Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes





Nem sei o que chame a isto

por Ana, em 02.11.18

Há cerca de duas semanas que a miúda se anda a queixar de dores nos dentes da frente (em baixo).

Na terça-feira, descobrimos que tinha um dente a abanar.

Julguei que fosse isso.

Na 4ª feira de manhã vi: tem um dente a nascer por trás. Ainda antes de qualquer um cair.

 

E de repento, apercebo-me: esta miúda está mesmo a crescer.

Senti assim um encontrão, um acordar para a realidade.

Ainda agora tinha os dentes de leite a nascer.

E agora já tem os definitivos a nascer.

 

Ok.

Eu sei que isto pode parecer tudo assim um bocado esquisito.

Podem dizer: "Então, estás a espera de quê? Os anos têm passado."

Pois é. É verdade sim.

Mas eu é que não tinha visto bem isso tudo.

Encarei todas as fases de forma natural. É o tempo a passar e ela a crescer.

 

Mas agora tomo consciência, que a minha pequenina está mesmo a ficar crescida.

E isso é algo... Nem sei bem.

Alguns diriam nostálgico.

 

O que eu senti foi assim uma espécie de "buhhhh, acorda".

 

Enfim... Coisas minhas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Memórias

por Ana, em 22.08.18

O que são?

 

Fragmentos de tempo.

Lembranças que doem.

Saudades.

Recordações.

Momentos.

Lembranças que confortam.

Coisas de que se gostou muito.

Coisas de que se gostou pouco.

"Agoras" que pareciam para sempre.

Passado que gosta de vir ao presente.

 

Só fica na memória aquilo que marcou, seja bom ou mau.

Obviamente, que preferimos recordar o bom. 

Ás vezes numa ânsia enorme de felicidade insistimos até em reviver o bom. Não dá. Nunca será igual.

As lembranças boas chegam a nós de mansinho, e deixam sempre conforto.

As lembranças más, vêm todas mal dispostas, instalam-se e não deixam nada passar.

Só se rompe com as memorias, pensando no agora. 

Daí a importância de "construir memórias" [das boas, claro].

Lamento. Não é possível.

Só fica o que marca.

E não, não somos nós que decidimos isso.

Apenas podemos escolher o que queremos fazer e como o vamos fazer.

Se vai "marcar" ou não, já depende de todo um conjunto de circunstancias que não controlamos (todas, claro que controlamos algumas).

 

Memórias...

Trago-as comigo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sonolência

por Ana, em 16.07.18

É assim que me tenho sentido.

Num estado de sonolência constante.

Não sei se é cansaço, falta de pachorra, falta de férias, falta de ideias.

Uma coisa, ou várias ou todas.

 

O que é certo é que a falta de energia tem sido permanente.

Faltei a semana passada ao resumo dos treinos.

Foi só um, de qualquer das formas.

 

Esta semana que passou foi melhor. Mas mau na mesma. Corri 2 vezes. Mas todas fora do meu plano de treinos.

Passei o fim de semana praticamente todo deitada no sofá.

Fez-me bem.

Era o que estava a precisar.

 

Ontem, ao final do dia escrevi uma lista de coisas que tenho para fazer.

Aquilo que preciso para sair deste estado.

 

"Ter pena de mim própria" é coisa que dura em mim pouco tempo.

É certo que há aqui muita coisa nesta cabecinha.

Mas também é certo que a única pessoa que pode fazer alguma coisa por mim própria sou eu.

 

Não sou nenhum poste, sempre em cima e sem ir abaixo.

Sou mais uma árvore, a quem o vento de vez em quando faz "moças".

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eu na IC19

por Ana, em 04.07.18

Estou bem aonde eu não estou 
Porque eu só quero ir 
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem 
Aonde eu não estou.

 

Ora vou para a faixa do meio.

Ora vou para a faixa da direita.

Ou para a esquerda.

E adivinhem lá: é sempre aquela que eu estou que não anda.

 

A sério.

Esta treta cansa.

Estamos em Julho.

Mês de Verão.

Mês de férias.

Mês de menos trânsito.

 

E não se vê nada disto.

Farta, fartinha.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desabafos. Constatações.

por Ana, em 07.06.18

Tenho andado acelerada.

O trabalho está a correr bem, e mais desafiante, o que faz com que esteja mais vezes a pensar no tralho, do que propriamente devia.

A miúda está mais autónoma. Ela, que me puxava para a realidade familiar e "me obrigava" a estar presente pelo todo, cresceu e agora já não é bem assim.

Mas agora, ela vai me fazendo essas chamadas de atenção doutra forma.

Por exemplo "oh mãe, mas porque é que tu todos os dias tens que contar o teu dia ao pai e não deixas o pai falar". Um sinal claro, que ando a falar muito.

Durante o fim de semana passado, apercebi-me de várias coisas óbvias: passo o dia no trabalho, a trabalhar e ao mesmo tempo a pensar como hei-de gerir o final do dia, para me despachar. Chego a casa, faço tudo a correr em 2h, para garantir que às 21h a miúda está na cama. Passo o fim de semana a organizar a semana, para poupar tempo durante a semana.

Para onde vai o tempo, afinal de contas?

Para onde ele vai, eu não sei. Mas quem fica com ele eu sei: o meu stress.

Sou acelerada. Sempre fui. Gosto de planear, prever. Não gosto de viver no meio do caos. No entanto, se passo demasiado tempo a organizar, também não vivo nada. 

Ontem a miúda e o pai, tiveram um momento muito criativo. Simularam um espaço noticioso, em que ela era a pivot. Foi muito giro. Eu só os ouvia, enquanto, claro, andava de um lado para o outro a dizer "despacha-te que está na hora de ires dormir". Era verdade, ela tinha mesmo que ir dormir. O que me irrita é eu ser tão stressadinha.

Tenho que parar mais vezes.

Aproveitar mais o momento.

Eu sei disso. E até sei como o fazer. Só tenho dificuldade é em pôr em prática.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Irritações

por Ana, em 04.05.18

O mundo virtual está cheio de dois tipos de pessoas:

1. Os que vêem ou viram uma série que esteja na moda, e vai de estar sempre a falar nela, para mostrar que estão na moda;

E

2. Os que nunca viram uma série que esteja na moda, e vai de estar a publicar um post para dizer "só eu é que ainda não vi..."

 

Irra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Constatações

por Ana, em 03.05.18

Esta semana ando assim um bocado azamboada.

Não sei se foi do feriado.

Não sei se é do tempo fora de tempo.

Não sei se é de mim.

Não sei se é dos outros.

 

Ás vezes sinto isto.

O peso da rotina a cair nos ombros.

O pensar "Ok, o fim de semana está já aí. Mas o que vai ser o fim de semana, senão mais do mesmo?"

"Então, faz tu diferente"

Pois.

Mas não me apetece.

 

A pasmaceira instalou-se.

E não sei bem se a quero mandar embora.

Ou ficar com ela.

 

[Em jeito de observação rápida, pois não houve pachorra para escrever grande post sobre isso, e vocês também já devem estar fartinhos: o mês de Abril foi igualmente ativo, cumprindo os dois desafios a que me propus: 100 km por mês e 200 000 passos por mês. Vai na volta é por isso que agora estou mole. Será?! ]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ai ai...

por Ana, em 02.03.18

Queria correr à chuva.

Mas não consigo.

Queria vencer o vento

e esta tempestade.

 

[Sim sim, é uma espécie de plágio. Mas assumido]

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Vidas...

por Ana, em 20.02.18

Quantas vezes olhamos para as pessoas e pensamos: mas porque eu não consigo ser assim? porque é que a minha vida não é assim?

Pensamos e questionamos-nos, apenas com base naquilo que vimos. Naquilo que julgamos saber.

É legítimo.

Eu própria, às vezes, perante os problemas dos outros, tenho duas reacções: ou dá-me vontade de rir, do género, "tu sabes lá o que é um problema"; ou fico profundamente irritada e a pensar "mas porque é que é a mim que me acontece sempre o mais complicado?"

Mas não é verdade. Eu sei que não é verdade. No fundo, isto é o mais importante e o que me dá força para o dia a dia. Saber que toda a gente tem problemas. Mas o mais importante, é a forma como lidamos com eles.

 

Não há vidas cor de rosa.

Não há vidas a preto e branco.

Não há vidas arco-íris.

Não há vidas cinzentas.

Não há pessoas a quem acontece tudo de bom.

Não há pessoas a quem acontece tudo de mau.

Há circunstâncias.

Situações.

Que nos colocam em posições fáceis ou difíceis.

 

Em função disso, ao longo dos meus 37 anos já lidei com tudo.

Circunstâncias onde não deveria ter sido posta (nem eu, nem ninguém)

Situações que não soube claramente lidar com elas.

Situações que apenas lidei com elas, e não as resolvi.

Crises, que fui gerindo.

 

Contudo.

Conquistas que alcancei.

Vivências que me deixaram feliz.

Pessoas que me acompanham.

Momentos bons e momentos muito bons.

Força para seguir em frente, quando tudo aponta para trás.

 

Dificuldades.

Superações.

Tristezas.

Alegrias.

Mágoas.

Gargalhadas.

 

Há quem me julgue determinada e forte. Mas às vezes pergunto-me? Será que tenho mesmo essa força. Recuso-me a cair, ou simplesmente não há chão para eu cair? Sou realmente a corajosa que segue em frente perante a adversidade, ou uso apenas um escape para não deixar transparecer o que aqui vai dentro? 

 

A minha história é feita de várias cores. 

E tenho os meus momentos.

A minha vida às vezes é cor de rosa, outras vezes a preto e branco, e outras vezes cinzenta.

Mas algumas vezes é arco-íris.

 

[Mantenha eu a serenidade para perceber que o arco-íris acaba por aparecer sempre]

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensando na vida

por Ana, em 01.02.18

Ontem, antes de adormecer, dei por mim a pensar na vida.

[O que normalmente não é boa ideia, porque "costuma" dar insónias. Desta vez não deu, porque eu devia ter realmente muito sono]

Influenciada certamente, sobre a frase que publiquei ontem sobre o destino.

E influenciada também por algo que li que alguém escreveu num outro blog.

Isto para dizer o quê?

Que, apesar de tal como muita gente, eu dizer "não me arrependo de nada do que fiz", ou "foi o caminho que fiz que me fez chegar aqui" e outras coisas do género, a verdade verdadinha é que há um período na minha vida que eu preferia mesmo não ter vivido. 

Ah, e tal, mas aprendeste com isso?

Sinceramente, não.

Olhando para trás, não vejo a minha pessoa durante aquele período.

Não sei o que andei ali a fazer.

E o que é certo, é que apesar de já terem passado quase 10 anos, continuo a ter presente em mim aquelas "coisas".

"Não era eu, que ali estava". É assim que me defendo.

Mas o que é certo é que estive. E a conclusão que eu chego sempre é: "Mas a fazer o quê?"

Nada de útil, bom ou assim assim.

E é por isso que eu digo, que aquele período (cerca de 4 anos), podia simplesmente não ter existido.

É certo que aprendi para o futuro: jamais permitir aquilo novamente.

No entanto, é daquelas aprendizagens que eu preferia não ter aprendido. Simplesmente, não tinha permitido e ponto final.

Enfim, coisas que já la vão. [Mas que ficam]

 

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes