tem uma boa disposição e energia que contagia mesmo. As aulas dela são tão “rápidas”, cheias de frases “motivadoras-cómicas” que a pessoa nem tem tempo para se queixar. Sais de lá, toda partidinha, a bem dizer. Mas entretanto, já te riste tanto, já de “deixaste” levar naquilo. Assim, custa muito menos.

Bem que ela diz: “o truque é não pensar…” [E eu acrescento, “... e rir de nós próprios”]

Assim, acho que me aguento mais tempo. [Mas não ponho a mão no fogo por isso]

 

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Trabalho num instituto de ensino superior, e acabo de ouvir uma aluna a dizer “isto afecta-me com o psicológico. não consigo trabalhar sobre pressão”. Oh filha… sabes lá tu o que isso ainda é?... Mas cá calharás.

E só por isso lembrei-me de escrever um pequeno texto, para vocês (entenda-se por vocês, aqueles que ainda só estudam).

Aqui vai:

Vai chegar o dia em que tu vais pensar assim “ai que rica vida era a minha quando só tinha por meta passar em cada cadeira”. E digo-te isto, porque também já aí tive e sei bem o que é “essa pressão”. A questão é que tu agora sabes perfeitamente aquilo que precisas de fazer, para passar a próxima fase. Frequentar aulas, fazer frequências, exames, trabalhos, sabes qual a nota mínima que tens que ter para avançar. Em suma, sabes o que tens que fazer para chegares onde queres chegar: o fim do curso.

Mas depois? Depois é que são elas. Na maior parte das vezes não vais sequer saber para onde queres ir. Outras vezes, lá encontras um destino, mas não fazes a mínima ideia quais são as regras para chegar a meta. Não tens, 2ª fase, época especial… nada. Ou dás tudo de início, ou esquece, fica para outro.

Conclusão: aproveita esta altura de “calmaria na tua vida”, para ter tornares desenrascado, criativo, e com múltiplas alternativas. [E já agora, uma rede de contactos jeitosos também te vai dar muito jeito]

 

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  • omeumaiorsonho

    Lindo ;)O melhor que temos sem dúvida!

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