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Ana Bacalhau | Leve Como Uma Pena

por Ana, em 15.02.19

E olha ao longe a praia, o bote aguentou
Bom vento sopra forte que é para la que eu vou.
Formosa e segura, venha quem vier
Finalmente livre sem nada a perder.
Uns dizem que não posso, outros que não sou capaz
Se aprovam ou reprovam, a mim tanto faz
Passou a tempestade, o momento chegou
É hora de mostrar quem eu sou
REFRÃO
Até podem rogar-me pragas ou lançar-me ás feras
Insistirem em encaixar-me onde eu nao couber,
Já não vou ficar mais pequena.
Podem atar-me o Mundo á perna para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros que eu sinto-me leve,
Leve como uma pena.
O medo atrapalha, a ilusão confunde
A obra boquiabre, aboca meio mundo.
E se o que eu for, for feito
E o que eu fizer for meu
Pode nao ser perfeito mas ha-de ser eu.
Cairam rios de chuva, o vento uivou la fora
A pouco e pouco o temporal, foi acalmando agora
Já so falta uma nuvem para o sol brilhar,
É hora de por isto a andar.
REFRÃO
Até podem rogar-me pragas ou lançar-me ás feras
Insistirem em encaixar-me onde eu nao couber,
Já não vou ficar mais pequena.
Podem atar-me o Mundo á perna para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros que eu sinto-me leve,
Leve como uma pena.
Dias e dias carregando um fardo
Que afinal não era meu
Á procura de uma resposta
E resposta, a resposta
Pelos vistos a resposta sou eu.
REFRÃO
Até podem rogar-me pragas ou lançar-me ás feras
Insistirem em encaixar-me onde eu nao couber,
Já não vou ficar mais pequena.
Podem atar-me o Mundo á perna para me ver aos tombos
E apoiar-se nos meus ombros que eu sinto-me leve,
Leve como uma pena.
Leve, Leve, olha agora sinto-me leve
Leve, leve, leve como uma pena.
 
Compositores: Jorge Cruz

 

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Toquinho | Aquarela

por Ana, em 21.11.18

 

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo 
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva, 
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, 
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul, 
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul. 
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená. 
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo, 
E se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida 
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro 
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está. 
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar. 
Vamos todos numa linda passarela 
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).
Compositores: Antonio Pecci Filho Toquinho / Vinicius De Moraes

 

[Que delícia de música. Um quentinho no coração. Tantas verdades.]

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Minutos de ouro

por Ana, em 22.06.18

 

Não sei se ouviram este momento nas manhãs da Rádio Comercial.

Eu ouvi. Foi surreal.

A voz desta mulher é qualquer coisa fora do normal.

É única.

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Era isto: Burguesinha

por Ana, em 16.05.18

Era isto.

Durante 3 meses.

Esta vidinha.

E eu não pedia mais nada.

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Tão bom.

 

Não sei se estão a ver aqueles dias em que não acontece nada, a não ser o que o que aconteceu e não aconteceu

E do nada há uma luz que se acende. Não se sabe se vem de fora ou se de dentro, apareceu

E dentro da porção da tua vida, é a ti
que cabe o não trocar nenhum futuro pelo presente
O fazer face à face que se teve até ali
Ausente presente

Vê lá o que fazes, há
tanto a fazer
Fazes que fazes
Ou pões sementes a crescer?

Precisas de água, a
Terra também
Ventos cruzados
E o sol e a chuva que os detém

Vivida a planta
Refeita a casa
É espaço em branco
Tempo de o escrever
E abrir asa

E a linha funda, na
palma da mão
Desenha o tempo então

Mas há linhas de água que cruzas sem sequer notares, e oh, estás no deserto e talvez no oásis, se o olhares
E não há mal e não há bem que não te venha incomodar
Vale esse valor? É para vender ou comprar?

Mas hoje, questões éticas? Agora? Por favor…
Que te iam prescrever a tal receita para a dor
Vais ter que reciclar o muito frio e o muito quente
Ausente presente

Vê lá o que fazes, há
tanto a fazer
Fazes que fazes
Ou pões sementes a crescer?

E a linha funda, na
palma da mão
Desenha o tempo então

‘Um curto espaço de tempo’
Vais preenchê-lo com o frio da morte morrida
Ou o calor da vida vivida?
Não queiras ser nem um exemplo, nem um mau exemplo, por si só
Há dias em que é grão da mesma mó

E a senha já tirada, já tardia do doente
Dez lugares atrás, e pouco a pouco, à frente
E cada um falar-te das histórias da sua vida
Feliz, dorida

Vê lá o que fazes, há
tanto a fazer
Fazes que fazes
Ou pões sementes a crescer?

Precisas de água, a
Terra também
Ventos cruzados
E o sol e a chuva que os detém

Vivida a planta
Refeita a casa
É espaço em branco
Tempo de o escrever
E abrir asa

E a linha funda, na
palma da mão

Desenha o tempo então

E explicaram-te em botânica, uma espécie que não muda
a flor do fatalismo, está feito
E se até dá jeito alterar só por hoje o amanhã
Melhor é transfigurar
o amanhã com todo o hoje

E as palavras tornam-se esparsas
Assumes
Fazes que disfarças
Escolhes paixões, ciúmes
Tragédias e farsas
E faças o que faças
Por vales e cumes
Encontras-te a sós, só
Grão a grão acompanhado e só
Grão da mesma mó
Grão da mesma mó”

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Pois, o Dia de São Valentim passou e eu nada escrevi sobre o assunto.

Nada de novo, visto que não tenho por hábito escrever sobre tudo e sobre todos os dias.

 

No entanto, estes dias de férias relembrei algumas coisas.

Nomeadamente, a forma como o Amor surgiu na minha vida.

 

É o que temos feito não é?

 

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Sérgio Godinho | O Primeiro Dia

por Ana, em 01.02.18

Nuca tinha ouvido esta música "com ouvidos de ouvir".

Foi hoje.

Um retrato tão exato do que é a vida.

 

A principio é simples, anda-se sózinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no borborinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

 

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

 

E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

 

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

 

Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

 

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

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Mariza | Melhor de Mim

por Ana, em 10.01.18

 

Esta música surgiu numa altura da minha vida dificílima.

Um ano terrível.

Quando a ouvi a primeira vez, pensei "isto é para mim, só pode".

Cada vez que a ouvia, ficava toda arrepiada. Muitas vezes, chorava.

A verdade é que surpreendentemente luzes de que tudo ia melhorar começaram a surgir.

E apareceram.

E tudo melhorou.

Lembro-me de um dia decisivo. Um dia cuja decisão que sairia dele, iria finalmente mudar tudo para melhor. Nesse dia, nesse momento, quando iniciei a espera, entrei no carro e esta música estava a tocar. Ouvi "sei que o melhor de mim está para chegar", e estava mesmo. Começou a chegar naquele dia. E todos os dias vai se instalando mais.

 

É um hino. Uma música poderosíssima. E apesar de hoje já não ter o mesmo impacto em mim, continua a ser uma das minhas preferidas de sempre.

 

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Comentários recentes

  • Ana

    Obrigado, Anita. Beijinhos

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    Sim, felizmente. Obrigado, beijinhos.

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