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Cá coisas minhas

Este é o meu blog. Onde falo sobre múltiplas coisas. As coisas que me vêem a cabeça.

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20
Abr17

Também tenho que falar disto

Ana

Custa-me falar deste assunto, porque a dor que aqueles pais estão a sentir será demasiada, para ser enxovalhada como tem sido.

Depressa vieram as ofensas, as acusações. “Os cavaleiros da verdade”, cheios das suas sabedorias.

Sei, que seja porque motivo for, qualquer pai que decide não vacinar os filhos, o faz por achar que é a melhor opção para os seus filhos. Não concordo. E não vou dizer que aceito, porque também não é verdade.

As opções que cada um toma relativamente aos seus filhos, só a eles diz respeito, é certo. Mas no que diz respeito a este assunto, não diz respeito só a eles. Porque estão inseridos numa comunidade, e isto é o tipo de coisas que também afecta os outros. E de que maneira.

Há quem opte pela não vacinação, porque escolhem (segundo os próprios) uma alternativa de vida mais saudável, pura e limpa. Mas também há aqueles que, por uma reacção adversa de uma vacina, ficam com medo de outras reacções e não vacinam mais. Má informação. É a base disto. Correntes alternativas a divulgarem ideias falsas e perigosas. Pessoas aflitas, sem acesso a informação de qualidade, que as faz tomar decisões deste género.

É impressionante, como nos dias que correm, com a informação toda que há, se façam coisas deste género. Mas lá está, o perigo também está no excesso de informação. Porque hoje em dia, toda a gente sabe tudo. Toda a gente vai ao google e tem acesso a tudo. E depois, decidem por eles próprios. Não é esse o fim do desenvolvimento da informação, mas é o perigo que está lado a lado com ela.

A ciência tem evoluído muito. E com certeza vai evoluir mais. Doenças do passado que matavam, estão erradicadas dos dias de hoje. E porquê? Porque, graças à ciência, tomamos vacinas, tomamos antibióticos. Temos produtos mais processados? Temos. Mas se aí, faz sentido escolhermos e optarmos por aquilo que é mais favorável ao nosso organismo, há outras coisas com as quais as decisões não podem ser assim tão ligeiras. Pior ainda quando são coisas que não nos afectam só a nós, mas também os outros. Lá está, a nossa liberdade termina, quando começa o espaço do outro.

Posto isto, defendo a vacinação. E defendo, que nenhuma criança que não esteja vacinada, possa se inscrever numa creche, colégio, escola pública, jardim de infância, etc. Há coisas que têm que ser obrigatórias. Tudo o que diz respeito à vida, tem que ser obrigatório. E esta obrigatoriedade, vai fazer com que aqueles pais que optam pela não vacinação, tenham acesso a informação factual e de qualidade.

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