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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

07
Jun18

Desabafos. Constatações.

Ana

Tenho andado acelerada.

O trabalho está a correr bem, e mais desafiante, o que faz com que esteja mais vezes a pensar no tralho, do que propriamente devia.

A miúda está mais autónoma. Ela, que me puxava para a realidade familiar e "me obrigava" a estar presente pelo todo, cresceu e agora já não é bem assim.

Mas agora, ela vai me fazendo essas chamadas de atenção doutra forma.

Por exemplo "oh mãe, mas porque é que tu todos os dias tens que contar o teu dia ao pai e não deixas o pai falar". Um sinal claro, que ando a falar muito.

Durante o fim de semana passado, apercebi-me de várias coisas óbvias: passo o dia no trabalho, a trabalhar e ao mesmo tempo a pensar como hei-de gerir o final do dia, para me despachar. Chego a casa, faço tudo a correr em 2h, para garantir que às 21h a miúda está na cama. Passo o fim de semana a organizar a semana, para poupar tempo durante a semana.

Para onde vai o tempo, afinal de contas?

Para onde ele vai, eu não sei. Mas quem fica com ele eu sei: o meu stress.

Sou acelerada. Sempre fui. Gosto de planear, prever. Não gosto de viver no meio do caos. No entanto, se passo demasiado tempo a organizar, também não vivo nada. 

Ontem a miúda e o pai, tiveram um momento muito criativo. Simularam um espaço noticioso, em que ela era a pivot. Foi muito giro. Eu só os ouvia, enquanto, claro, andava de um lado para o outro a dizer "despacha-te que está na hora de ires dormir". Era verdade, ela tinha mesmo que ir dormir. O que me irrita é eu ser tão stressadinha.

Tenho que parar mais vezes.

Aproveitar mais o momento.

Eu sei disso. E até sei como o fazer. Só tenho dificuldade é em pôr em prática.

03
Mai18

Constatações

Ana

Esta semana ando assim um bocado azamboada.

Não sei se foi do feriado.

Não sei se é do tempo fora de tempo.

Não sei se é de mim.

Não sei se é dos outros.

 

Ás vezes sinto isto.

O peso da rotina a cair nos ombros.

O pensar "Ok, o fim de semana está já aí. Mas o que vai ser o fim de semana, senão mais do mesmo?"

"Então, faz tu diferente"

Pois.

Mas não me apetece.

 

A pasmaceira instalou-se.

E não sei bem se a quero mandar embora.

Ou ficar com ela.

 

[Em jeito de observação rápida, pois não houve pachorra para escrever grande post sobre isso, e vocês também já devem estar fartinhos: o mês de Abril foi igualmente ativo, cumprindo os dois desafios a que me propus: 100 km por mês e 200 000 passos por mês. Vai na volta é por isso que agora estou mole. Será?! ]

20
Fev18

Vidas...

Ana

Quantas vezes olhamos para as pessoas e pensamos: mas porque eu não consigo ser assim? porque é que a minha vida não é assim?

Pensamos e questionamos-nos, apenas com base naquilo que vimos. Naquilo que julgamos saber.

É legítimo.

Eu própria, às vezes, perante os problemas dos outros, tenho duas reacções: ou dá-me vontade de rir, do género, "tu sabes lá o que é um problema"; ou fico profundamente irritada e a pensar "mas porque é que é a mim que me acontece sempre o mais complicado?"

Mas não é verdade. Eu sei que não é verdade. No fundo, isto é o mais importante e o que me dá força para o dia a dia. Saber que toda a gente tem problemas. Mas o mais importante, é a forma como lidamos com eles.

 

Não há vidas cor de rosa.

Não há vidas a preto e branco.

Não há vidas arco-íris.

Não há vidas cinzentas.

Não há pessoas a quem acontece tudo de bom.

Não há pessoas a quem acontece tudo de mau.

Há circunstâncias.

Situações.

Que nos colocam em posições fáceis ou difíceis.

 

Em função disso, ao longo dos meus 37 anos já lidei com tudo.

Circunstâncias onde não deveria ter sido posta (nem eu, nem ninguém)

Situações que não soube claramente lidar com elas.

Situações que apenas lidei com elas, e não as resolvi.

Crises, que fui gerindo.

 

Contudo.

Conquistas que alcancei.

Vivências que me deixaram feliz.

Pessoas que me acompanham.

Momentos bons e momentos muito bons.

Força para seguir em frente, quando tudo aponta para trás.

 

Dificuldades.

Superações.

Tristezas.

Alegrias.

Mágoas.

Gargalhadas.

 

Há quem me julgue determinada e forte. Mas às vezes pergunto-me? Será que tenho mesmo essa força. Recuso-me a cair, ou simplesmente não há chão para eu cair? Sou realmente a corajosa que segue em frente perante a adversidade, ou uso apenas um escape para não deixar transparecer o que aqui vai dentro? 

 

A minha história é feita de várias cores. 

E tenho os meus momentos.

A minha vida às vezes é cor de rosa, outras vezes a preto e branco, e outras vezes cinzenta.

Mas algumas vezes é arco-íris.

 

[Mantenha eu a serenidade para perceber que o arco-íris acaba por aparecer sempre]

01
Fev18

Pensando na vida

Ana

Ontem, antes de adormecer, dei por mim a pensar na vida.

[O que normalmente não é boa ideia, porque "costuma" dar insónias. Desta vez não deu, porque eu devia ter realmente muito sono]

Influenciada certamente, sobre a frase que publiquei ontem sobre o destino.

E influenciada também por algo que li que alguém escreveu num outro blog.

Isto para dizer o quê?

Que, apesar de tal como muita gente, eu dizer "não me arrependo de nada do que fiz", ou "foi o caminho que fiz que me fez chegar aqui" e outras coisas do género, a verdade verdadinha é que há um período na minha vida que eu preferia mesmo não ter vivido. 

Ah, e tal, mas aprendeste com isso?

Sinceramente, não.

Olhando para trás, não vejo a minha pessoa durante aquele período.

Não sei o que andei ali a fazer.

E o que é certo, é que apesar de já terem passado quase 10 anos, continuo a ter presente em mim aquelas "coisas".

"Não era eu, que ali estava". É assim que me defendo.

Mas o que é certo é que estive. E a conclusão que eu chego sempre é: "Mas a fazer o quê?"

Nada de útil, bom ou assim assim.

E é por isso que eu digo, que aquele período (cerca de 4 anos), podia simplesmente não ter existido.

É certo que aprendi para o futuro: jamais permitir aquilo novamente.

No entanto, é daquelas aprendizagens que eu preferia não ter aprendido. Simplesmente, não tinha permitido e ponto final.

Enfim, coisas que já la vão. [Mas que ficam]

 

24
Jan18

Carpe diem

Ana

Resultado de imagem para nevoeiro

 

Levantei-me as 8h.

Abri a janela e lá fora nevoeiro.

Fiz café.

E panquecas. Com banana e canela.

Sentei-me na sala.

Lá fora, tudo envolto em nevoeiro. Silêncio.

Cá dentro. Silêncio. Conforto do café quente e do cheiro a canela.

 

Só que não.

Isso era o que eu queria.

O despertador tocou as 06h10. Mas fui suspendendo até as 06h45.

Já tarde. Vai de tomar banho à pressa. Preparar marmita. Preparar pequeno almoço. Acordar a miúda. Tomar o pequeno-almoço e sair de casa. Pelo caminho ainda tive que dar de comer a um cão e dois gatos.

 

Chego ao trabalho, e uma paisagem linda de nevoeiro a envolver o local. Penso, quero uma foto. É tão belo, isto é mesmo de apreciar. 

Só que não, outra vez. Já estou em cima da hora. Mexe-te mas é.

 

E é isto. 

Como seguir o "carpe diem"?

 

[A foto não é minha. Não houve tempo para isso. É do google mesmo.]

22
Jan18

Janeiro chatinho

Ana

Este mês de Janeiro está a ser verdadeiramente como o peixe espada: chato e comprido.

Nunca mais acaba.

E por aqui por esta pessoa, tem andado chatinho. Mortiço. Sem entusiasmo.

Diz-me a minha aplicação que corri 25 km, este mês. Eu até pensava que era menos.

Preguiça para levantar da cama.

Chego a casa, já é escuro e nada de energia para ir ao fim da tarde.

Sem grande entusiasmo para fazer coisas ao fim de semana.

Juro.

Não percebo o que se passa comigo.

Um profundo e pesado Cansaço. É só que sinto.

Ontem decidi: Chega disto. Amanhã inicio um desafio cá dos meus: 5 dias, 5 treinos.

Pois claro.

Ontem fui.

Hoje?

Tive uma noite péssima. Acordei cheia de dores de garganta/ouvidos/cabeça.

Portanto, desafio abortado.

É que isto não tem só a ver com a corrida.

É um cansaço que se instala no corpo de tal ordem, que deprime.

Põe-me a pensar na vida.

E depois, o quê? Sim, isso mesmo. Deprime-me.

Será a falta de sol? 

Será a ressaca de 2017?

Será uma "crise de idade?"

 

Não sei. Só sei o que sinto: Cansaço.

 

 

 

12
Jan18

Queixumes

Ana

O sono tem vencido.

Ou o frio.

Ou a falta de vontade.

Ou a falta de energia.

Ou....

 

O que é certo é que não tenho praticado exercício físico. 

E isso já começa a notar-se na minha disposição. Porque, começo a "pecar" mais na alimentação. Numa de "oh pá, é só hoje que isto não anda bem". E depois a má alimentação, leva à falta de energia e depois....

O sono, o frio, a falta de vontade, a falta de energia, todos ganham.

 

[E quem perde? Pois.]

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