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Ter uma miúda de 5 anos

por Ana, em 02.03.18

Ter uma filha de 5 anos, é assim uma espécie de "prova de fogo" diária.

Eu sabia, sempre soube, mas andava em negação.

Esta miúda é "danadinha".

O dom da palavra, que rapidamente foi adquirindo, usa-o agora para me "azucrinar" a moleirinha.

Ainda no outro dia íamos no carro, e ela começa a falar do tema preferido dos miúdos desta idade: "puns".

Eu ignoro, e começo a falar de outra coisa.

Quanto acabo ela diz, "mas não era disso que estávamos a conversar, estávamos a falar de puns".

Eu digo: "eu não converso sobre puns, isso não é conversa".

E o que é que ela diz? "Mas AGORA estás a conversar sobre puns". E ri-se às gargalhadas.

[Percebem o que quero dizer?]

 

As manhãs....

As manhãs sempre foram complicadas.

Mas agora é toda uma loucura.

Não se quer levantar.

Levanta-se depois de já muita insistência minha.

Mas depois, quer fazer tudo sozinha.

Dá-me cabo dos nervos.

"M. vai lavar os dentes" Quando chego à casa de banho porque já está a demorar muito tempo reparo: ainda não os lavou e está a fazer macacadas em frente ao espelho.

Fico com vontade de rir, mas o stress de me despachar só me faz ralhar. Passo as manhãs a ralhar. 

"Eu penteio-me"

"Eu visto o casaco sozinha".

"Eu abotoo os botões"

"Eu é que sei, mãe"

"O quarto é meu, mãe"

A autonomia é óptima, fantástica e recomenda-se. Mas demora mais tempo. O meu lema é sempre o mesmo: tenho que sair de ao pé dela, porque senão faço eu, para me despachar, mas se saio de ao pé dela, ela dispersa a atenção em mil e uma coisas, e demora tempo (muito tempo...).

Estão a ver a minha vida, não é?

 

Outra coisa que os 5 anos trouxeram: mais drama.

É miúda e tudo tem uma conotação dramática. Sempre que se zanga com uma amiga (todos os dias), lá vem desabafar para o carro que a não sei quantas está sempre a estragar-lhe o dia.

 

Entretanto, aos 5 anos também se está a virar mais para o pai. Era sempre mãe, mãe, mãe. Valha-me isso.

 

É uma miúda deliciosa, com um sorriso contagiante. 

Conversadora nata.

Desafia-me, desafia-me, desafia-me.

E eu, que sempre gostei das coisas à minha maneira. Que procuro prever todos os cenários para que as coisas corram da maneira que decido, fico tantas vezes sem fôlego que às vezes só me dá vontade de sentar e cruzar os braços.

 

[Já me mudaste tanto miúda] 

 

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6 comentários

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De CM a 02.03.2018 às 13:01

Eu se fosse a ti falava com ela de puns. Se ela quer falar do assunto "vamos a isso". Quando deixar de ser tabu, deixa de ter interesse. É um assunto como qualquer outro.
A outra parte é o mal de andarmos sempre com o tempo contado...é difícil termos tempo e dar-lhes tempo também...
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De Gorduchita a 02.03.2018 às 14:50

os filhos têm esse efeito não é? Mudam-nos, mesmo que não queiramos! :)
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De Paula Rocha a 02.03.2018 às 15:48

Falar sobre "puns" é normal, quem não os dá?
Até os princípes e princesas, reis e rainhas, sabes que houve uma altura da minha vida em que pensava que só nós simples mortais é que íamos à casa de banho
E tudo isso faz parte da maternidade, ainda vais ter saudades desses tempos, eu tenho.
Beijinhos
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De Carlos a 03.03.2018 às 12:11

É uma animação essa casa!
Oh oh...tanta vida por aí...aproveita, pois crescem muito depressa!
Bom fim de semana para ti!
Beijinho e aproveita!
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De A Desconhecida a 03.03.2018 às 21:25

Lidar com crianças não é fácil, mas elas são tão especiais!!!
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De Chic'Ana a 09.03.2018 às 11:04

Ahahah, as crianças são de facto o máximo!! =)
Beijinhos

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